quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Par ou ímpar?



Dia desses, enquanto assistia uma entrevista com Madonna, ouvi isso:
Entrevistador: - Você pretende casar de novo?
Madonna: - Prefiro ser atropelada por um trem.
Achei engraçada, não só a resposta, como também a forma (de sopetão) que respondeu a cantora, e, claro, anotei no papel mais próximo. Hoje, encontrei o pedacinho de papel, e cá estou escrevendo o que não caberia no papelzinho.

Madonna foi taxativa. Trágica até.
Quanto a mim, que nada tenho da (poderosa) Madonna, gosto de trens – minha infância teve a paisagem de uma janela de trem. Quanto à pergunta que foi feita à Madonna, acho que eu responderia com aquela outra (antiga) opção: compraria uma bicicleta – também gosto de andar de bicicleta.
Não pense você que vou escrever sobre casório, por que, sinceramente, não tenho experiência suficiente que me sustente numa empreitada dessas. Nem arriscaria. Vivi em condição de “senhora casada”, uma única vez na vida. O que posso dizer a respeito é que aprendi pra caramba, e acho que não volto àquela sala de aula.
Brincadeiras à parte, o importante é ser, fazer-se feliz – sempre!... Não importa mesmo se é par, ou ímpar. Ainda bem que a “época do pecado” parece que passou, e ninguém mais precisa casar, por que engravidou, ou por que não é mais virgem, ou mesmo por que a família decidiu. Ainda bem, hoje, não há mais necessidade de casar, morar junto, pra se ter uma relação legal com alguém – na cama, e fora dela. Acabaram os 'trovões' assustadores, e ninguém mais precisa casar, só por que não quer ser chamado de solteirão, ou solteirona. O estigma foi derrubado pelo desejo da maioria, que simplesmente quer viver bem. E pronto.
Pelamordedeus, não dá mais pra escamotear o sentimento de solidão, com alguém do lado. Ser humano precisa – e merece! - mais que isso. Lembro agora de uma amiga, em processo de separação conjugal, que disse: “Eu estava tão ansiosa, à espera do príncipe encantado, que acabei casando com o cavalo dele”. Sem baixar livrinho de auto-ajuda, acho que a gente precisa, antes de tudo e de mais nada, aprender a conviver, na boa, com a gente mesma. Por que as outras pessoas – todas, todas – podem se livrar da gente, da chatice da gente, quando bem entender, sem olhar pra trás, menos nós mesmos. Por isso, é bom que a gente seja uma boa companhia pra gente mesma.
Mas a pergunta volta com tudo: Par ou ímpar?...
Sei lá. Pode ser que a tua felicidade esteja no par, na vidinha a dois. Acho mais saudável, quando não existe a dependência da “tampa da panela”, ou a “outra metade da laranja”, e coisas assim. Legal é uma relação de dois inteiros que se amem, se respeitem – mesmo sem as bençãos da igreja (nada contra a tradição), ou o registro 'casamental', oficial.
A vida ímpar também pode ser a melhor coisa do mundo, desde que você esteja em paz contigo, e curta com satisfação a tua própria companhia. Inclusive, o mercado mundial está reconhecendo que a maioria das pessoas está planejando e vivendo sozinha mesmo. Por isso, cada vez mais, as prateleiras estão lotadas de produtos em pequenas porções, ou embalagens minúsculas, justamente pra atender os ímpares.
Madonna, por exemplo, parece estar convencida de “casamento, nunca mais”. Mas nem por isso ela deixa de optar pelo par – agora, informam os 'fofoqueiros de plantão', a grande 'popstar' está de namoro com Jesus (brasileiro!), mas bem loooooooooooonge dos religiosos fiéis... hehehehehehehehe

E então: par ou ímpar?... (talvez, este seja um dos poucos jogos que não pressupõe perdedor, ou perdedores)

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