quinta-feira, 17 de junho de 2010

As particularidades do particular

É tempo de liquidação!... Tem pra todos os gostos. Se você dorme de braços abertos, ama a liberdade. Se você usa preto, tem personalidade soturna. Se você isso - é aquilo.
Pior ainda (sempre tem pior), quando as pessoas exageram, nas interpretações mais estapafúrdias. Provavelmente, leram e escutaram tantas ‘merdas’, que chegam soltar absurdos, por todo lugar, julgando toda gente, a partir de um manual que elas mesmas criaram. Se você convive com alguém assim, esteja sempre de prontidão. Enquanto você simplesmente diz (por exemplo) que a temperatura está agradável, amena, a criatura já acrescenta que “você está querendo dizer com isso mais alguma coisa, que é” (e vomita porcarias inimagináveis). Há também aqueles que sempre acham (com certeza) que te aconteceu alguma coisa (fato) – boa ou ruim, sempre alguma coisa fora de você, que te envolveu, comprometeu, e, por isso, você está “assim, ou assado”. É tanta ‘merda’!...
Ah, tem situação pior ainda (previna-se). Quando nada mais resta a ser contestado, a pessoa usa o último (e mais ‘podre’) dos últimos artífices: “Você está dizendo isso, mas teu inconsciente afirma o contrário”. ‘Porra! Baralho!’ Se a frase é dita pra mim, acabou mesmo o papo. Quer saber mais do meu inconsciente que eu mesma? Vá ‘sifu’! Meu inconsciente quer ser deixado em paz, inclusive por mim mesma, pra aparecer, quando bem resolver, ou quando tudo estiver (bem) resolvido – ou não. Do meu consciente, cuido eu – do meu inconsciente, ele se cuida sozinho mesmo.

Você também já deve ter testemunhado cenas como essas:
Cartomante:
- O teu homem está te traindo!
Cliente forçada, ao cruzar na praça:
- Sou irmã de caridade... cá muito entre nós, ainda sou virgem...

No meio de uma reunião, a “grande sábia”:
- Está vendo aquele homem sentado ali atrás, encolhido?... Demonstra ser totalmente inseguro...
A ouvinte ‘sorteada’ entre tantos:
- Pode até ser inseguro, mas está encolhido, por causa das hemorróidas, que não o deixam em paz... ele é meu irmão...

A metida a ‘pepsicóloga’:
- Trabalho, neste departamento, há pouco tempo com você. Mas só de escutar a sua narrativa sobre seu namorado, posso dizer que você está sofrendo de sentimento transferencial. Você deve ser muito mimada pelo seu pai, e quer que seu namorado faça o mesmo.
A futura “ex-colega de trabalho”:
- Nem minha mãe sabe quem é meu pai...

Na festa de aniversário:
- Ah, não, a aniversariante não pode estar vestida de preto!... Vá trocar, querida, vista vermelho, muito vermelho!...
A coitada da aniversariante:
- Obrigada por tantas felicitações, mas fiquei viúva há pouco tempo, e essa não é uma festa, é uma confraternização de agradecimento aos amigos....

Na entrada do cursinho, a garota se despede do namorado motoqueiro. Quando entra na sala de aula, a colega enxerga lágrimas nos olhos da garota, e diz:
- Eu sabia que ele não prestava!... Esqueça aquele salafrário, minha amiga... nem vale a pena chorar por ele...
A garota secando as lágrimas:
- Aquele salafrário acabou de me pedir em casamento!...

Agora, por favor, não imagine que aconteceu alguma coisa comigo, e por isso escrevi o que você ‘cabou’ de ler. Eu escrevi por que escrevi; e você leu por que leu. Não se fala mais nisso. Estamos quites. Particularidades do particular. Ah, essa ‘merda’ toda que escrevi é só ‘merda’ mesmo – ‘merdas’ nem sempre têm causa...

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