sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dilema eleitoral

Às vésperas de mais uma eleição, no Brasil, eu ‘tô’ vivendo um dilema eleitoral. Tenho recebido, diariamente, vááááários e incontáveis (impublicáveis também) emails falando mal de todos os candidatos à presidência do nosso Brasil. Fico pensando que, se pelo menos eu fosse suscetível, não tivesse “tico ou teco” se revezando no ‘plantão’, eu não votaria, este ano. Estranho também que não recebo emails falando bem, pelo menos de um candidato, só pra compensar a “corrente do mal”.
Gente, são emails contra todos – todos mesmo – os candidatos. Nem os ‘menorzinhos’, aqueles desconhecidos, são poupados. Todos os candidatos têm a atenção das pessoas que se ocupam em falar mal, em vez de falar bem. Até me dá vontade de manter uma resposta automática de email, onde eu perguntaria: Afinal, você vai votar em quem? ... Fale bem do seu candidato – campanha também é isso: destacar o melhor, o bem.
Só ‘procê’ ter ideia dos emails que têm superlotado minha caixa (não tenho saco), alguns falam mal do bigode de um candidato. Outros menosprezam o careca, e até o candidato descabelado. Chegam emails denegrindo o botox de uma candidata, enquanto outros criticam negativamente as rugas de outro candidato. Falam mal da falta de maquiagem de outra candidata, e do sorriso em desalinho de um candidato em campanha. Reclamam que tem candidato ‘abusando’ da fé religiosa do povo, enquanto outros acusam um candidato que mostra-se ateu. Há quem me envia email rebaixando o candidato com poucos recursos de língua portuguesa, enquanto outros consideram um candidato “metidinho”, por que rebusca no discurso. Tem email que chega falando mal do candidato otimista demais, que “canta vitória, antes da hora”, e também do outro candidato pessimista, que “nem apresenta proposta”. Ninguém escapa. Todos os candidatos têm vez, no “tiro ao alvo” dos emails que recebo.
Poxa, gente, demorou tanto tempo, pra conquistarmos o direito à liberdade do voto (principalmente, às mulheres), que a gente não sabe lidar com isso, de forma madura e positiva. É o que penso, e lamento.
Campanha, pra mim, é falar bem do candidato que você simpatiza, apoia, ou, sei lá porquê, vota. Essa ‘coisa’ de falar mal é vício de quem ainda não amadureceu politicamente, ou “parou no tempo” em que todo mundo só acusava, e reclamava. Nem os candidatos querem mais saber disso. Foi-se o tempo em que cada debate era um “show de luta livre”. Os candidatos perceberam que os tempos de socos e pontapés passaram. A gente – o povo eleitor – tem de seguir adiante, também, sem se deter no telhado (de vidro) do vizinho. Melhor mesmo é defendermos o que, pra nós, faz bem. O tempo e o esforço dispendidos são os mesmos - na campanha contra, ou a favor. Até por que é muito chato superlotar a caixa de emails dos outros, com mensagens negativas, seja contra quem for.
Diante desses tantos emails amargurados, sem dispor de tempo pra lê-los todos, eu vou adiante, no meu exercício mental. Observando que todos os candidatos – sem exceção – têm campanha contrária, em quem eu posso votar?... Não quero anular meu voto, por que faz parte da minha cidadania. Também, não posso votar em branco, por que seria racismo, de minha parte. O que faço eu, pobre eleitora, tão comum, quanto qualquer outro eleitor ‘bombardeado’ por campanhas contrárias, de gente conhecida?...

Eu preciso votar, gente!... Você também... Dá licença?!...

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