terça-feira, 26 de abril de 2011

O tal “olhômetro”

Quase sempre tem alguém que gosta de alguma “gororoba” que preparo. Tem gente, inclusive, que me pede a receita. O que respondo é a realidade: não tenho receita, preparo com base no tal “olhômetro”. Um pouco disso, um pouco daquilo, ou nem isso, nem aquilo (pra variar) – às vezes, até sem provar. O mais incrivel é que, quase sempre, dá certo.
Acho que também faço isso com a vida, a minha vida, na vida. Só no “olhômetro” mesmo. E acho mais. Acho que a maioria dos seres humanos também faz o que eu faço. Até por que não há tempo para longas e grandes divagações. A vida nos surpreende, nos assusta, e nos arremessa a decisões inimaginaveis. Aí, então, entra em ação o “olhômetro”.
O “olhômetro” pode ser a experiência, ou a intuição, ou ‘ambas as duas’ coisas – ou até mais, ou menos, que isso, ou nada disso (sempre resta essa possibilidade). Acionando o “olhômetro”, você faz como faz na cozinha: Até fareja. Olha daqui. Olha dali. Olha de cima. Olha debaixo. Olha de todos os angulos. Olha,pra depois tomar alguma atitude – ou não. Às vezes, é necessário adicionar sal, açúcar, ou qualquer outro ingrediente – e a vida torna-se saborosa.
Minha Φιλοσοφία (a palavrinha tem origem grega) de vida passa e repassa pelo “olhômetro”, por que, de outro jeito, não enxergo – eu e minha visão estrabica. Mas nem tudo o que a gente enxerga é o que é, por que nada é – tudo está. Por isso, o “olhômetro” tem sua vez. Até os gastronomos sabem disso. Se obedecerem – “ao pé da letra” – as receitas, o sabor não ficará especial, e tudo será igual (insossamente igual). O diferencial está no “olhômetro”, que nem a gente mesma (autora do produto) sabe repetir.
Mas nem sempre o “olhômetro” funciona. Às vezes, por causa do dito cujo, a vida nos dá uma ‘trombada’ – e lá vamos nós visitar, ‘de novo, mais uma vez, novamente’, o fundo do poço – que não tem mola alguma, não.
Qualquer excesso, para o “olhômetro”, é fatal – mortal. Excedeu no açúcar, no sal, no fermento, na pimenta – ‘fudeu’. Não tem jeito. Na vida, mesma coisa. Excedeu, ultrapassou sinal – já era!... Só nos resta mesmo sofrer as consequencias do nosso “olhômetro” particular.
Antes de preparar uma receita, acho sempre bom dar uma limpadinha no “olhômetro”, e focá-lo direitinho. Ainda assim, há o risco de o “olhômetro” não estar tão a fim. E fim.

sábado, 23 de abril de 2011

Feliz Páscoa!

Toda data comemorativa cristã acaba causando abalo (bom) mundial, e já não há quem não se emocione com a Páscoa que chega. Eu sempre ‘embarco’ nessa “aura positiva’. Gosto de participar, de algum jeito, dessa “coisa comum”, que nos reaproxima de algum bem que faz bem a todos – é um bem tão bom, que chega desestabilizar o mal, a maldade. E isso é sempre bom.
Acho que, se crescer é mesmo inevitável, podemos manter viva a criança que brinca na alma da gente. Criança que até acredita em coelhinho da Páscoa, por que acreditar em coelhinho da Páscoa é sonhar, e esperar presentes em forma de ovos e coelhos de chocolate. Cá entre nós, ser adulto, na Páscoa (mais ainda), é uma coisa muito chata, né não?... Imagine um adulto de pijama, arrastando os chinelos pela casa, como se fosse um domingo qualquer, com controle remoto de uma televisão cheia de programinhas que, por se repetirem, enjoam. Não dá, né gente?... De repente, uma criança grita (fora, ou dentro da gente): É Páscoa!...
Nem vou repetir aqui sobre a origem da Páscoa, e como foi incorporada ao cristianismo. Não tenho grandes conhecimentos a respeito. Nem estava lá, para poder relatar aqui.
Páscoa, pra mim, é isso: mais uma oportunidade de nós, seres humanos, nos permitirmos aos bons sentimentos, que sempre trazem (de presente), boas ações, e boas retribuições também. Isso tudo é o que conta.
Aproveitando a ‘carona’ da Páscoa, que ressuscitem aqueles valores do ‘antigamente’ (alguém lembra?) – amor ao proximo, compreensão, solidariedade, companheirismo, cumplicidade, bondade, otimismo, e tudo o que faz bem a todos. Que ressuscitem os nossos sonhos – teus sonhos, meus sonhos, os sonhos de cada um, os sonhos de todos nós.
Que amanhã, quando você abrir a janela, tudo esteja mais claro, lá fora, mesmo sem sol. E que você diga, quase sem pensar: Que lindo dia! (com cara de novo dia)...
E isso tudo pode chegar com a Páscoa – e permanecer: Feliz Páscoa!...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais um palhacinho

Comprei e mantenho na minha velha mesa de trabalho, em casa, um palhacinho toscamente acabado, que parece ter fugido de mãos artisticamente distraídas. Lembra mais um “pierrot” – palhacinho sem graça, que me faz pensar no grande picadeiro da vida (comédias e tragédias).
Encontrei o palhacinho, por acaso, numa papelaria. Ele estava caído, timidamente sorridente, numa prateleira, em meio a tantos outros palhacinhos que se mantinham, alegres e sorridentes, em pé. Quando peguei o palhacinho deitado, percebi que até o nariz dele já não tinha tanto vermelho (tantos tombos!). A figura remendada cativou-me, e já não havia outro jeito, senão levar a companhia dele pra casa.
A presença do palhacinho, diante de mim, me faz lembrar que nem sempre se ri com vontade, e muitas vezes se chora de tanto rir. Feito minha alma torta, o palhacinho é equilibrado com dificuldade (que se pode fazer, né?). E me mostra que, se há tristezas, há também a mascara. O palhacinho é feito de panos vagabundos e louça quebravel. Também minha alma é vagabunda – se quebra facil (tantos tombos!).
Tem vezes que, quando sento à minha mesa, o palhacinho me sorri, num sorriso ironico, mesmo timido, olhar estrabico. Outras, nem o enxergo, em meio a tantos papéis. Só depois o revejo – caído, deitado, torto. Feito minha alma (também torta), o desajeitado palhacinho fica – entregue – nas minhas mãos desajeitadas para equilibrá-lo, enquanto olho o olhar que não me vê.

... e o palhacinho continua ali, como se estivesse me cuidando, de longe, com aquele sorriso sem graça, entristecido – feito espelho...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Monologo aberto



Se pelo menos você fosse eu – pensasse como eu, sentisse como eu, enxergasse como eu... Se pelo menos você não dissesse e fizesse coisas que não gosto de enxergar, ouvir, pensar, sentir... Se pelo menos você não fosse quem é... Se pelo menos você não me surpreendesse tanto, não me arrancasse das minhas certezas absolutas... Se pelo menos você pensasse só em mim, e esquecesse de você... Se pelo menos você não me mostrasse coisas que não quero ver... Se pelo menos você me enxergasse com a minha visão, e não a partir da tua vivencia... Se pelo menos você me entendesse, do jeito que eu me entendo... Se pelo menos você só me dissesse coisas sempre bonitas... Se pelo menos você não falasse tanto... Se pelo menos você fosse completamente diferente do que é... Se pelo menos você não tivesse esse jeito desajeitado de ser... Se pelo menos você só enxergasse o que enxergo, só sentisse o que sinto, só pensasse o que penso... Se pelo menos você só fizesse e fosse o que estou te indicando... Se pelo menos você não questionasse... Se pelo menos você se calasse, diante de mim e da vida... Ah, se pelo menos você fosse eu – aí, sim, eu poderia saber de você, sentir o que você sente, enxergar o que você enxerga, pensar o que você pensa, até gostar de você, e aceitar você... Eu quero tão pouco de você – na verdade, nada mesmo... Se pelo menos você fosse quem não é, e fosse eu... Se pelo menos isso, eu aceitaria você... Ei, onde está você?...

sábado, 9 de abril de 2011

Caminhos cruzados


Não imagine você que vou escrever aqui palavrinhas romanticas, cheias de fantasias. Se era essa sua expectativa, vá tirando logo o cavalinho da chuva (sei lá o que isso significa). Se você quer acreditar em Papai Noel, a vida inteira, a vida é sua, o problema é seu – ou sorte sua. Caminhos se cruzam, se descruzam, se entrecruzam – cruzes!... E só.
O que tenciono falar, aqui, é sobre os caminhos cruzados no processo comercial, a dita troca de informações de “boa vizinhança”, entre empresarios e empresas. Explico. Se você compra, por exemplo, um eletrodomestico, consequentemente, deixa, na loja, endereço e numero de telefone. Com isso, há possibilidade de você ficar recebendo, na caixa postal de sua residencia, ou em telefonemas “amáveis” e surpreendentes, ofertas inimagináveis. O mesmo acontece, além das compras em lojas, quando você faz um plano de saúde, compra um carro, ou contrata serviços de internet, tv a cabo, telefonia em geral, etc e tal.
Dia desses, aconteceu comigo: Fui a uma grande loja de lingeries, por que havia grande, maior ainda que a fama da loja, liquidação. Maior mesmo foi o momento de preencher a nota, após ter pago a minha (modesta) compra, quando a atendente me ameaçou: “Vou fazer umas perguntinhas à senhora, para que responda, e fique cadastrada na nossa loja”. De imediato, como sempre, eu respondi: Sem perguntas, por favor, por que quem tem de fazer perguntas, longe daqui, sou eu. Sou jornalista, e preciso trabalhar. Desculpa, tenho mais o que fazer, e não quero ter cadastro na loja.
Acho que colocaram uma funcionaria surda para me atender, justamente para continuar insistindo. Talvez, para não me chatear (era inicio de dia), fui respondendo: “nome? endereço? telefone residencial? celular?”... e a lenga-lenga não acabava mais. Até que levantei, e proclamei o veredicto: Preciso ir. Fui.
Não deu outra. Um dia depois do fato consumado pela consumidora aqui, nada além disso, já começaram os telefonemas, por causa da minha dita compra, que nem grande foi. Era só mais uma liquidaçãozinha – tenham dó de mim!...
Primeiro, uma garota ligou, pedindo para falar comigo – distraída, fui dizendo que eu era eu. Azar o meu. A garota se dizia representante da marca da dita loja de franquia, onde eu, inocentemente, no dia anterior, havia comprado umas “roupinhas de baixo” (nunca entendi muito bem essa expressão). Pra te resumir a historia (quem dera ser estoria!), a garota chegou me oferecer até outra franquia, justificando que “o mercado de lingeries vem ampliando tanto, que a senhora ficará rica, em menos de um ano, vendendo calcinhas e sutiãs, de porta em porta”. Foi o unico momento que gargalhei, ao telefone. Depois dessa, só mesmo desligando. E desliguei – da “tomada”, por precaução.
Você achou que acabou?... Que nada!... Os telefonemas continuaram – os telemarketings pareciam se revezar, com uma só intenção: me ‘emputecerem’. Quase conseguiram. Só não me enlouqueceram, por que, acho, eu deixaria louco o aparelho de eletroencefalograma (tadinho!). Por isso, jamais arriscarei um exame desses.
Até que, num belo dia – aliás, estava belo, até que -, o telefone toca, e eu atendo, distraidamente. Do outro lado da linha (telefonica, não de trem), uma voz masculina afeminada me diz, sorridente: “Dona Nara? A senhora acaba de ser sorteada para receber um presente da loja (tal).” E eu, mais que depressa: Eu não acredito! E a voz, “esfuziante”: “Pois acredite, dona Nara. A senhora está recebendo um vale-compras de vinte real, no nosso sex shop, ao lado da loja (tal).” E eu: Vinte ‘real’? (quase gritando) E a voz toda faceira: “Tudo isso, dona Nara, para a senhora gastar como quiser” (ui!). E eu: Eu não mereço isso!... E a voz adocicada: “Ah, merece, sim!” E eu: O que eu vou comprar num sex shop, Jesus?... E a vozinha esgarçada: “Meu nome não é Jesus, é Rosiclei, dona Nara. A senhora vai delirar, ao ver nossos produtos. Tipo assim, nós só temos acima de vinte real. Mas, aí, tipo assim, a senhora acrescenta um dim-dim, e leva umas coisinhas maravilhosas” E eu, ironica: ‘Tipo assim', ainda tenho de acrescentar?... E a voz, cada vez mais fina e feliz: Claro, a senhora merece! E (ainda) eu: Não mereço mesmo! Aliás, ninguém merece!... A voz, cada vez mais animadinha: “Ah, merece, sim. E olha que muitas mulheres queriam estar no seu lugar agora. Pense nisso.” E eu, já implorando às nuvens: Não consigo pensar nisso! Socorro! Juro que fiquei sem fala, no primeiro momento. Depois, o que me veio à cabeça foi bem isso: Como é que alguém recebe vale de “vinte real” pra comprar em sex shop?...
Ah, você quer saber o final da historia, né?... Tente adivinhar aonde eu mandei o viadinho (adoro viadinhos – sempre tenho a companhia de um, na minha vida) enfiar o vale de “vinte real”... Ele riu (parece ter imaginado, e gostado). Dessa vez, eu não ri, e desliguei o telefone da “tomada”, para o resto da semana. (להתוודות על חטא)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O “know-how” global

De antemão, vou logo avisando que a noticia é de primeira mão. Antes que se torne de segunda ou terceira mão, pegue logo.
Está sendo realizada a pesquisa mais globalizada do globo, não da globo – canalzinho nada a ver. Inclusive, já me contaram que a pesquisa engloba todos (ou quase todos) os viventes do globo, sem se preocupar com a globo, ou os globais. O “know-how” global vai abalar a historia do globo. Dizem que não há pesquisa que se compare a.
Prepare-se – você pode ser o proximo pesquisado. Não vá pensando que se trata das perguntinhas do nosso censo brasileiro - nem de perto, nem de longe. Para te ajudar, deixo aqui alguns questionamentos – preparados por sábia equipe de “know-how” global:

- Sentado no vaso sanitario, antes de usar o papel higienico, você identifica textura e qualidade do produto?

- O que você pensa a respeito da experimentação para tornar cor-de-rosa a folha da alface?

- Você já assistiu a queima de uma vela de sete dias? (Se a resposta for sim, quanto tempo permanece acesa uma vela de sete dias?)

- Quantas vezes você já perdeu o maior e unico amor de sua vida?

- Em qual momento você busca a validade de um produto alimenticio? (Marque uma das opções a seguir:)

v – Quando vê o preço, para justificar a devolução à prateleira?

x – Quando o produto é receitado por seu medico hipocondriaco?

y – Quando quer saber, já em casa, a origem da nodoa esverdeada, na superficie do produto?

z – Quando está no vaso sanitário, com uma ‘puta’ diarreia, causada pelo alimento que você comprou (e comeu), sem conferir a data de validade?

- Quantas vezes você abre a geladeira, depois das 19 horas?

- Com que frequencia você esquece o numero do telefone da sua casa?

- Você coleciona papéis de bala e bombom?

- Após defecar (“cagar”, no popular), você dá aquela olhadinha basica no ‘produto interno bruto’, antes de dar descarga?

- Sabe quem foi Archytas of Tarentum?

- Por ocasião do uso de preservativo (não confunda com brincadeiras infantis), você observa atentamente o invólucro, conferindo fabricante, garantia e data de validade?

- Com quantos paus se faz quatro canoas?

- Você já se ‘produziu’ (esteticamente), só para sair às ruas que têm cameras instaladas?

- Quantas vezes você leva o garfo à boca, numa refeição?

- Sabe o sobrenome do tio da vizinha do porteiro do condominio onde você mora?

- Lembra das vezes em que você saiu do banheiro, sem lavar as mãos?

- Já revelou segredos ao poste da esquina?

- Depois que você chaveia a porta, ainda toca na maçaneta, para confirmar que trancou?

- Costuma encaminhar emails, sem ler as mensagens?

- Já entrou numa farmacia, para comprar balas de canela, e saiu com analgesico, antitermico, laxante e anti-acido?

- Descreva o que você vê diante do espelho (imprescindivel recorrer imediatamente ao espelho mais proximo):

- Você já imitou seu animal de estimação, e o assustou por isso?

- Caso você tenha respondido toda a pesquisa, eis a ultima pergunta:

- Consegue ainda lembrar quantas vezes você já bateu a cabeça?

...

sábado, 2 de abril de 2011

Matar & morrer


A gente passa a vida inteira matando – e morrendo também. Matamos tempo. Matamos fome. Matamos aula. Matamos barata. Matamos horario. Matamos sonho. Matamos sede. Matamos saudade. Matamos monotonia. Matamos desafio. Matamos com o olhar. Matamos esperança. Matamos depressão. Matamos no jogo. Matamos frio. Matamos silencio. Matamos imaginação. Matamos entendimento. Matamos primeiro. Matamos trabalho. Matamos ausencia. Matamos tentativa. Matamos lembrança. Matamos programa. Matamos presença. Matamos poesia. Matamos ignorancia. Matamos com a palavra. Matamos relacionamento. Matamos possibilidade. Matamos musica. Matamos doença. Matamos ideal. Matamos imagem. Matamos expectativa. Matamos informação. Matamos jardim. Matamos oportunidade. Matamos sentimento. Matamos calor. Matamos curiosidade. Matamos gravidez. Matamos paz. Matamos viagem. Matamos besteira. Matamos personagem. Matamos ponto de interrogação. Matamos natureza. Matamos desamor. Matamos caminho. Matamos brincadeira. Matamos preconceito. Matamos indecisão. Matamos dialogo. Matamos guerra. Mas também morremos. Morremos de medo. Morremos de tanto cantar. Morremos de preocupação. Morremos de raiva. Morremos de desespero. Morremos de tanto sambar. Morremos de calor. Morremos de tristeza. Morremos de tanto pensar. Morremos de vontade. Morremos de rir. Morremos de orgulho. Morremos de tanto correr. Morremos de angustia. Morremos de saudade. Morremos de tanto sofrer. Morremos de preguiça. Morremos de tanto pedir. Morremos de intolerancia. Morremos de dor. Morremos de insegurança. Morremos de tesão. Morremos de tanto procurar. Morremos de inveja. Morremos de frio. Morremos de indignação. Morremos de ciúme. Morremos de tanto repetir. Morremos de vaidade. Morremos de tanto chorar. Morremos de cansaço. Morremos de tanto esperar. Morremos de tanto prazer. Morremos de susto. Morremos de má interpretação. Morremos de mau humor. Morremos por ultimo. Morremos de revolta. Morremos de tanto fugir. Morremos de solidão. Morremos de tanto amar. Morremos de discriminação. Morremos de acreditar. Morremos de egoísmo. Morremos de indiferença. Morremos de tanto brigar. Morremos de falta de. Morremos de ambição. Morremos de tanto caminhar. Morremos de pena. Morremos de tanto gritar. Morremos de tanto pecar. Morremos de acomodação. Morremos de tanto ler. Morremos de sono.

... Depois de tanto matar & morrer – morremos de vez... e sós.

De olho