quarta-feira, 4 de maio de 2011

Individualismo salvador

No “amansa-burro”, ‘tá’ lá: “Individualismo - s.m. Tendência a não pensar senão em si. Tendência a libertar-se de toda solidariedade com seu grupo social, a desenvolver excessivamente o valor e os direitos do indivíduo”.
Só pra variar, vou na contramão daqueles que enxergam e pensam tão-somente no individualismo “malefico”. Acho que existem beneficios (tantos!), no individualismo. Tudo é uma questão de ‘vista do ponto’. Pelo menos, o individualista pensa em alguém: nele mesmo. E já não estamos mais naquela “Faixa de Gaza” – matar ou morrer, tanto faz. Na minha opiniãozinha mediocre, o individualismo pode nos salvar – uns dos outros.
O individualismo apresenta uma ‘vantagem vantajosa’ para todos nós: O individualista cuida só da propria vida, sem se importar com a vida dos outros. Se continuarmos seguindo o caminho do “individualismo desenfreado”, com o qual tanta gente se preocupa, a fofoca será extinta do nosso planetinha, e já não seremos mais obrigados trocar de canal, quando vierem aqueles programinhas de ‘milionesima categoria’, inventando fofocas, pra ver se algum telespectador incauto acredita nelas. Com o “individualismo dominante”, acabarão os “reality shows”, por que não haverá mais publico pra aplaudir exibicionismos em busca de segundinhos de fama. Sem aplausos, que empresa vai querer patrocinar aquela ‘merda’ toda?...
O individualismo salvador surpreenderá a todos, quando cada um se aperceber fazendo tudo ser melhor que é, concentrando-se em si mesmo. Se cada individuo cuidar de si mesmo, pode estar em paz, e é assim que vai conviver com os demais individuos: que o outro (individuo) seja como for, tenha o que tiver, faça o que fizer, e o outro (individuo) estará pensando/agindo do mesmo jeito.
Se, de fato, o individualismo é primo irmão do egoísmo, estamos (finalmente!) seguindo um caminho correto. Imagine cada governante pensando no proprio país, sem se meter no país vizinho, sem falar mal dos outros países, nem convocar soldados pra sair matando estrangeiros. Imagine um monte (zilhões) de seres individuais e individualistas convivendo – cada qual estará ‘na sua’ (na dele – de cada um), sendo o melhor que pode ser, por saber de si mesmo. Se cada um cuidar de si mesmo, o mundo pode ficar melhor pra todo mundo.
Eu defendo a pratica individualista – egoísta mesmo – de ser e conviver. Pra que manter a hipocrisia de dizer que pensa no outro, se o que, na realidade, faz é invejar o outro, falar mal do outro, inventar fofocas sobre o outro, não suportar a alegria e a felicidade do outro, querer fazer com que o outro seja outro?... Eu sei, eu sei – tudo isso também é pensar no outro. Mas, diante disso, o melhor é nem pensar mais no outro. Deixa que o outro pense nele mesmo. Você pensa em você. Eu penso em mim. E cada um pensa só em si mesmo. Não há eternidade, nesta vidinha humana, pra gente ficar mais de olho na vida dos outros do que na nossa propria vida.
Pensar em si mesmo já é, na minha visão estrabica, uma evolução humana. Se cada um cuida de si – todo mundo está sendo cuidado, amado, respeitado. Por isso, cada ser humano tem vida unica – pra cuidar de si, e crescer, amadurecer, apodrecer até, se quiser. Acho mesmo que isso até justifica por que a primeira pessoa, de toda conjugação verbal, é sempre: EU. Mas, se alguém insistir em pensar nos outros, há tantos lugares onde o poder sobre os outros é exercido (com tantas dominações e denominações), e ainda aceitam “dizimo para ajudar”.

Que fique bem (ou mal) claro: Não quero ter razão alguma – nem no que escrevo, nem no que falo, e, principalmente, no que penso. Razão, pra mim, é uma coisinha chata, que pesa como responsabilidade imposta, que exige coerencia em todos os tempos verbais, por toda vida. Por isso, eu e a razão nunca tivemos, por menor que fosse, uma boa convivencia. Sem razão alguma - viva o individualismo, que nos faz olhar mais para nós mesmos!!!

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