terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fazer amor

Quantas vezes você faz amor, durante um dia inteiro?... Se me deixarem, faço amor, o tempo todo, em todos os dias inteiros - e noites, e madrugadas inteirinhas. Se me permitem, amanheço, anoiteço, envelheço, rejuvenesço, fazendo amor. A vida inteira. É o maior prazer da minha vida: fazer amor.
Não sou ninfomaníaca, não. Simplesmente, o que algum poeta romântico denominou “fazer amor”, pra mim, não é. Relação sexual nem sempre envolve amor, e até existe amor, sem sexo - sexo é sexo, amor é amor, mesmo com a discordância da igreja, não tão santa, como querem os fiéis (que o digam, a inquisição e a pedofilia).
Se depender de mim, faço amor, o tempo todo - nem quero saber de outra coisa. Porque, na minha insignificante opinião, fazer amor é fazer qualquer coisa, por amor, com amor. Claro, nem sempre fazer amor me é possível, por que os outros, as circunstâncias, ou seja lá o que for, me impossibilitam. Tão logo me desvencilho do que tive de fazer, sem amor, lá estou eu, novamente, fazendo amor, por amor, com amor. Assim, aprendo a amar - mais e melhor. Só sei de mim, quando faço amor - e, pra mim, não há amor maior à vida que esse momento, quando estou (inteira) fazendo alguma coisa, até afagando um animalzinho, por amor, com amor.
Provavelmente, quem associou o termo “fazer amor” com a relação sexual transbordava os pecados impingidos pela histórica igreja. Assim, para alívio de consciência (traduzindo: prazer desvinculado de pecado), denominou o ato sexual como “fazer amor” - termo cheio de romantismo, nada pecaminoso, longe da palmatória religiosa. A partir daí, foi estabelecida a ordem, nem sempre implícita: Só pode manter relação sexual, se existe amor. Por isso, tem tanta gente confusa, buscando amor no sexo, sexo no amor, e por aí vai... Claro, é ilimitadamente mais prazeroso, fazer sexo com amor. Na minha medíocre opinião, triste é o cada vez mais popular sexo casual, também chamado “masturbação terceirizada”.
Fazer amor, na minha vida, é toda a ação feita por amor, com amor. Às vezes, não fazer (alguma ou qualquer coisa) é a maior ação de amor.
Já confundimos e complicamos tanto, nem havia necessidade de a igreja se intrometer nas relações humanas. Como se não bastasse o “balaio de gatos” que criamos, e chamamos amor, a igreja ainda impinge que relação sexual é pecado mortal. Depois dessa, claro que a relação entre os seres humanos só poderia desandar de vez. Aliás, não desandou só a relação sexual, mas todas as demais. Criamos e mantemos, até hoje, uma espécie de aristocracia, onde alguns poderosos (a quem delegamos poderes, sempre questionáveis e frágeis) determinam o que é certo, o que é errado. Por causa disso, inclusive, tem gente vivendo em autossuplício, com o intento de redimir-se dos tantos pecados cometidos.
Longe de tudo isso, que obriga a ‘boiada’ seguir adiante, prevalece o amor genuíno, esse sentimento que nos identifica uns com os outros, em cada olhar humano, em qualquer esquina da vida. Amor - cada vez mais distante.
Acaso, algum dia, ou alguma noite, você me encontre, por aí, por aqui, mantenha a discrição. Pode ser que, neste exato momento, eu esteja fazendo o que mais gosto: amor.

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