segunda-feira, 2 de março de 2015

Essa coisa toda chamada amor

Pelo que a gente percebe, diariamente, dá mesmo pra dizer, parodiando “o cara”, que “nunca antes, na história desse mundo”, ouviu-se tanto: eu te amo. Essa coisa toda chamada amor, na minha opiniãozinha medíocre, representa tantas outras coisas - menos amor.
Cá entre nós, faz muito tempo que as criaturas usam e abusam da desgastada palavrinha 'amor'. “Por amor”, tem muita gente enganando, violentando, e até matando. Mas ainda há quem faça do 'amor', negócio mais rentável - com duas ou três frases de Shakespeare, ou de Chico Xavier, muita gente, sem dinheiro, encurta caminho para um empreendimento de sucesso, ou até casamento que renda polpuda pensão.
Acho que chegamos mais perto do que possa ser realmente amor, se amamos as pessoas, com o mesmo amor devotado aos animais, respeitando a natureza de cada um deles - sem expectativas. Ainda há quem ame os animais, simplesmente por eles existirem, e, de alguma forma, fazerem companhia - nem precisam abanar o rabo. Tem gente que ama cachorros, gatos, pássaros, iguanas, e até cobras. Quando somem, nos preocupamos, vamos atrás deles, sem cobrarmos, no retorno, onde e com quem estavam, fazendo o quê. Simplesmente, continuamos amando esses bichinhos que encantam, respeitando a vida própria e natural deles. Os animais de estimação não exigem além do que doamos a eles: água, comida, e algum afago distraído.
Por isso, tem tanta gente escolhendo criar animais, em vez de casar, ou ter filhos. Muita gente vai além, no que chama “amor sem medidas”, e trata os bichos, feito filhos, comprando roupas e joias para os animais - os pet shops estão cheios de encomendas para festas de cachorros e gatos, principalmente. Na realidade (desmedida), há quem queira fazer do bichinho de estimação, projeto de gente (da ostentação) - com roupas, joias, acessórios inimagináveis em qualquer mundo animal.
Enquanto isso tudo acontece, os protetores de animais se multiplicam - afirmam que, “por amor”, socorrem gatos e cães matratados. Depois, voltam para casa, para devorarem seus pratos com carnes de bois, peixes, porcos, frangos, patos, pombos, marrecos, bodes, perus, ovelhas, lagartos, rãs, tatus, coelhos, etc etc etc, bem ou mal passados. Por todo lugar, há defensores de animais que usam casacos, chapéus e calças de couro, e cintos e sapatos, também de couro (animal). E ainda tem gente que cria chester, no freezer, para matar e comer nas festas de final de ano (tô brincando, gente)...

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