<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942</id><updated>2012-02-14T11:50:15.936-02:00</updated><title type='text'>Ironia Cronica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>240</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-876424272349179118</id><published>2012-02-14T11:46:00.001-02:00</published><updated>2012-02-14T11:50:15.948-02:00</updated><title type='text'>Ah, o amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7W7bN0Ii0jo/TzmCftzKDdI/AAAAAAAACAs/tlX6c-XWtUw/s1600/ah%2Bo%2Bamor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708737484050533842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7W7bN0Ii0jo/TzmCftzKDdI/AAAAAAAACAs/tlX6c-XWtUw/s320/ah%2Bo%2Bamor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, o amor – essa palavrinha ordinária, mundana, usada e abusada, a todo momento, e em qualquer circunstância, ou liquidação... Apesar de a realidade nos mostrar, cotidianamente, que, cada vez mais, nos afastamos do amor, mais ainda (por teimosia?), buscamos o amor, atabalhoadamente. Às vezes, no sexo sem compromisso, podemos até dizer ao parceiro: eu te amo (será?). Por outro lado, podemos interpretar uma manifestação do amor (o cuidado, por exemplo), como intromissão, ou falta de confiança. Embaralhamos tudo, pelas decepções e frustrações que vivenciamos, e por que também absorvemos o que lamentam os desiludidos da vida.&lt;br /&gt;A ansiedade é tanta, que enxergamos amor, em momentos abarrotados de prazeres fugidios, que impossibilitam até o aparecimento do amor. Por esses descaminhos, confundimos amor com paixão, amor com amor próprio, amor com atração física, amor com sexo, amor com posse, amor com romance, amor com comercial de margarina. Obviamente, 'quebramos a cara', e ainda nos sentimos injustiçados, enganados, e todos os 'ados'.&lt;br /&gt;Como se não bastasse toda essa confusão mental de cada um de nós, ainda existem os estereótipos de amor, nos impingindo conceitos, pré-conceitos e preconceitos. Nesse 'barquinho', velejam as crenças religiosas, o livrinhos de auto-ajuda, conduzindo multidões, que pagam (caro) para segui-los. Resultado: “samba do crioulo doido” (claro!).&lt;br /&gt;Sempre escuto suspiros e definições de amor. Chega ser engraçado, o que escuto, por que os olhares, tão diferentes, às vezes, são idênticos, por que a maioria não quer saber (conhecer, vivenciar) o amor. Amar dá trabalho, e dói. A maioria quer mesmo experimentar o que aprendeu, ou pensa que seja amor (mágico, ideal, prontinho e perfeito) – sem esforço, nem dor. Por isso, tem tanta gente falando que amor é aquele sentimento que causa “friozinho na barriga” (efeito contrário de uma azia?). Mas tem muito mais definições espalhando-se, por todo lugar, ganhando adeptos.&lt;br /&gt;Já ouvi pessoas falarem, também, que amor é sobressalto, pura adrenalina, o tempo todo – ignoram que isso é paixão, não amor. Tem gente que diz que o amor é morno, e a paixão, sim, é quente, ferve, atrai. A gente não pode esquecer que o que ferve pode queimar, e o morno pode acolher – feito colo.&lt;br /&gt;Mas o pior mesmo é o fato de a maioria exigir, sempre, sexo com amor, amor com sexo, por que assim aprenderam os bisavós dos nossos tataravós, e, na herança, recebemos os delírios literários do romantismo. De repente, pode até ser assim mesmo: amor e sexo de mãos dadas – mas isso não é regra. Nem sempre o prazer sexual tem a companhia do amor. Nem sempre o amor tem atração sexual. Amor é amor. Sexo é sexo. Outra coisa é (mesmo) outra coisa. E ainda há pessoas que associam amor à dor, dizendo amar os tiranos – não me refiro a sadomasoquismo. São tantas imagens do amor, que ele – o amor mesmo – acaba saindo de cena, diluindo-se, sem sequer ter recebido alguma atenção.&lt;br /&gt;Depois de tudo isso, se um dia, quem sabe, talvez, o amor surgir, pode ser que nem seja identificado, reconhecido. Já estamos tão convencidos de uma (outra) imagem do que deva ser o amor, que ele simplesmente passa pela nossa vida – incólume. Enquanto isso, permanecemos distraídos, buscando o que nos dá prazer, cada vez mais imediato, e efêmero...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-876424272349179118?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/876424272349179118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/02/ah-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/876424272349179118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/876424272349179118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/02/ah-o-amor.html' title='Ah, o amor'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7W7bN0Ii0jo/TzmCftzKDdI/AAAAAAAACAs/tlX6c-XWtUw/s72-c/ah%2Bo%2Bamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2728567086469255123</id><published>2012-02-02T21:36:00.009-02:00</published><updated>2012-02-03T02:53:30.546-02:00</updated><title type='text'>Haja justificativa!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-88ZTRXFKAy4/TytnwuXgyhI/AAAAAAAACAU/OTXqo3oSjrE/s1600/Haja%2Bjustificativa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704767439772895762" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-88ZTRXFKAy4/TytnwuXgyhI/AAAAAAAACAU/OTXqo3oSjrE/s320/Haja%2Bjustificativa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Também você pode escutar muita gente justificando qualquer atitude, e também pode ser você a justificar. Não importa. Em algum canto, tem alguém justificando alguma “merda”: eu tu ele nós vós eles. Haja justificativa! Além do que eu mesma justifico (me 'borro' toda, quando me justifico), ouço sempre tantos depoimentos, feito esses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já estava escurecendo, e a rua deserta. O desconhecido mexeu no bolso da calça. Eu imaginei que ele fosse sacar uma arma. Por isso, resolvi sacar e atirar antes. Matei o suspeito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu estava no auge do stress, chutei o cachorro que abanava o rabo pra mim, na calçada, mas não tinha noção que o meu chute causaria o atropelamento do animal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem negro estava em atitude suspeita, na agência bancária. Eu era o segurança de plantão, e cabe ao segurança (somos treinados para isso), assegurar a proteção dos clientes. Não interpelei o suspeito, por que pensei que ele reagiria, e, por isso, acabei tirando-lhe a vida, à queima roupa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O meu colega sabia que eu havia passado a noite estudando, e eu, feito todo mundo, estava precisando de um dinheirinho a mais. Por isso, aceitei a proposta de vender a 'cola' da prova toda. Todo mundo faz isso. Não entendo esse 'auê' todo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu matei o desgraçado do meu marido, por que a justiça demora demais, quando é feita. Se todo mundo fizesse isso, o mal seria banido do planeta, e só pessoas do bem, assim como eu, viveriam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Matei, sim. Essa historia de bullying é coisa de escola particular. Aqui, a gente resolve tudo na porrada mesmo. Sempre foi assim. De vez em quando, morre um. Desta vez, foi a professora, mas podia ter sido eu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não lembro de ter espancado ela, até morrer. Eu estava bêbado, nem tenho tanta força pra isso. Ela deve estar fingindo de morta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A culpa não é minha. Esse viciado é que sempre vem me acordar, pra comprar drogas. Eu nem procuro ele, não faço propaganda do produto. Ele que vem atrás.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O moleque sempre dizia que já era grande. Achei que meu filho podia ir brincar no córrego, me dar descanso. Três dias depois, fiquei sabendo que o moleque, de seis anos, morreu afogado. Não tenho dinheiro pra caixão, não, sou pobre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu imaginei que você tivesse imaginado que eu estava imaginando que você imaginou que eu teria imaginado que você pudesse imaginar que eu imagino que você imagina outra coisa além da imaginação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas as justificativas, que faltaria papel higiênico no mundo, pra descrevê-las todas – a cada dia, os chamados “originais” criam (retocam) mais e mais justificativas. Se você, feito eu, se sacrificou, lendo até aqui, pode estar questionando: E daí?... E eu respondo, como sempre, com uma pergunta: Pois é, e daí?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2728567086469255123?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2728567086469255123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/02/haja-justificativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2728567086469255123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2728567086469255123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/02/haja-justificativa.html' title='Haja justificativa!'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-88ZTRXFKAy4/TytnwuXgyhI/AAAAAAAACAU/OTXqo3oSjrE/s72-c/Haja%2Bjustificativa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1873200577950288299</id><published>2012-01-29T15:42:00.008-02:00</published><updated>2012-01-29T15:42:34.646-02:00</updated><title type='text'>Vê se te enxerga!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7VUNgubIKWc/TyWDozDAOzI/AAAAAAAAB_8/2E-YOtR13Aw/s1600/v%25C3%25AA%2Bse%2Bte%2Benxerga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7VUNgubIKWc/TyWDozDAOzI/AAAAAAAAB_8/2E-YOtR13Aw/s320/v%25C3%25AA%2Bse%2Bte%2Benxerga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703109240055413554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em vez de ficar cuidando e se metendo na vida dos outros, vê se te enxerga!... Qual a tua condição, diante dos outros, com os outros?... Já pensou nisso?... Ou você pensa que todo mundo existe para te servir, fazer o que você quer, no momento que você quer?... Será que você pensa (isso seria pensar?) que os outros não tem medos e desejos, feito você?... Vê se te enxerga!...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que você queira, os outros não fazem escolhas por você, que pode até querer responsabilizá-los, culpá-los – cada escolha, na tua vidinha medíocre, é somente tua (escolha). Nem adianta te maquiar de “pobre vítima da natureza”...&lt;br /&gt;Basta olhar para o lado – nem precisa ser Platão, Nietzsche, Nostradamus, ou mãe Dinah, para enxergar. A maioria que convive contigo não quer saber de você. Se alguém pergunta tudo bem? - pouco importa a resposta. Pergunta isso, por não querer dizer outra coisa. E só.&lt;br /&gt;Se, algum dia, alguém que te estende a mão, aguarde esse mesmo alguém buscar a “contrapartida” - todo mundo espera de você (não o troco) a devolução, com juros e correção monetária, baseados numa hiper inflação. Ninguém te trata do jeito que te trata, pelos teus “belos olhos”. Vê se te enxerga!...&lt;br /&gt;A maioria quer alguma coisa de você, mas não quer saber de você. Se você dá o que a maioria quer e espera, você até chega ser “o bom”. Mas isso não perdura muito tempo: ontem, amado; hoje, odiado; amanhã, esquecido.&lt;br /&gt;Vê se te enxerga!... Desça do pedestal das tuas certezas absolutas, pare de te sentir o mais querido, admirado, respeitado e invejado de todos os mortais. Sim, pois você (também), feito eu, feito todo mundo, vai morrer. E não adianta invocar mamãe, papai...&lt;br /&gt;Vou parar de escrever. Achei o que eu estava procurando: meu espelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1873200577950288299?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1873200577950288299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/ve-se-te-enxerga.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1873200577950288299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1873200577950288299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/ve-se-te-enxerga.html' title='Vê se te enxerga!'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7VUNgubIKWc/TyWDozDAOzI/AAAAAAAAB_8/2E-YOtR13Aw/s72-c/v%25C3%25AA%2Bse%2Bte%2Benxerga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-69465107896879522</id><published>2012-01-17T16:32:00.005-02:00</published><updated>2012-01-17T16:32:13.017-02:00</updated><title type='text'>Direito de sonhar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mj6F-F2U85I/TxW9Z5S30DI/AAAAAAAAB_k/JUCrr_iHFq8/s1600/Direito%2Bde%2Bsonhar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mj6F-F2U85I/TxW9Z5S30DI/AAAAAAAAB_k/JUCrr_iHFq8/s320/Direito%2Bde%2Bsonhar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698669156081586226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se conquistamos, diariamente, o direito de viver, por que não alimentarmos o direito de sonhar?... Afinal, sonhar vai muito além do viver, e não há lei que mensure o sonho, os sonhos. Tem gente que diz que não sonha – dormindo. Sonho, que é sonho mesmo, nos mantém acordados, despertos à vida que passa por nós. Pelo menos, eu, que sei sonhar muito mais acordada que dormindo, penso assim.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou apelar aos livrinhos que ajudam (financeiramente) os autores, por que acho que eles (os autores) nem precisam. Quem procura livrinhos de autoajuda é por que, me parece, não entende a mensagem subliminar – a autoajuda é o ápice de sinceridade do autor, da autora. Acho que, para compreender o conteúdo, é preciso, antes, perceber o esforço pela autoajuda da própria autoria. Se o leitor aprende isso, que é o básico, pode conseguir, também, uma graninha, faturando com o lançamento de outros livrinhos da mesma espécie – aí, sim, a autoajuda do leitor pode ser concretizada. Não acredito em outra.&lt;br /&gt;Também, não penso que necessitamos de permissão para sonhar, seja dormindo, ou acordados. Nascemos com esse direito. Pronto. A escolha é nossa. Claro que não temos controle sobre nossos sonhos sonhados, enquanto dormimos. Por isso, há tantos pesadelos tirando o sono de tanta gente – por aí, por aqui, em todo, ou qualquer, lugar. Mas, acordados, temos o direito de sonhar todos os sonhos que sonhamos sonhar. Por isso, também, há tanta gente dormindo pouco, sem reclamar de insônia.&lt;br /&gt;Penso mais. Penso que sonhar é exercitar o máximo da liberdade humana. Ninguém tem a ver com isso (diretamente), para nos 'guiar', ou nos proibir. Sonhamos o que bem entendemos, bem desejamos. Fim de papo. Há quem busque concretizar os sonhos sonhados. Isso já resulta em trabalho, obviamente, mas não é impossível – seja o sonho que for. Outros preferem continuar refugiando-se nos sonhos sonhados, como se houvesse jeito de mantê-los distanciados da realidade vivida.&lt;br /&gt;O brilho do olhar denuncia os sonhadores – e não há como esconder o fato de exercitar e exercer  o direito de sonhar. Quem sonha, sonha adiante do que vive. Isso é realidade. Um dia, há muito tempo atrás (mesmo!), eu estava diante de alguém que verbalizava uma lista infindável do que me era proibido. Escutei tudo, em silêncio, enquanto eu pensava: Você pode me proibir de (quase) tudo, mas eu vou continuar sonhando acordada. Acho, até hoje, que, a partir daquele momento, sonhar, pra mim, passou a ser viver.&lt;br /&gt;E ainda tem gente que não se acha no direito de sonhar – lamentável. Já ouvi muita gente, envergonhada, contar que teve um sonho lindo, dormindo, e fazer o sinal da cruz, dizendo: Não mereço. O sonho dormido é pouco, acho, pra alimentar a vida (acordada). Vou mais longe. Se há interpretações (inimagináveis até) para os sonhos que temos, enquanto dormimos, só nós mesmos sabemos, “na íntegra”, o significado dos sonhos que escolhemos sonhar. Nem sonhando, os outros conseguem imaginar. E isso tudo é vida, que acaba, feito tudo o que é vivo, que também acaba...&lt;br /&gt;Em tempo, Milton Nascimento, Márcio Borges: “os sonhos não envelhecem” mesmo. Os sonhadores é que envelhecem, principalmente, quando abandonam os sonhos... e bons sonhos pra todos nós!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-69465107896879522?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/69465107896879522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/direito-de-sonhar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/69465107896879522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/69465107896879522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/direito-de-sonhar.html' title='Direito de sonhar'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Mj6F-F2U85I/TxW9Z5S30DI/AAAAAAAAB_k/JUCrr_iHFq8/s72-c/Direito%2Bde%2Bsonhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3434778687080417510</id><published>2012-01-13T01:02:00.016-02:00</published><updated>2012-01-13T01:02:13.115-02:00</updated><title type='text'>13 sexta-feira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BKYZyUYgD5E/Tw-V-M_TPhI/AAAAAAAAB_M/VoV-G3cldGs/s1600/13%2Bsexta-feira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 203px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BKYZyUYgD5E/Tw-V-M_TPhI/AAAAAAAAB_M/VoV-G3cldGs/s320/13%2Bsexta-feira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696936949518122514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ah, depois de brincar de acreditar em Papai Noel, você não vai acreditar em azar agora, né?... Se acredita em azar, deve acreditar em sorte também... Porque hoje é 13 sexta-feira, eu pergunto: e daí?... Hoje é 13 sexta, amanhã será 14 sábado, etc etc etc e tal. E daí?...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei lá, gente, pode parecer descrença (e é, realmente, quanto a isso), mas não sou fã de superstições. Respeito as superstições e os supersticiosos, e, se não passo debaixo de escadas, é simplesmente por que tem alguma lata de tinta pendurada. Ah, também acredito que muitas coisas caem do céu: chuva, coco de passarinho, alguns raios, alguns aviões e asas deltas desgovernados. E só. Se creio em milagres?... Claro – a vida é um milagre único.&lt;br /&gt;Num dia feito hoje (13 sexta-feira), tem muita gente que renova o estoque de amuletos e talismãs – haja tanta arruda, pra isso!... Mas tem muita gente também que fatura, neste Brasil carregado de superstições. A cada ano, camelôs e vendedores ambulantes investem mais no mercado supersticioso. São tantas “figuinhas”, chaveiros com talismãs, correntes e pulseirinhas de “proteção” - Nosso Senhor do Bonfim deve suar as fitas. Mas, a exemplo de qualquer 'filé de mercado', a superstição e os supersticiosos recebem atendimento vip, sempre com inovações – tem produtos para todos os gostos e desgostos, para alcançar graças, e fugir das desgraças da vida.&lt;br /&gt;Ainda, sobre superstição, sinceramente, eu só não acho legal essa ojeriza por gato preto, principalmente em sexta-feira 13. Discriminação com os animais, racismo – a troco de que, gente?... Ninguém precisa exagerar. Deixa os gatinhos continuarem pretinhos, e engraçadinhos – o resto, nada a ver. Já vi gente pincelando de branco, um gato preto, numa sexta-feira 13. O que muda?... O que muda é o estranhamento do pobre felino, que, por algum tempo de desconfiança, se mantém afastado, já que não pensa, e, por isso mesmo, não pode preparar uma armadilha contra o inimigo que surge no dia 13 sexta-feira.&lt;br /&gt;Se você gosta, ou não, de superstições, prepare-se: este ano, teremos mais sextas 13. Nem adianta se benzer, ou soltar palavrão. Calendário não pode ser alterado. Depois dessa de hoje, tem reprise, nos meses de abril e julho – dia 13 sexta-feira (batata!). Não há outro jeito: ou a gente encara a sexta-feira 13, ou é a própria sexta-feira 13 que encara, acompanhada de todas as superstições imagináveis. Tenha um bom dia!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3434778687080417510?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3434778687080417510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/13-sexta-feira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3434778687080417510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3434778687080417510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/13-sexta-feira.html' title='13 sexta-feira'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BKYZyUYgD5E/Tw-V-M_TPhI/AAAAAAAAB_M/VoV-G3cldGs/s72-c/13%2Bsexta-feira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-743288486537850591</id><published>2012-01-11T01:02:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T01:02:40.158-02:00</updated><title type='text'>No limite sem limite</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CO-58OEPOlM/Twz7uD03vlI/AAAAAAAAB_A/Rfe2ggYWQhg/s1600/No%2Blimite%2Bsem%2Blimite.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CO-58OEPOlM/Twz7uD03vlI/AAAAAAAAB_A/Rfe2ggYWQhg/s320/No%2Blimite%2Bsem%2Blimite.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696204397436452434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Até quem não gosta de (ou não sabe) pensar está enxergando: vivemos – todos – no limite sem limite algum. Não é verdade absoluta – é simplesmente a realidade.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, por falta de valores, ou de parâmetros, todos nós estamos surtando, desbaratando mesmo, mais ainda, por que nem sempre percebemos isso. Estamos sendo imediatistas, sim. Queremos e exigimos do outro o que nem pensamos doar ao (mesmo) outro. Exigimos compreensão, cuidado, proteção, afeto, respeito, mas não queremos compromisso, nem cumplicidade. E ainda fazemos questão de sempre dizer que não sofremos depressão, melancolia, solidão – despejamos nossos sofrimentos, em shoppings, baladas, viagens de turismo. Impomos limite – nós, que vivemos sem limite. O outro não pode; nós podemos tudo. Com toda certeza, isso tudo, que (ainda) chamam cotidiano humano, torna-se irremediável, insuportável, irrecuperável, insustentável, e todos os 'áveis' que possam existir.&lt;br /&gt;Não faz tanto tempo assim, haviam famílias que se reuniam, conversavam, divertiam-se juntas. Também, amizade era valor sagrado, sem representar exemplo de perfeição, mas sim, construção permanente. Relacionamento íntimo que se mantinha era aquele onde havia tesão, sim, mas tinha também amizade, respeito, companheirismo, cumplicidade. Não faz tanto tempo, assim, gente – ainda há tempo de se resgatar algum valor que ficou na esquina. Mas (quase) ninguém quer pensar sobre isso. Azar de quem ainda insiste em pensar, no meio de toda essa 'boiada' que não pensa, não quer pensar. Pensar: eis um valor que considero – pode não significar coisa alguma, mas considero. Não quero pensar certo, nem errado – só quero continuar pensando.&lt;br /&gt;E ainda reclamamos, nos zangamos, denunciamos que somos maltratados, desrespeitados, mal interpretados, explorados, e todos os 'ados'. Quanta ironia, gente!... Nós, “pobres vítimas da natureza”, insistimos em vestir personagens que não se coadunam, nem entre si, nem conosco mesmos. Nas nossas horas vagas de pobres coitados, gritamos, esbravejamos contra o outro (seja o outro quem for), 'fechamos' o veículo ao lado, no trânsito, brigamos por lugar privilegiado, nas filas da vida, exigimos a cereja de todos os bolos, mantemos dedo em riste, acusando o que a nossa dita moral ordena. Isso, sim, é irônico! E triste também.&lt;br /&gt;Mas eu continuo achando que o pior disso tudo nem chega ser o distanciamento abissal entre todos nós. Não. O pior, gente, é que persistimos em nos distanciar de nós mesmos. Por que não queremos pensar. Por que temos de nos preocupar com as nossas máscaras, que precisam estar sempre reluzentes, bem maquiadas e sorridentes, limpinhas, impecáveis ao olhar alheio (que não é o nosso). Afinal, queremos continuar sendo suportáveis – aos outros, não a nós mesmos. Nem mais sabemos quem somos, ou quem escolhemos ser. E isso tudo nos causa medo, medo tamanho e crescente, que nos encolhe, nos reduz a um farelo de liberdade, que, no máximo, usamos para dormir, e esquecer... Quanta ironia!... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-743288486537850591?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/743288486537850591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/no-limite-sem-limite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/743288486537850591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/743288486537850591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/no-limite-sem-limite.html' title='No limite sem limite'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CO-58OEPOlM/Twz7uD03vlI/AAAAAAAAB_A/Rfe2ggYWQhg/s72-c/No%2Blimite%2Bsem%2Blimite.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-835632257988401394</id><published>2012-01-08T00:21:00.002-02:00</published><updated>2012-01-08T00:21:11.768-02:00</updated><title type='text'>Eu vi Nicole Kidman</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9BFrCmV8WRI/Twj8yyY9UeI/AAAAAAAAB-0/B3YOsxHWvCA/s1600/Eu%2Bvi%2BNicole%2BKidman.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9BFrCmV8WRI/Twj8yyY9UeI/AAAAAAAAB-0/B3YOsxHWvCA/s320/Eu%2Bvi%2BNicole%2BKidman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695079678260105698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu vi Nicole Kidman. Eu não estava em Hollywood. Ela é que estava varrendo folhas secas, junto ao meio-fio de uma cidadezinha do interior desse nosso Brasilzão. Era Nicole Kidman, na minha visão estrábica. Chapéu largo de palha sobre os olhos assustados e assustadores, cabisbaixa, Nicole era a imagem da personagem Ada, do filme Cold Mountain, onde ela atuou, junto com  Jude Law,  Renée Zellweger e  Kathy Baker. E não há como contestar minha visão: eu vi Nicole Kidman.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é a visão humana: enxergamos o que pensamos (ou queremos, ou podemos) enxergar, e afirmamos, categoricamente, estar enxergando, ou ter enxergado, isso ou aquilo, ou nada disso, nada daquilo. O processo é o mesmo – seja diante de um camaleão, uma mariposa, ou até diante de Nicole Kidman. Apesar de, não podemos esquecer que transitamos entre o real, o simbólico e o imaginário. É por isso que todo mundo enxerga diferente – a culpa não é dos oftalmologistas de plantão. A historinha complica, ainda mais, quando testemunhas de um crime relatam o que (acham que) enxergaram.&lt;br /&gt;Todo mundo, um dia, quem sabe, talvez, tenha protagonizado a cena comum:&lt;br /&gt;- Você fez...&lt;br /&gt;- Não fiz...&lt;br /&gt;- Fez sim, eu vi...&lt;br /&gt;Fato idêntico acontece com quem interpreta o que ouve, ou lê – e todo mundo interpreta mesmo. Nada tira a certeza da criatura. Eu nem discuto – não há o que discutir. Por sofrer as consequências do que os outros enxergam em mim, trato sempre de usar uma palavrinha mágica, em quase tudo o que digo: acho que - nunca tenho certeza de coisa alguma.&lt;br /&gt;Por fim, acabamos por interpretar – sempre -, mesmo quando achamos (sem certezas) enxergar, ouvir, ler. Não há o que passe imune à nossa interpretação – sempre alerta. E o que era para ser compreendido já não é, enquanto o inimaginável toma conta da cena, no palco da vida. Por isso, o melhor mesmo é manifestarmos, sem qualquer expectativa de termos nosso idioma compreendido. “Sacou, cara pálida?”&lt;br /&gt;Ah, você ainda pode estar pensando – ou não - sobre Nicole Kidman. Pois eu garanto: eu vi – juro que vi – Nicole Kidman. Ela parecia mais baixa, ou (quem sabe?) mais magra, mais nova, mais loura, mais branca. Mas era Nicole Kidman. Era ela, mesmo que eu jamais retorne a vê-la, naquele meio-fio, varrendo, calmamente, as folhas secas, timidamente encolhida, com uma vassoura nas mãos, sem olhar para os transeuntes.&lt;br /&gt;Do mais fundo, fica a lembrança do maior e mais famoso pensador de todos os tempos (o autor desconhecido): "Batatinha quando nasce, jacaré não tem pescoço. Se não queria bolo, por que roubou minha bicicleta?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-835632257988401394?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/835632257988401394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/eu-vi-nicole-kidman.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/835632257988401394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/835632257988401394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/eu-vi-nicole-kidman.html' title='Eu vi Nicole Kidman'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9BFrCmV8WRI/Twj8yyY9UeI/AAAAAAAAB-0/B3YOsxHWvCA/s72-c/Eu%2Bvi%2BNicole%2BKidman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4529578272746824102</id><published>2012-01-02T12:00:00.006-02:00</published><updated>2012-01-02T12:00:16.459-02:00</updated><title type='text'>No ringue da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-bHbXn0DleyA/TwDbBTAaxHI/AAAAAAAAB-Q/qFdGzXtcYeU/s1600/No%2Bringue%2Bda%2Bvida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-bHbXn0DleyA/TwDbBTAaxHI/AAAAAAAAB-Q/qFdGzXtcYeU/s320/No%2Bringue%2Bda%2Bvida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692790744324686962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um grande passeio. Visita lugares, pessoas, e só permanece, enquanto tudo parece estar bem.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um palco. Vai, da tragédia à comédia, num só ato, e, quando não há holofotes, nem aplausos, chora Shakespeare.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um “Indiana Jones” modernizado. Busca os caminhos mais difíceis, e recusa o que faz bem.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um picadeiro. Torna-se palhaço de pequenos e variados públicos, fazendo piadas de todos, sem nunca ter um só alguém no camarim.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um grande suplício. Acorda, e permanece sem dormir, de mau humor, destilando azedume, por onde passa, com quem convive.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um grande aprendizado. Concentra o olhar em tudo que pode apreender e aprender, chegando irritar as pessoas próximas.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, uma novela. Passa a vida inteira, achando que pode começar, terminar, recomeçar, o que quer, quando quer, independente do outro, dos outros.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um cemitério de “pobres vítimas da natureza”. Por isso, nada faz – não acerta, nem erra -, e ainda reclama da vida que tem (“Ó vida! Ó céus!”).&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, um termo conhecidíssimo: “soy contra”. Não importa contra o quê, ou quem – sente necessidade de discordar, sempre, mesmo sem argumentação.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive, considerando a vida, uma grande fuga de si mesmo. No começo, se embriaga, se droga, e, depois, já não precisa mais de estímulos externos: foge sozinho.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que vive assim, e de todo jeito. Mas não é sobre essa gente que quero escrever – eu, que me sinto no direito de escrever sobre o que  penso, pois também faço parte dessa gente.&lt;br /&gt;O que quero escrever, agora, é que eu sei também que tem gente que vive, considerando a vida, um grande ringue. Feito eu, você também deve conhecer várias pessoas que, “a troco de nada”, saem na porrada – física, ou verbal. Enquanto a criatura 'desabafa', o alvo silencia, tentando descobrir os motivos da violência toda. Motivos - sempre há, para todo tipo de interpretação. E o que, antes, era ambiente de convívio, torna-se um ringue – a casa foi atingida por um raio fulminante, e não há o que salvar, para onde correr.&lt;br /&gt;Como diz um amigo, “nem vou entrar, aqui, no metro da questã”. Já não me importam os motivos que levam alguém a tornar a vida, um constante ringue. O que eu estranho é que nunca vejo quem está habituado a bater lutando com quem está habituado a bater também. O que observo é alguém agredindo – física, ou verbalmente, ou “ambas as duas” coisas – alguém que, quase sempre, não revida (pode ser que, infelizmente, esteja habituado a apanhar). São zonas de conforto diferentes – parece. Se ambos lutassem (espancassem), no ringue da vida, criado de um momento para outro, talvez, “do caos, surgissem as estrelas” (né, Nietzsche?). Realmente, não sei. Tanto quanto posso, fujo desses embates – profissional, e, mais ainda, pessoalmente. Não temo só o outro – temo a mim mesma, que, em momento de desequilíbrio, desconheço o pior de mim.&lt;br /&gt;Mas é preciso que estejamos – todos – preparados para o ringue da vida, “a qualquer momento, em edição extraordinária”. Se não criamos, participamos da luta do ringue (sem recebermos convite prévio), e não há como fugir do olhar fulminado pelo ódio do outro. Fazer o quê? Não sei – realmente, não sei, não sei tanto, que nem sei o que pensar, para saber menos ainda. É bom sabermos, isso sim, que qualquer coisa que dissermos, manifestarmos, será usada, com toda certeza, contra nós – às vezes, o choro causa mais porrada.&lt;br /&gt;Ainda assim, eu não enxergo, no ringue, o cruel torturador e a pobre vítima indefesa. Na minha visão estrábica, são dois seres humanos que fazem, a cada respiração, escolhas de vida. Lembro de frases que li, há muito tempo, sem guardar autoria: “Pessoas feridas ferem pessoas. Cada um dá o que tem. Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você”. E só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4529578272746824102?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4529578272746824102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/no-ringue-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4529578272746824102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4529578272746824102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2012/01/no-ringue-da-vida.html' title='No ringue da vida'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bHbXn0DleyA/TwDbBTAaxHI/AAAAAAAAB-Q/qFdGzXtcYeU/s72-c/No%2Bringue%2Bda%2Bvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4335474027107947790</id><published>2012-01-01T01:32:00.013-02:00</published><updated>2012-01-01T01:32:10.664-02:00</updated><title type='text'>Faça-se feliz, em 2012!</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1877ad8ccc30e6ec" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" 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amenizar, as nossas próprias expectativas em relação a nós mesmos. Chega final de ano, involuntariamente até, nos enxergamos medindo e pesando as nossas minguadas conquistas e os nossos brilhantes fracassos. Diante disso, fazer o quê?... Simplesmente deslocamos nossas (antigas) expectativas para o próximo ano (coitado!).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ainda assim, isso não nos consola, nem nos conforma – permanecemos em divida conosco mesmos. Aí é que chega a “salvadora da pátria”: a compensação. De um jeito ou de outro, queremos compensar todos os nossos (quase gritantes) fracassos do ano que finda. E já não há quem não comece uma frase, às vezes até, sem o menor sentido (pratico), dizendo: “Em compensação,”&lt;br /&gt;Lá vamos nós procurar o que (achamos) vai compensar a 'merda' de vida que sentimos/pensamos ter. A maioria busca a pratica da caridade – final de ano é propicio pra isso. Os miseráveis fazem fila, diante da “boa alma”. Não sabem eles que lhes cabe uma retribuição àquela caridade toda: compensar a vida de quem doa o que não lhe faz falta. Na 'caridade sazonal', o caridoso mendiga, e o mendigo doa compensação. Ironico isso, né?...&lt;br /&gt;Quantas vezes, vemos família inteira mendigando – casal, cinco ou seis filhos, e até cachorros. Ali mesmo, diante da família em condição de rua, pensamos tantas coisas a respeito de controle de natalidade. Voltamos para casa, e não há um cachorro sequer nos esperando, abanando o rabo, em festa, pela nossa chegada. Lembramos a imagem dos mendigos, e não temos para quem contar. Mas precisamos reafirmar: os pobres são eles – não nós.&lt;br /&gt;Outras pessoas preferem compensar o tempo (bem ou mal vivido), com cirurgias plasticas, botox – para (quem sabe?) retirar as marcas do que não querem lembrar, nem que os outros enxerguem. Cara nova = nova vida!... E ainda há quem busque, no hedonismo, a compensação de tudo – do que teve (e não tem mais), e do que nunca teve, também. O interessante, nisso tudo, na minha visão estrábica, é que, por mais que as pessoas recorram a esse prazer imediato, ainda assim, parecem (sempre) insatisfeitas, e até exaustas. Buscam, de todo jeito, o prazer pelo prazer, mas, parece, não conseguem contê-lo, retê-lo, e o hedonismo torna-se, então, um hábito a caminho de um vício, pela sobrevivência.&lt;br /&gt;Invariavelmente, sabemos que outro final de ano chegará, e lá vamos nós teimar na busca da compensação. Afinal, continuamos vivos. Sísifo que nos proteja!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4621367186441617559?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4621367186441617559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/compensacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4621367186441617559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4621367186441617559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/compensacao.html' title='Compensação'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oH3yMdwuuUk/TvzFbmwUFWI/AAAAAAAAB-E/N7lDaZn7WbY/s72-c/Compensa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2771286519205978551</id><published>2011-12-27T00:33:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T00:33:57.233-02:00</updated><title type='text'>Você escolhe</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-LN46bGNLS8I/TvkuhCGKjtI/AAAAAAAAB9s/SSd_UZXfIo8/s1600/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-LN46bGNLS8I/TvkuhCGKjtI/AAAAAAAAB9s/SSd_UZXfIo8/s320/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690630749192621778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Natal passou. O ano passou. O tempo passou. A vida passou. (Quase) tudo passou. Mas você não passou. Junto com você, não passou a ardência da ulcera a torturar. Também, não passou o seu desejo de ganhar dinheiro, acertar todos os números da mega sena. Não passou a sua vontade de parar de beber, de fumar. Não passou o seu sonho de emagrecer dezoito quilos, surpreender-se na balança. Não passou o desejo de casar, ter filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Não passou o seu projeto de economizar, para fazer a tão sonhada viagem ao exterior. Seus sonhos – adormecidos, ou insones – não passaram.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas cada ser humano faz sempre escolhas únicas, intransferíveis. Por isso, a você também cabe escolher, neste final de ano, se vai chorar sobre o leite derramado (sei lá o que isso significa), se vai só lembrar das suas derrotas, e lamentar-se por isso. Você pode escolher chorar as suas perdas, ausências, faltas, carências. Você, feito qualquer outro ser humano, tem o poder (direito) de escolher se vai permanecer no emprego que lhe causa mal estar, que coloca sua autoestima embaixo do pé, que não lhe dá perspectiva de sucesso crescente.&lt;br /&gt;Tudo, até a forma de você comemorar a virada para o novo ano, depende da sua escolha. Você pode “encher a cara”, esvaziar a carteira. Você pode reunir-se com a família, ou com os amigos, ou com todo mundo junto. Você pode viajar para Madinat, no Bahrein, ou para o sítio daquela tia que morreu, sem você conhecê-la, ou ainda dar asas à mente (à alma), num mosteiro, ou lendo um livro. A escolha é sua – ainda há tempo de mudar de ideia(s).&lt;br /&gt;Por favor, por você, não culpe o governo, o vizinho, o trânsito, o cachorro, ou a mulher do vizinho, por suas escolhas erradas. Quem escolheu foi você, e quem continua escolhendo é você – é a coisa mais certa, mesmo quando a escolha (sua) é errada.&lt;br /&gt;Se você escolher o bom da historinha da sua vida, este ano, com certeza, lembrará momento hilários, com amigos, familiares, colegas, ou até desconhecidos. Entre “os pós e as contas”, como diz um amigo, você enxergará muitas coisas que fizeram valer a pena ter vivido 2011. As conquistas podem ter sido poucas e pequenas, mas também não merecem ser esquecidas, por causa disso, né?... Você escolhe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2771286519205978551?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2771286519205978551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/voce-escolhe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2771286519205978551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2771286519205978551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/voce-escolhe.html' title='Você escolhe'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LN46bGNLS8I/TvkuhCGKjtI/AAAAAAAAB9s/SSd_UZXfIo8/s72-c/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-9021018621769035595</id><published>2011-12-25T02:49:00.004-02:00</published><updated>2011-12-25T02:49:08.641-02:00</updated><title type='text'>Feliz Natal!</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-af5f0f92604109ae" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" 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href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/feliz-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/9021018621769035595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/9021018621769035595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal!'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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perder os meses passaram os dias passaram o ano esta por um fio e ainda tem todos os presentes de natal os telefonemas as festas de final de ano tudo igual aos outros anos que tambem passaram depressa demais e a gente com pressa sempre a pressa apressados despertamos do sono mal dormido e com pressa tomamos cafe num so gole comemos o pao amanhecido e apressados enfrentamos as ruas o transito o metro o onibus os semaforos os transeuntes apressados no trabalho chegamos com a pressa de quem sai do turno temos tanto a fazer desfazer obedecer agradar e continuamos com pressa de promoçao e reconhecimento e quando a empresa em que trabalhamos anuncia que vai demitir para conter despesas a lista so sai daqui uma semana e nos com tanta pressa para sabermos os nomes dos demitidos a pressa de confirmarmos que temos valor no trabalho de pouco salario pressa que causa pressao na cabeça ja e hora do almoço e a pressa de engolir o que tem a marmita engolimos tudo inteiro o arroz o feijao o bife frio e um copo de agua para nao engasgar apressados precisamos continuar trabalhando ha tanto a fazer e mostrar trabalho na volta para casa mais ruas mais transito mais semaforos mais gente apressada em casa a familia nos espera sem pressa assistindo novela vamos apressados ao banho e depois a mesa estamos com fome com pressa de comer a vida a familia fala de presentes mas estamos sem dinheiro a familia quer mais comida e so temos fome e pressa de deitarmos e acordarmos num outro dia que nunca chega vamos ter de pedir apressadamente dinheiro emprestado para comprarmos uns poucos brinquedos nas lojas de um e noventa e nove quem sabe um frango congelado em promoçao mas precisamos fazer isso as pressas por que promoçoes nao esperam o vizinho empresta um pouco do pouco dinheiro que tem e prometemos pressa em pagar com pressa lemos a carta ao papai noel que escreveu a filha alfabetizada ela escreve sobre miseria e fome e pede roupas calçados e comida a familia nem um sonho doce no outro lado da cidade nossa familia apressada se acotovela nas escadas rolantes de um luxuoso shopping apinhado de gente rica e apressada a filha reclama da mesada que e sempre pouca para tanto o filho vai direto na vitrine de tenis de marcas e diz apressadamente que nem quer saber quanto custa que vai levar todos de presente de natal a mae ja esta na boutique o pai vai apressado a loja de informatica a massa humana caminha com pressa para todos os lados enquanto se atropelam pelos corredores a nossa familia caminha aos empurroes pelo shopping atendendo celulares respondendo ao feliz natal com boas festas apressadamente sem pensar nao ha tempo para sentir ou pensar o tempo corre em disparada enquanto tentamos nos desentalar da pressao dos corredores contra as vitrines em frases desconexas impensadas e apressadas mae pai e filhos falamos ao mesmo tempo chegando gritar sem querermos ouvir qualquer coisa apressados escolhemos os presentes que faltam aos sogros tios sobrinhos socios e clientes vips qualquer coisa serve por que nao ha tempo a perder depois saimos em disparada um pobre motorista de carro popular bate na traseira do nosso automovel somos obrigados estacionar em plena avenida mas nao ha tempo com pressa entregamos o cartao da empresa com o nome do pai escrito em dourado brilhante feito a decoraçao natalina que pisca pisca apressadamente por todos os lados aceleramos cada vez mais para irmos a entrega dos ultimos presentes o pai reclama da mae que poderia ter comprado qualquer coisa de presente durante a semana e mandado os empregados entregarem a mae responde que esteve ocupada demais com cabeleireiro manicure pedicure sessoes de bronzeamento e botox no banco de tras os dois filhos adolescentes apressam o pai motorista do carro importado na entrega dos presentes pelo caminho abraços frios beijos sem o toque dos labios se juntam a frases decoradas sem sentido com o tradicional aceno de vamos nos reunir no proximo ano quando as famílias se encontram em casa a ceia de natal todos estamos exaustos estressados e com pressa de descansar os presentes nao sao os desejados a ceia foi preparada as pressas falta tempero falta assado no ponto faltam velas na decoraçao falta mais alguma coisa que ninguem quer pensar todo mundo rasga os papeis dos presentes tenta esboçar sorriso que sai amarelo e por fim acaba comendo apressadamente a ceia natalina sem notar a decoraçao com mais pressa ainda todo mundo sai da mesa nem toma banho e vai dormir na companhia da pressa que ja faz planos apressados para o proximo ano por causa da pressa que e tanta registramos num rabisco a nossa pressa a pressa de todos sem acentos sem aspas sem virgulas sem interrogaçao sem parenteses sem maiusculas sem exclamaçao sem pontos finais e tanta press&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1448112845239354839?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1448112845239354839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/pressa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1448112845239354839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1448112845239354839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/pressa.html' title='Pressa'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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src="http://3.bp.blogspot.com/-XkGaAM2eoOM/TufdklcX7bI/AAAAAAAAB88/JspwUOFvgHQ/s320/Sem%2Bpalavras.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685756675174690226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sabe quando sobram palavras, quando as palavras transbordam tanto, que já não há mais espaço pra qualquer coisa?... Sabe quando você escuta tantas palavras, e todas elas – as palavras – parecem desconexas, interpretadas por outras (palavras) estranhas, alheias?... Sabe quando você já usou tanto as palavras, na tentativa de expressar tanta coisa que não nasce, nem vive, no universo das palavras palavreadas?...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que me vejo, me sinto: sem palavras. E meu silêncio não decorre da falta de palavras – pelo contrario, há palavras demais em mim, ao redor de mim, e até onde não sei. Então, talvez, por isso, ou por nada disso, escolho não escolher palavras. Além de sinonimos, cada palavra carrega interpretações – por isso, as palavras pesam tanto.&lt;br /&gt;Simplesmente, sem palavras. Nos instantes em que enxergo e sinto com a alma, abandono as palavras (ou são as palavras que me abandonam?). Simplesmente, não há palavras simples que traduzam as palavras (intraduzíveis) da minha alma sem palavras. Resignada, aceito o abandono do convivio de todas as palavras que me cercam e tentam me domar – eu, alma indomável que sou, até a mim mesma, sem uma palavra sequer que me traduza, ou me justifique.&lt;br /&gt;Se as palavras – todas – são interpretáveis, interpretadas, mais ainda, o silêncio o é. Mas, pra mim, que convivo com, e sobrevivo das palavras, o silêncio sobrepõe a todas elas – as palavras, em quaisquer idiomas, ou dialetos. E não há palavra que traduza a alma, tão cheia de palavras e palavreados – silencio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4337311371148475550?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4337311371148475550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/sem-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4337311371148475550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4337311371148475550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/12/sem-palavras.html' title='Sem palavras'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XkGaAM2eoOM/TufdklcX7bI/AAAAAAAAB88/JspwUOFvgHQ/s72-c/Sem%2Bpalavras.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3676268323601162130</id><published>2011-11-25T12:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-25T12:27:47.472-02:00</updated><title type='text'>Os outros são os outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oF6zSPRZxJA/Ts8VKikJKcI/AAAAAAAAB8Y/rh8H4kIfDXQ/s1600/Os%2Boutros%2Bs%25C3%25A3o%2Bos%2Boutros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oF6zSPRZxJA/Ts8VKikJKcI/AAAAAAAAB8Y/rh8H4kIfDXQ/s320/Os%2Boutros%2Bs%25C3%25A3o%2Bos%2Boutros.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678780925958760898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou sempre lendo alguma frase semelhante a essas:&lt;br /&gt;"O que você pensa sobre mim não vai mudar quem eu sou, mas pode mudar o meu conceito sobre você".&lt;br /&gt;“Vou cuidar da minha saúde, porque, da minha vida, os outros cuidam.”&lt;br /&gt;“O que os outros pensam de mim, não é da minha conta.”&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;“Eu só sou responsável pelo que falo, não pelo que você entende.”&lt;br /&gt;A princípio, parecem frases de efeito (e são, realmente). Só que, se formos além do dito e feito (que bela cacofonia!), podemos pensar sobre – ou não. A realidade, independente das frasezinhas bem ou mal elaboradas, é que os outros são os outros – mesmo. Por outro lado, tantas e quantas vezes também, somos nós, os outros. O outro é sempre outro mesmo, seja quem for – um outro universo unico, diferente, desigual, independente, individual, e, por isso, também, feito a gente, solitario. Incrível! - até isso esquecemos, no nosso cotidiano social.&lt;br /&gt;Não pense que é só você que sente simpatia, ou antipatia, gratuita e imediata, em relação aos outros, na primeira vez que os enxerga. Não. Também, os outros simpatizam, ou antipatizam, com você, no primeiro instante que lhe enxergam. Sem se conhecerem, você e os outros já delimitam o relacionamento entre vocês, a partir do que sentiram, no primeiro contato, podendo, depois, claro, pensarem a respeito, mudarem de ideia, oscilarem entre a simpatia e a antipatia, etc etc e tal. Tudo é possível, o tempo todo – somos nós, com nossas escolhas particulares, que possibilitamos, ou impossibilitamos, a propria vida.&lt;br /&gt;Tem muita gente dizendo que os seres humanos estão se afastando uns dos outros, em nome do individualismo, decorrente do capitalismo, do egoísmo, e tantos outros 'ismos'. Quanto a isso, não sei. O que acho é que tem muita gente que nem pensa mais em si mesma, muito menos nos outros, que são os outros mesmo. Com que direito alguém pode exigir que os outros pensem nele (alguém), se nem ele (alguém) pensa nele mesmo, nem os outros pensam neles mesmos (os outros)?... Na minha 'visãozinha' estrabica, isso é ironico demais!...&lt;br /&gt;Ainda, sobre essa historinha de individualismo – acho que já postei aqui minha opinião a respeito disso -, vale perceber que quem reclama é justamente quem espera que os outros façam alguma coisa a favor do (da) reclamante. Pode observar. Eu vejo sempre a palavrinha individualismo 'desfilando' em discursos emocionados e emocionantes, sendo usada para 'angariar adeptos solidarios e caridosos'. Eu páro, olho, escuto, e continuo achando que o individualismo é um bom sinal – pelo menos, o (a) individualista está pensando nele(a) mesmo(a). Por isso, nem tudo me parece perdido.&lt;br /&gt;“Pra não dizer que não falei das flores” (prefiro as folhas): Não são só os outros que são os outros – nós (todos) também somos os outros (dos outros)...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3676268323601162130?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3676268323601162130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/os-outros-sao-os-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3676268323601162130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3676268323601162130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/os-outros-sao-os-outros.html' title='Os outros são os outros'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oF6zSPRZxJA/Ts8VKikJKcI/AAAAAAAAB8Y/rh8H4kIfDXQ/s72-c/Os%2Boutros%2Bs%25C3%25A3o%2Bos%2Boutros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7356644338343365816</id><published>2011-11-21T12:45:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T12:51:18.226-02:00</updated><title type='text'>Um quase mantra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zk3ECyQ4aek/Tr1I98lsrVI/AAAAAAAAB7o/Du2uVdfYG7s/s1600/Um%2Bquase%2Bmantra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zk3ECyQ4aek/Tr1I98lsrVI/AAAAAAAAB7o/Du2uVdfYG7s/s320/Um%2Bquase%2Bmantra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673771334630157650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há algum tempo, meu fundo musical tem sido “Paciencia”, de Lenine, especialmente, com Olívia e Francis Hime. Pra mim, é um quase mantra, na minha infinita tentativa, na minha finita vida, de, senão manter, pelo menos, buscar (saber que existe) o equilibrio – o meu equilibrio, que não é de mais ninguém, pois cada qual tem (nem sempre) o proprio equilibrio.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvindo meu quase mantra, fico pensando o quanto tornamos a vida ironica. Uma liçãozinha basica, que continuamos também aprendendo na escola, é a conhecida “lei do retorno”. Eu costumo dizer que cada escolha nossa é um bumerangue em voo: vai, e volta. A ironia está justamente aí: plantamos tamarindeiro, esperando colher rosas, ou, então, insistimos pedir bife, em farmacia.&lt;br /&gt;Cada um de nós só pode dar, e dá, o que tem. Ainda assim, a escolha é nossa: se queremos receber, ou não. Mas teimamos, tantas vezes, para que o outro corresponda ao que pensamos necessitar. O outro, que não é a gente, devolve o bumerangue, carregadinho de expectativas dele, junto com tantas frustrações. Diante disso, o atrito se estabelece, e o que poderia ser convivencia harmoniosa torna-se “samba do crioulo doido”.&lt;br /&gt;Na minha opinião insignificante, os dialogos estão cada vez mais raros, pois o que a maioria exercita são monologos infindáveis: eu falo, eu escuto, e só eu compreendo o que digo. Enquanto isso, o outro faz a mesma coisa: ele fala, ele escuta, e só ele compreende o que diz. Isso, quando não falam ao mesmo tempo – aí, ninguém se entende mesmo. Pra mim, que não sou exemplo nem a mim mesma, ouvir o outro significa silenciar o dentro da gente, na tentativa de absorver o que a gente escuta. Se, enquanto o outro fala, eu fico pensando, mais e mais, não há sintonia. Se o outro faz isso comigo, o bumerangue faz o mesmo trajeto: vai ignorando, volta ignorado.&lt;br /&gt;Mas as pessoas (a maioria, me parece) não querem pensar essas coisas “chatinhas”. Até parece que preferem continuar se desgastando, fazendo força, para arremessar o bumerangue, cada vez mais longe, à espera de algum milagre. Quanta ironia!...&lt;br /&gt;E, pior ainda (sempre tem pior), há os que agridem – com palavras e ações -, e, mais que esperar, exigem retorno de manifestações de afeto, respeito e admiração. Fica difícil. Até a Física diz isso: bumerangue vai, bumerangue volta. Detalhe: é o mesmo bumerangue que volta – ele não muda de cor, nem se transforma em outro. E ainda tem mais. Quando alguém sofre uma dor muito grande, podemos fazer dois julgamentos: se gostamos desse alguém, coitado dele; se não gostamos, está pagando pelos males que já cometeu. E isso é tudo – a única verdade é o sofrimento, que só o outro vivencia.&lt;br /&gt;Sempre digo que gosto do “olho no olho” - mais que força de expressão, pra mim, isso (o “olho no olho”) representa a tentativa mutua de entendimento. Eu não consigo enxergar outro caminho – isso não quer dizer que não exista (o que não existe é visão minha). Fica difícil encarar, né?... Primeiro, tentamos racionalizar o que sentimos, buscando palavrinhas milagrosas que nos traduzam. Depois, precisamos verbalizar o resultado do que fizemos internamente, ao outro, que tem outra visão sobre a vida, em razão de ter vivenciado o que vivenciou, de outro jeito. Mas a ironia do tão sonhado dialogo não pára por aí. Enquanto verbalizamos, o outro pode escolher não querer nos ouvir, e nos interpretar, concluindo o que falamos, sem nos questionar. Também nós (cada um) agimos do mesmo jeito, quando o outro verbaliza, e ainda justificamos que precisamos nos proteger, que a vida nos fez assim, etc e tal. Quer ironia maior que essa?...&lt;br /&gt;No final da historinha toda, dois egos, ou mais, afastam-se uns dos outros, fortalecendo o individualismo, e, às vezes, até levantando bandeiras e faixas em defesa da solidão. E todo mundo vai dar uma voltinha (comemorativa) – cada qual de braços dados com a sua propria razão... O amor (pelo proprio umbigo) é lindo!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7356644338343365816?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7356644338343365816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/um-quase-mantra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7356644338343365816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7356644338343365816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/um-quase-mantra.html' title='Um quase mantra'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zk3ECyQ4aek/Tr1I98lsrVI/AAAAAAAAB7o/Du2uVdfYG7s/s72-c/Um%2Bquase%2Bmantra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-8248365234824275044</id><published>2011-11-18T12:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-18T12:02:51.102-02:00</updated><title type='text'>Perguntinhas basicas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-k9Xyz5stRaU/TsXeGu7iHpI/AAAAAAAAB8A/TRnSdbpIPt8/s1600/Perguntinhas%2Bbasicas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 277px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-k9Xyz5stRaU/TsXeGu7iHpI/AAAAAAAAB8A/TRnSdbpIPt8/s320/Perguntinhas%2Bbasicas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676187112628690578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você escolhe um filme, na locadora, por que:&lt;br /&gt;- Tem Brad Pitt e Angelina Jolie no elenco?&lt;br /&gt;- Leu a sinopse do filme, e não entendeu coisa alguma?&lt;br /&gt;- É o filme mais procurado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você sente insonia:&lt;br /&gt;- Toma medicamentos pra dormir?&lt;br /&gt;- Assiste programa religioso, na televisão, pra perder o sono de vez?&lt;br /&gt;- Espera amanhecer, pra acordar até os vizinhos, e dizer que não dormiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do lançamento de um novo produto alimenticio, você:&lt;br /&gt;- Experimenta, sem sequer se importar com a embalagem?&lt;br /&gt;- Se nega provar o produto novo?&lt;br /&gt;- Lê as informações nutricionais do produto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você faz check-up, quando:&lt;br /&gt;- Sente dor de cabeça?&lt;br /&gt;- Tem plano de saúde?&lt;br /&gt;- Precisa de atestado medico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você encontra a calça jeans que tanto sonhou, você escolhe:&lt;br /&gt;- A calça com um numero menor, que te obrigue emagrecer?&lt;br /&gt;- Não compra, e espera liquidação da calça?&lt;br /&gt;- A calça de um numero maior, pra garantir a barriguinha do chopp futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o troco que você recebe tem dois reais a mais, você:&lt;br /&gt;- Devolve o valor que recebeu a mais?&lt;br /&gt;- Faz de conta que não percebeu?&lt;br /&gt;- Se, em vez de dois reais, a nota fosse de cem reais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe:&lt;br /&gt;- Quantas calorias diárias você ingere?&lt;br /&gt;- Qual a Capital da Eritreia?&lt;br /&gt;- Quantas coisas não sabemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você tenta traduzir uma receita medica, você:&lt;br /&gt;- Faz discurso, em família, lembrando suas aulas de caligrafia em latim?&lt;br /&gt;- Se arrepende, por ter escolhido Letras, e receber “merreca” no magisterio?&lt;br /&gt;- Faz piada da receita, em casa, e chora, depois, no caixa da farmacia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você tem de fazer trabalho de pesquisa, você:&lt;br /&gt;- Vai direto ao google, e clica na primeira opção?&lt;br /&gt;- Copia texto da internet, sem ler?&lt;br /&gt;- Lê o texto que copia da internet, sem pensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai ao shopping, e compra:&lt;br /&gt;- O que está em liquidação?&lt;br /&gt;- O que acha que precisa?&lt;br /&gt;- O que aceitam cartão de credito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondeu alguma coisa?... Então, tá. Depois, vou (tentar) responder alguma besteira dessas. Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-8248365234824275044?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/8248365234824275044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/perguntinhas-basicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8248365234824275044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8248365234824275044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/perguntinhas-basicas.html' title='Perguntinhas basicas'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-k9Xyz5stRaU/TsXeGu7iHpI/AAAAAAAAB8A/TRnSdbpIPt8/s72-c/Perguntinhas%2Bbasicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5164838557302575331</id><published>2011-11-11T12:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-11T12:21:53.485-02:00</updated><title type='text'>‘Filosofança’</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YhfwcfN7sms/Trsrgk85aeI/AAAAAAAAB7c/7WprN85Kaeg/s1600/Filosofan%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YhfwcfN7sms/Trsrgk85aeI/AAAAAAAAB7c/7WprN85Kaeg/s320/Filosofan%25C3%25A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673175994278177250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acho que o que me aproxima da filosofia é essa coisinha, aqui dentro, que fica pensando, pensando, pensando, sem conclusão alguma. Saio de lugar algum, e vou pra lugar nenhum. Quase sempre, nas minhas viagens, acabo me deparando, em alguma esquina, com a filosofia. Pra mim, a filosofia faz parte da vida (pratica, vivida), escapulindo dos livros empoeirados e esquecidos, bem e mal interpretados, guardados nos museus. É assim que convivo com a filosofia: caminhamos, juntas, nos questionamentos - a filosofia propriamente reconhecida e eu, com a minha ‘filosofança’. Agora mesmo, estou passeando, de mãos dadas, com Nietzsche, lendo e relendo “Humano, demasiado humano”. Gosto do que ele faz: sopra, ou derruba, as justificativas humanas, e nos desafia – a nós e a ele mesmo, tão “humano, demasiado humano”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ler questionamentos me faz questionar, ainda mais. Mas as minhas perguntas não buscam respostas. Na minha desimportante opinião, os questionamentos nos revelam mais, como seres humanos pensantes. As respostas, por serem conclusivas, nos fazem calar, acomodar no que parece seguro. Em mim, há uma satisfação (intima) em perguntar sempre, com o olhar avido por mais questionamentos. Mas é a mim mesma que pergunto, pois sei que, fazendo isso, não terei resposta, conclusão – poderei continuar questionando, descobrindo.&lt;br /&gt;Nietzsche me ‘disse’, há pouco, que o ser humano ocidental foge do sofrimento (as culturas orientais vivenciam o sofrimento). E eu fico pensando que a negativa causa mais sofrimento ainda. Sabemos que o sofrimento existe, e ainda nos esforçamos em construir defesas, que, na realidade, não nos defendem da dor. Na fuga, tropeçamos na propria consciencia (que se sabe), e acabamos, no chão, pensando. Pensar dói.Por outro lado, enquanto tentamos fugir, por exemplo, do sofrimento que representa a morte, continuamos morrendo – a cada dia, a cada instante.&lt;br /&gt;Esse saber (ter consciencia) é que sofre, que sente dor, é que machuca profundamente. Por favor, não pense – pelo menos, agora – que nem todos suportam a consciencia da dor existencial. Neste momento – meu unico pedido – me leia, sem respostas prontas, sem frases de efeito, sem encenações, sem justificativas, sem anestesicos. Aqui, não há holofotes, nem scripts, muito menos aplausos, ou vaias. Sou eu a me manifestar, sem querer concluir coisa alguma, e você, que pode simplesmente manifestar-se pra si mesmo, ou nem querer pensar. Estamos quites – de qualquer jeito.&lt;br /&gt;Também, acho que não precisamos viver nos extremos – ou oito, ou oitenta. É o proprio Nietzsche quem diz que o ser humano vive numa corda esticada no abismo. Se já vivemos desse jeito, não vamos piorar a nossa propria condição, buscando um extremo, ou outro. Entre o nascimento e a morte, há um intervalo, um hiato: a vida. Vida, que não é só sofrimento. Vida que, também, é descoberta – de nós mesmos e dos outros -, mesmo quando nos negamos viver. Só não me pergunte pra que isso, ou por quê. Não tenho respostas – carrego só perguntas.&lt;br /&gt;Uma coisa que temos em comum, independente de se viver no Tajiquistão, ou em Djibouti, é a escolha – somos nós que fazemos escolhas à nossa vida particular, pessoal. Este, aliás, na minha visão estrabica, é o unico compromisso que a gente tem, de fato: com a vida que a gente escolhe viver. O resto?... Ah, o resto é visão alheia, imaginação alheia, interpretação alheia, julgamento alheio, conclusão alheia – tudo isso (do alheio) também resulta das escolhas que o outro faz. Por essa porta, minha “vã filosofia” banal nem ousa entrar. Ainda continuarei minha ‘filosofança’, por aqui, sem filosofar – ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5164838557302575331?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5164838557302575331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/filosofanca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5164838557302575331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5164838557302575331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/filosofanca.html' title='‘Filosofança’'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YhfwcfN7sms/Trsrgk85aeI/AAAAAAAAB7c/7WprN85Kaeg/s72-c/Filosofan%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4478129563019195000</id><published>2011-11-07T00:57:00.005-02:00</published><updated>2011-11-07T00:57:58.338-02:00</updated><title type='text'>Pra não esquecer</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/3u70XkfpQUU?fs=1" frameborder="0" width="459" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;Com os devidos créditos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3u70XkfpQUU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3u70XkfpQUU&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4478129563019195000?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4478129563019195000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/pra-nao-esquecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4478129563019195000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4478129563019195000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/pra-nao-esquecer.html' title='Pra não esquecer'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3u70XkfpQUU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1112087080072879529</id><published>2011-11-03T12:54:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T12:54:28.940-02:00</updated><title type='text'>O todo poderoso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VGFdnJAN2zM/TrIcTIwoZkI/AAAAAAAAB6M/IUIcyaE-jtA/s1600/O%2Btodo%2Bpoderoso.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670625995907425858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-VGFdnJAN2zM/TrIcTIwoZkI/AAAAAAAAB6M/IUIcyaE-jtA/s320/O%2Btodo%2Bpoderoso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente, ele é mesmo o todo poderoso. Com o tempo, a tecnologia avançada, ele foi tomando conta das nossas vidas – tanto que, hoje, não há lugar no mundo onde ele não se faça presente e reconhecido. Sempre imponente, ele – o todo poderoso – é o dono da maioria das atenções. Onde ele toca, quase tudo paralisa, e, depois, quase tudo se transforma.&lt;br /&gt;Antes, ele era todo poderoso, somente nos escritorios, nas empresas. Aos poucos, quase imperceptivelmente até, ele foi dominando outros ares, tornando-se mais e mais necessario, e hoje faz parte do cotidiano da grande maioria das residencias. Mais ainda, atualmente, ele é o todo poderoso das ruas, das calçadas, de todos os locais publicos. Às vezes, causa até acidentes, mas continua imperando, se impondo mesmo, e não há quem fique impassível, diante do chamado dele.&lt;br /&gt;O todo poderoso não é super heroi, nem milagreiro, mas, depois de alguns toques, pode salvar vidas. Não é artista de sucesso, mas sempre é esperado, e recebe toda a atenção. Não é time de futebol, mas tem torcida fiel. Não é novela mexicana, por que emociona muito mais. Não é controle remoto, mas muita gente briga pra segurá-lo. Não é confessionário, mas guarda segredos inimagináveis.&lt;br /&gt;O todo poderoso toma conta das nossas vidas, tornando-nos dependentes dele. A cada toque do todo poderoso, um sobressalto, uma sensação diferente. Por isso, ele domina tudo e todos, invade reuniões, salas de aula, de cinema, estadios de futebol, até refeições, cultos religiosos. O todo poderoso não quer nem saber se estamos assistindo noticiarios, novelas, filmes, ou se estamos tomando banho, dormindo, viajando. Em todas as situações, o todo poderoso pode tocar, e não há quem fique indiferente. O jeito mesmo (é o que a maioria pensa, se pensa) é atender o todo poderoso telefone.&lt;br /&gt;Se o telefone convencional (criação do escocês Graham Bell) alterou completamente os habitos da humanidade, o celular, na companhia da internet, veio superar qualquer expectativa mais ambiciosa, e já não há mais limite, nas comunicações. Hoje, celular é objeto indispensável, sempre com mais funções – além de permitir conversação (nem sempre dialogo), o aparelhinho pode disponibilizar câmera digital, gravador de vídeo, controle por voz, bússola, conectividade bluetooth, reprodutor de mp3, rádio fm, tv, aplicativos Java, porta de comunicação USB. A cada lançamento, mais uma surpresa que fascina – quem pode comprar, compra; quem não pode, acaba comprando também (“made in Paraguai”).&lt;br /&gt;Conforme pesquisa do IBGE, somos 190.732.694 habitantes, no Brasil. Agora, se acomode na cadeira, e segure essa: O mesmo Brasil tem hoje 227,4 milhões de linhas celulares, segundo a Anatel. Nem a geladeira e a televisão, bens de maior consumo brasileiro, chegam proximas a esse indice de compra. Por isso, eu acho que tem brasileiro utilizando celular, pra saber das fofocas dos artistas, das novelas, e encomendar cervejinha gelada.&lt;br /&gt;Lembro agora de um fato ocorrido, bem no inicio da popularidade dos telefones celulares. Um prefeito do interior desse enorme Brasil estava num motel, na companhia de uma trabalhadora do sexo. Em razão do atraso dele em casa, a esposa ligou para o celular do prefeito, que, afoito, gritou ao telefone: “Quem te contou que eu vim para o motel?”... Não fiquei sabendo se houve separação do casal, por que quem repetia o relato do que acabou virando piada nem se preocupava com esses “detalhes tão pequenos”.&lt;br /&gt;Em qualquer lugar – por aí, por aqui, acolá -, basta o telefone tocar, pra afrodescente (“neguinho” virou termo preconceituoso) gritar: Alguém atenda o telefone!... Por causa do todo poderoso, muita gente sai ensaboada do banho – às vezes até pra atender chamada de telemarketing. Tem gente que adota o identificador de chamadas, provavelmente, pra evitar essas situações. Eu ainda prefiro as surpresas – se não estou a fim de atender telefone, simplesmente desligo o aparelhinho da parede (simples). Até por que não costumo correr pra atender chamada telefonica – nem lembro ter saído do banho, por causa disso.&lt;br /&gt;Por outro lado – no outro lado da linha (telefonica) -, muitos que fazem telefonemas sentem-se semelhantes à imagem que fazem de Deus: onipresentes. A exemplo da internet, também uma ligação telefonica propicia estarmos em outros lugares, sem sairmos do lugar. Com isso, dizem, poupamos tempo, dinheiro, cansaço, stress, etc e tal. A realidade, hoje, é que não há distancia – o que continua existindo, por vontade humana, é distanciamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tantos lugares, neste momento, algum telefone está chamando – por aqui, por aí, acolá...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1112087080072879529?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1112087080072879529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/o-todo-poderoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1112087080072879529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1112087080072879529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/11/o-todo-poderoso.html' title='O todo poderoso'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VGFdnJAN2zM/TrIcTIwoZkI/AAAAAAAAB6M/IUIcyaE-jtA/s72-c/O%2Btodo%2Bpoderoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5870862324438057160</id><published>2011-10-31T15:06:00.002-02:00</published><updated>2011-10-31T15:07:07.130-02:00</updated><title type='text'>Transbordamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a-RvANmQSVk/Tq7TXqgEbiI/AAAAAAAAB6A/cP_B65aH4pE/s1600/Transbordamento.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669701384405282338" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-a-RvANmQSVk/Tq7TXqgEbiI/AAAAAAAAB6A/cP_B65aH4pE/s320/Transbordamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do jeito que a ‘coisa’ tá indo, daqui a pouco (não demora mesmo), nós vamos estar alfabetizando, sem lapis, nem caneta, muito menos papel. Nada mais de giz, quadro negro (ou verde), nem lousa. Sem essa de “desenhar letrinhas”. A alfabetização não será mais escrita, mas sim, digitalizada. Depois disso, olharemos os papéis escritos, guardados nos museus, ou em alguma gaveta esquecida no tempo, feito os arqueologos, que ainda pesquisam hieroglifos, na tentativa de, senão traduzi-los, interpretá-los. Poderemos sentir nostalgia – o tempo já passou.&lt;br /&gt;Aos poucos, vamos participando de “conferencias on line”, “aulas on line”, “relacionamentos on line”, “trabalhos on line”. Sem essa de pedir demissão, ou avisar, pessoalmente, a desistencia de um curso – basta desconectar. Pronto. Até divorcio pode ser via internet (por que não?).&lt;br /&gt;Mas tem mais mudanças humanas – imperceptíveis, ou desconsideráveis (por isso, desconsideradas), pela maioria. Como se não bastasse, ainda exigimos dos outros o que nós não praticamos. Por isso, tem tanta gente, indignada, denunciando as consequencias do que essa mesma gente causou.&lt;br /&gt;Acho que se engana, quem pensa que vivemos a “era da informação”. Ao contrario, estamos na era da desinformação. São tantas informações, que acabamos não mais retendo coisa alguma, sabendo, de antemão, que podemos acessar, a qualquer momento, o deposito informativo da internet. Isso resulta, obviamente, no que chamo ‘engessamento mental’. Habituamos não pensar, por que já temos informações – que consideramos – suficientes, sempre à mão. Lamentável.&lt;br /&gt;Depois dos periodos de romantismo, modernismo, vivemos tempos de individualismo. Ainda fico tentando imaginar o que escreverá o nosso futuro, a esse respeito... E o individualismo nos traz outro ‘ismo’: o imediatismo. Ninguém faz planos a longo prazo – tudo precisa ser “pra ontem”. Por isso, estão na moda as “festas miojo” – três minutos depois, todo mundo já pode começar “comer” todo mundo (expressão que, no romantismo, não era sinonimo de fazer sexo – com, ou sem amor). Poucos, se comparados à maioria, investem em relacionamentos. Não há mais esperanças. Nem sonhos.&lt;br /&gt;A palavra construção, que, há algum tempo atrás, representava constancia, está desaparecendo. A maioria já não pensa em construir – se constrói, é em tempo minimo, com pré-moldado, só utilizando o que necessita para simples encaixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a perguntar: Eu é que sou ironica?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5870862324438057160?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5870862324438057160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/transbordamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5870862324438057160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5870862324438057160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/transbordamento.html' title='Transbordamento'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a-RvANmQSVk/Tq7TXqgEbiI/AAAAAAAAB6A/cP_B65aH4pE/s72-c/Transbordamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4076712459113968018</id><published>2011-10-24T14:43:00.009-02:00</published><updated>2011-10-24T14:45:24.916-02:00</updated><title type='text'>Meu velho pai</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sempre digo que meu pai continua sendo Forrest Gump – não o ator (Tom Hanks), mas o personagem mesmo. Ser filha de Forrest Gump enriquece, principalmente, as memorias da infancia, que acaba ficando mais tempo. Quando brinco com meus filhos (já crescidos), e vejo que se alegram, ainda, ao lembrarem a infancia deles, sei exatamente o que é ser filha de Forrest Gump.&lt;br /&gt;Entre tantas historias, lembro, agora, quando morávamos (meus pais, meus irmãos e eu), numa casa à beira dos trilhos de trem, e tínhamos como vizinhos, colegas de trabalho do meu pai. Todos eles trabalhavam na Estação Férrea, e meu pai era muito querido por todos.&lt;br /&gt;Um dia, um dos vizinhos, antes de viajar a passeio com a família, foi à nossa casa, e conversou bastante, pedindo que meu pai desse uma olhadinha na casa deles, já que ninguém ficaria lá. Prontamente, meu pai acatou o pedido, ficando com as chaves da casa do vizinho, que ficaria fora, com a família, durante uma semana.&lt;br /&gt;Meu pai, há pouco tempo, tinha se aposentado. Por isso, cuidou, com mais zelo, da casa do amigo vizinho. Pela manhã, atravessava a rua, e mantinha algumas janelas abertas da casa. Anoitecia, meu pai estava lá, novamente, para fechar as janelas, ligar umas poucas luzes, no intuito de mostrar que havia gente ali. Depois, voltava para casa.&lt;br /&gt;Na segunda noite em que fez o ‘ritual’, tão logo chegou em casa, bateram palmas, no portão, e meu pai foi atender. Eram dois homens que diziam ter sido contratados pelo vizinho em viagem, para fazer a mudança das coisas da família. Pediram ao meu pai se ele tinha as chaves da casa, já que o vizinho (citaram o nome dele) havia dito que era para procurarem ele (meu pai).&lt;br /&gt;Os três conversaram bastante, no portão lá de casa. Depois, meu pai, retirando do bolso, as chaves da casa do amigo, atravessou a rua com os dois. Demorou para voltar, quando nos contou que estava cansado de tanto ajudar na mudança do vizinho.&lt;br /&gt;No dia do retorno marcado, lá estava o vizinho, no portão da nossa casa, desesperado, junto com a família. Meu pai contou-lhe o trabalho que teve, junto com os dois homens, para fazer a mudança: “O caminhão era pequeno”. O casal viajante chorava, enquanto os filhos pequenos não entendiam, feito nós, o que estava acontecendo. Os dois homens, a quem meu pai ajudara, eram ladrões.&lt;br /&gt;Os vizinhos roubados chamaram a polícia, que comunicou que um caminhão havia sido apreendido, há pouco tempo, numa blitz, por trafegar em condições irregulares. Toda a carga do caminhão foi recuperada, intacta, mas nunca mais, pelo que lembro, os vizinhos deixaram a casa vazia, nem aos cuidados do meu pai, que não perdeu a amizade deles, pois continuavam conversando.&lt;br /&gt;Quando recordava o episodio, meu pai ria muito dele mesmo, e dizia: “O vizinho falava sempre que queria e precisava mudar de vida, e eu torcia pelo bem dele. Por isso, achei que a mudança de casa seria coisa dele mesmo”.&lt;br /&gt;Guardei a historinha, por que, eventualmente, era lembrada, em reuniões de família, quando meu pai contava e recontava o fato, sempre rindo muito dele mesmo... Por esses dias, meu pai estaria aniversariando – por certo, se não tivesse feito a ultima viagem de trem, ele ainda lembraria e recontaria a mesma historia. Saudade do meu velho pai...&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-7c6bba230bc2811f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v14.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7c6bba230bc2811f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331383622%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D9ECD4A1A21279B38871A67807116983EAFE4822.63E23EEA8CC2A058B3AF73E5DAA1324DE0553196%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7c6bba230bc2811f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D8Ej4zyqRvt7FAOj8n18j1a6ukEg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed 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justify;"&gt;- Olhando as nuvens...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nuvens são nuvens, e estarão sempre lá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, essas não estarão mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Saia daí, está frio, fecha essa janela...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não posso, preciso olhar, pra guardar as formas das nuvens...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que bobagem é essa agora?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vem ver, vem ver as nuvens brincando no céu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vou, para tirar você daí, isso sim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha lá: antes era uma cadeira, e agora já é um urso. Tá vendo?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não estou vendo coisa alguma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ali, no cantinho, bem no alto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não vejo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, agora o urso virou uma bola, e já vai tomar forma de um navio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Onde?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não falei?... Olha ali, tão perto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você está imaginando coisas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Basta olhar... Veja ali, uma arvore perdendo as folhas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Outono?... Tá bom, mas agora sai da janela...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não posso. Tem uma criança me chamando, nas nuvens, pra brincar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Espere, eu quero ir junto... Faz eu acreditar, mais uma vez... Espere eu fechar a janela... Está frio aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vem logo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acorda!... Você não pode atrasar, para ir às aulas de natação, judô, futebol, inglês, taekwondo, espanhol, tênis, javanês, karatê, equitação, e ainda tem escola...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6674211487816412842?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6674211487816412842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/sonho-infantil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6674211487816412842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6674211487816412842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/sonho-infantil.html' title='Sonho infantil'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KkZ3gR99FI0/Tp7c5zST8MI/AAAAAAAAB5E/2CmYIefBFAo/s72-c/sonho%2Binfantil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4848267269987604617</id><published>2011-10-15T15:15:00.002-03:00</published><updated>2011-10-15T15:15:12.064-03:00</updated><title type='text'>Medo do medo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F7mJdBttFJc/TpiXTtwwJ-I/AAAAAAAAB44/aah9P6r4HXc/s1600/Medo%2Bdo%2Bmedo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-F7mJdBttFJc/TpiXTtwwJ-I/AAAAAAAAB44/aah9P6r4HXc/s320/Medo%2Bdo%2Bmedo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663442896375785442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que, antes mesmo de o medo apresentar-se, acompanhado de seus suditos motivos e justificativas, chega, imponente, o medo do medo, em todos nós. Sentimos medo, a vida inteira – às vezes, recuamos, por causa dele, mas quase sempre o medo nos paralisa a alma. Temos medo do desconhecido, sim, mas, talvez, mais ainda, medo do que nos é conhecido, familiar até.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha opinião, sem verdade alguma, penso que real mesmo é o medo do medo. Sentimos medo de sentir medo, por que nos desconhecemos, neste instante, nos desequilibramos, nos descontrolamos, deixamos de ser aquelas criaturas que escamoteiam o medo original. Por outro lado, o medo nos arrebata pela insegurança, por que nos impede de arriscarmos. Com medo, permanecemos na “zona confortável” das nossas certezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo filosofo diz que “já não mantemos mais amizades – só contatos”. Acho que ele está certo. Observando o meu mundinho de convivencias, percebo que as pessoas tateiam, de quando em vez, a superficialidade das relações, ou nem isso. As justificativas, ao agirem assim, podem ser diversas, inimagináveis até. Mas o motivo continua bem escondidinho, lá no fundo (da alma? talvez): experiencia de vivencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixamos de arriscar? Talvez. Mas, mais ainda, deixamos de investir. Não me refiro, aqui, a investimentos na Bolsa, nem outros investimentos financeiros. Realmente, não é a minha ‘praia’. Mas tem investimento mais importante, na vida: a propria vida. Pelo menos, essa é a minha opinião ‘insignificantezinha’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feito qualquer outro investimento, quando investimos na vida, fazemos a nossa escolha, como quando resolvemos não investir. Se o medo nos impede, existe, também, escolha nossa: optamos nos resguardar no medo do medo, que predomina absoluto na zona de conforto. E ainda justificamos: Investir, pra que, se podemos viver sem depender de nada, de ninguém?... Contatos apenas não pressupõem envolvimento, compromisso – entrega. Amizade e relacionamento de casal levam adiante – envolvem, comprometem e nos entregam. Isso tudo – claro! – acarreta ônus e bônus. Mas ninguém quer saber de assumir os ônus. O que todo mundo quer mesmo é o conhecido “bem-bom”, que a gente não encontra nas prateleiras do mercado – empacotadinho, sob medida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Relações são construídas. Para isso, penso eu (que penso), é preciso investir – com mais valores que investem os magnatas, nas Bolsas. Mas só pensar sobre isso já cansa a maioria. Então, em vez de investir em relacionamentos, a maioria prefere “manter contatos”, enquanto o medo do medo continua reinando – absoluto. A escolha é feita - sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mim, que não concluo o que penso, só me resta lembrar aquela ‘grande’ frase do jovem do hip hop, que escutei: “Mando um salve pro demenor, porque pá, tipo assim, daquele jeito, tá ligado, mas não dá nada!”...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4848267269987604617?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4848267269987604617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/medo-do-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4848267269987604617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4848267269987604617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/medo-do-medo.html' title='Medo do medo'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F7mJdBttFJc/TpiXTtwwJ-I/AAAAAAAAB44/aah9P6r4HXc/s72-c/Medo%2Bdo%2Bmedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5699164879187665741</id><published>2011-10-12T00:39:00.002-03:00</published><updated>2011-10-12T00:39:55.696-03:00</updated><title type='text'>Dia das Crianças</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Lg01qd9E930/TpRdSvGE0fI/AAAAAAAAB4s/fzr2XJIBD6Q/s1600/Dia%2Bdas%2BCrian%25C3%25A7as.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Lg01qd9E930/TpRdSvGE0fI/AAAAAAAAB4s/fzr2XJIBD6Q/s320/Dia%2Bdas%2BCrian%25C3%25A7as.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662253207972532722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doze de outubro é Dia das Crianças. Mesmo negando, no maior tempo da vida, continuamos sendo crianças – no que pensamos, agimos, vivemos, existimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero me deter em instantes corriqueiros, quando admitimos que estamos sendo crianças. Não. Não vou falar sobre as brincadeiras infantis que fazemos com nossos filhos, sobrinhos, netos, bisnetos, tataranetos, afilhados, etc e tal. Nem sobre o tratamento mutuo entre os apaixonados: “bebezinho”, “benhê”, “baby”... Não quero tratar sobre infantilidades, nem sobre a velhice, que tanto se manifesta em forma de infancia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero ousar escrever sobre sermos crianças sempre. Você lê, se quiser – por sua conta e risco. Depois, não adianta sapatear, espernear, nem fazer caretas – ultimo aviso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que somos crianças, nos relacionamentos. Quando nos ofendemos com alguma coisa, ou alguém, quando o outro (seja quem for) não corresponde à nossa expectativa, simplesmente falamos, em atitudes: Não brinco mais. Às vezes, até escondidos, brincamos descalços na chuva, rapamos o prato de doce, com os dedos, choramos no escuro, abraçados no travesseiro. Até brincamos “de casinha”, depois que casamos. Vamos além, quando substituímos nossas bonecas, pelos filhos que parimos. E ainda nos mascaramos de super herois, querendo ignorar que os nossos filhos nem sempre serão ingenuos. Gelamos as mãos, até gaguejamos, quando estamos numa entrevista de emprego – mas raramente admitimos o nosso medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seguimos crianças, a vida inteira. Por todo planeta, acionamos armas, detonamos bombas, na justificativa de combatermos o mal, como fazíamos, quando pequenos, em brincadeiras de policia e bandido. Crianças, vamos mais longe, quando aprimoramos nosso trabalho, para sermos reconhecidos, com a tão sonhada promoção, semelhante ao doce que ganhávamos, por comermos todos os legumes do prato. Numa disputa – seja na mesa de truco, na briga de rua, na Olimpiada -, queremos ser os melhores, e até choramos (de raiva), quando somos vencidos. Se já não ambicionamos a bicicleta recém lançada, desejamos, adultos que somos, o carro do ano. Para sermos aceitos, nos tantos diferentes grupos sociais, feito crianças, mudamos nosso jeito – de vestir, de falar, de agir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda queremos ser exemplos às crianças. Quanta ironia!... Exemplos de que mesmo?... Exemplos de personas que não se reconhecem frágeis, com medo de (quase) tudo, principalmente, da morte, que chega, na companhia inseparável do tempo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos resta fazer?... Eu acho que nos reconhecermos, e sermos, ainda mais, crianças. Deixarmos as babaquices de lado – orgulho, ressentimento, ambição desmedida, vaidade, discriminação, inveja, vingança, ciúme, e essa porcaria toda que afasta a humanidade. Criança esquece o mal-entendido com outra criança. Criança não tem pré-conceitos, nem conceitos e preconceitos. Criança arranja sempre um jeito de brincar, sem ferir, nem se ferir. Criança se extasia, vendo um inseto camuflado numa folha. Criança desenha bichinhos e brinquedos, nas nuvens. Criança procura e conta estrelas, na noite escura. Criança pergunta sempre o que não compreende, e quer compreender. Criança limpa as mãos, com sorvete de chocolate, na camiseta. Criança adormece sem querer, e acorda criando um novo dia. Mais importante: criança continua sonhando, e nos fazendo (ainda) acreditar nos sonhos, nos instigando a sonhar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5699164879187665741?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5699164879187665741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/dia-das-criancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5699164879187665741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5699164879187665741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/10/dia-das-criancas.html' title='Dia das Crianças'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Lg01qd9E930/TpRdSvGE0fI/AAAAAAAAB4s/fzr2XJIBD6Q/s72-c/Dia%2Bdas%2BCrian%25C3%25A7as.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3903527270520514132</id><published>2011-09-30T13:35:00.002-03:00</published><updated>2011-09-30T13:35:30.492-03:00</updated><title type='text'>Sem discussão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8iJSpPBU_gw/ToXvkK-PNOI/AAAAAAAAB4U/f2cGZd5i9u0/s1600/sem%2Bdiscuss%25C3%25A3o.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8iJSpPBU_gw/ToXvkK-PNOI/AAAAAAAAB4U/f2cGZd5i9u0/s320/sem%2Bdiscuss%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658191911560623330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São tantos os momentos em que não há a menor possibilidade de discussão... Um dos piores é quando você já foi ouvido, lido, mal interpretado, e recebe a conclusão do outro, sem qualquer pergunta previa. Sem discussão – mesmo (às vezes até para todo o sempre, que, se não existe, parece valer por muito tempo, que também não existe).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem discussão, você fica mudo (a), estupefato (a) até. Não importa. Você pode espernear, ou ficar na “posição da vaca (cagando e andando)”. A sentença já foi dada, e não há processo judicial, para você recorrer. O “veredito” é a guilhotina – sem discussão. Se você ainda quiser discutir, fará isso sozinho (a). Por que já ninguém mais te escuta – se ainda te ouvissem, talvez, te interpretassem pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me apercebo, diante de uma situação inevitável dessas, sei que não existe minima possibilidade de discussão. Por isso, nem recorro à tentativa de dialogo – no máximo, um monologo desnutrido. Também eu me sinto a ré, diante da guilhotina. Se me dão direito a uma ultima frase, apenas penso: Quero mandar um beijo para o meu pai, a minha mãe, e a Xuxa (claro!). Por que nada mais há que ser pensado, muito menos dito. Sem discussão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem gente que confunde discussão com briga. Pra mim, como pra (quase) toda gente, inclusive, o velho e bom “Aurelião”, discussão é debate, instante de tentativa de compreensão mutua. Acho que discussão não é troca de ideias – se fosse, nessa troca, alguém sairia perdendo. Mas, na pratica, as pessoas também confundem muito discussão, e acabam brigando – mais ainda. Por isso que ninguém se entende. Sem discussão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um defende a si mesmo, obviamente que o outro, pra acompanhar o ritmo, vai defender a si proprio também. Mas isso não chega ser discussão. Aí, é qualquer outra coisa: concorrencia de egos, exposição de feridas, ou seja lá o que for. Concurso não é discussão. Nem ponto final faz parte de discussão – no maximo, uma virgula, um pontinho e virgula, um ponto de interrogação, e até dois pontos, nova linha, travessão. Discussão, na minha visão estrabica, é cada qual preocupar-se mais em ouvir que falar, e, antes de interpretar, questionar o outro, esperar e buscar compreender as respostas. Esse “quebra-pau” que, a gente sabe, acontece diariamente não é discussão. É “quebra-pau” mesmo. Só isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo (há muito tempo) em que se dizia que pessoas civilizadas sabiam discutir. Os tempos mudaram; as pessoas também. Hoje, pessoas civilizadas já não sabem discutir. E discussão mesmo só cabe em dicionario. Talvez, por que discussão dá muito trabalho. Sem discussão é melhor, principalmente, quando ninguém sabe de ninguém, nem de si mesmo – nem quer saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3903527270520514132?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3903527270520514132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/sem-discussao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3903527270520514132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3903527270520514132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/sem-discussao.html' title='Sem discussão'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8iJSpPBU_gw/ToXvkK-PNOI/AAAAAAAAB4U/f2cGZd5i9u0/s72-c/sem%2Bdiscuss%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2729899585471942915</id><published>2011-09-27T23:25:00.004-03:00</published><updated>2011-09-27T23:25:23.030-03:00</updated><title type='text'>Frágeis aparencias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Sb06W2GJVIo/Tn5FKXoHM9I/AAAAAAAAB4E/HsNnvRmnP_A/s1600/Fr%25C3%25A1geis%2Baparencias.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Sb06W2GJVIo/Tn5FKXoHM9I/AAAAAAAAB4E/HsNnvRmnP_A/s320/Fr%25C3%25A1geis%2Baparencias.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656034226467189714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvindo Elis Regina cantar “As aparencias enganam” (composição de Sérgio Natureza), penso nas suaves e pesadas - sempre frágeis - aparencias que carregamos – todos nós, seres humanos. Podemos nem saber ao certo quem somos, mas sempre sabemos buscar a aparencia que queremos ter, ser para os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos de aparencias, mesmo quando afirmamos não dar importancia a elas. Até numa feira, os produtos vendidos são sempre os mais belos (?). Por isso, inclusive, tem muito feirante ‘maquiando’, à base de óleo, com efeito de óleo de peroba, cascas de frutas e legumes. O olhar humano sente-se atraído pelo brilho, pelo colorido que se destaca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra mim, que, admito, não tenho noção de beleza e estetica, todos nós nos revelamos bastante, nas aparencias que resolvemos assumir, nos expor ao mundo com o qual convivemos. Quando falo da minha visão estrabica, não estou dizendo que meus olhos (globo ocular e tudo o que tem dentro) não se movimentam paralelamente. O meu olhar estrabico está justamente no ponto de partida do que consigo enxergar – nem sempre vejo o que realmente é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conscientemente, uma aparência é minuciosamente criada, para, de fato, convencer quem com ela se depara. Mas isso não quer dizer que a intenção chega ao objetivo alvo – às vezes, acaba, no meio do caminho, sem porquê. Um exemplo?... O cara, que resolve aparentar que é rico, se ‘borra’ todo, na ostentação, exibindo rolex (made in Paraguay), até em supermercado. A maioria dos milionarios não age assim, até por que sabe que seria chamariz de furtos e assaltos. Quando a aparencia é demais, dá mesmo pra desconfiar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade é que vivemos e sobrevivemos de aparencias – poucas, ou muitas, mas sempre aparencias. Afinal, ainda é pelo olhar que nos reconhecemos. Enquanto nos preocupamos em aparentar o que consideramos “aceitável” e “admirável”, vamos escamoteando, cada vez mais lá para o fundinho (da alma?), quem pensamos que somos. Por isso mesmo (quem sabe?), as convivencias humanas se tornam “samba do crioulo doido”. Ninguém se entende. Porque não só criamos a aparencia fisica (com dietas inacreditáveis, cirurgias, lipos e botox). Também, idealizamos (e esboçamos) uma aparencia mais sutil: de personalidade, e até de caráter. Aí, a convivencia pode tornar-se perigosa, por que já não somos nós, muito além da figura estetica. Isso deve causar uma trabalheira (mental) inimaginável...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, protagonizamos, ou testemunhamos, cenas assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não sabia que você gostava, e por isso eu afirmava não gostar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você dizia não gostar, eu não queria dizer que gostava, pra não desagradar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém tem duvida de que o mundo é das aparencias?... Diante disso, melhor seria aparentarmos ser quem pensamos ser, né não?... Dá menos trabalho, gente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2729899585471942915?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2729899585471942915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/frageis-aparencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2729899585471942915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2729899585471942915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/frageis-aparencias.html' title='Frágeis aparencias'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Sb06W2GJVIo/Tn5FKXoHM9I/AAAAAAAAB4E/HsNnvRmnP_A/s72-c/Fr%25C3%25A1geis%2Baparencias.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4835219660631089398</id><published>2011-09-23T14:16:00.003-03:00</published><updated>2011-09-23T14:16:22.354-03:00</updated><title type='text'>Estar só</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-njU27K9gvnc/Tny-dkvps4I/AAAAAAAAB38/QNfKePJwAw8/s1600/Estar%2Bs%25C3%25B3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-njU27K9gvnc/Tny-dkvps4I/AAAAAAAAB38/QNfKePJwAw8/s320/Estar%2Bs%25C3%25B3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655604647359525762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sós – todos somos. Até os gemeos xifopagos - que, permanentemente, não estão desacompanhados - são sozinhos. Estar só – ou não - é escolha de cada um. Não vou fundo, nessa questão – prefiro me manter nas beiradas (que são tantas). Ser só é uma coisa. Estar só é outra coisa. E ainda tem mais uma coisa: se sentir só. Escolho escrever sobre a coisa que fica entre uma coisa e outra coisa: o estar só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo sente vontade de estar só, uma vez na vida, ou ‘zilhões’ de vezes, ou até a maior parte da vida. Diante disso, há muita gente que enxerga obstaculos intransponíveis, e não se vê capaz de transpô-los, para, quando necessario, assumir uma separação, um divorcio. Alguns justificam que não conseguiriam manter o suficiente à familia e à propria (nova) vida. Outros dizem que se sentiriam “monstros”, sem perdão, se cometessem “abandono familiar”. Quanto a mim, continuo pensando que tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, faz parte do ‘kit’ das nossas escolhas, de mais ninguém. As consequencias disso, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho um amigo que, depois de morar com colegas de trabalho, resolveu, como ele mesmo diz, “montar o proprio acampamento”. Para esse meu amigo, “você percebe estar só, quando não precisa brigar pelo controle remoto, nem bater na porta do banheiro, e gritar, quando quer tomar banho, muito menos tentar adivinhar quem roubou as latinhas de cerveja da geladeira”. Com tremendo bom humor, meu amigo parece estar comemorando estar só. Há vinte anos, principalmente, muitos brasileiros estão fazendo o mesmo. Hoje, já são quase sete milhões de pessoas morando sozinhas, no Brasil (dados do Censo do IBGE/2010). São homens e mulheres que, pelo visto, fizeram essa escolha, e não querem ser considerados “pobres coitados solitarios” (estigma derrubado há tanto tempo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvindo sempre muita gente falar a respeito disso, lembro, aqui, a maior vantagem citada, para quem mora sozinho: fazer o que quer. Todo mundo gosta de só fazer o que quer, né?... Estar só – pelo menos, onde mora – pode garantir a grande ‘graça’. Mas, pra muita gente, estar só pode trazer a desgraça de voltar pra casa, não encontrar um olhar amigo, um aconchego, alguém à espera, dizendo que conseguiu o filme tão sonhado, ou com outra surpresa repousante. Entre os “pós e as contas” (como diz outro amigo), a escolha é sempre de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro da previsibilidade de vida humana, muitos sentem-se felizes, morando sozinhos; outros, infelizes, morando acompanhados; e há gente que se sente infeliz, morando sozinha, e, outra gente, feliz, morando na companhia de outras gentes. Nem todos, certamente - por morarem, ou não, sós - afirmam estar sozinhos. O sentimento de solidão parece desatrelado do estar – ou não – só. Ainda bem, por que, assim, não estamos predestinados a coisa alguma, e o destino de cada um continua sendo unico, resultado das escolhas intransferíveis que fazemos, a cada instante. É só o que penso – por enquanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4835219660631089398?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4835219660631089398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/estar-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4835219660631089398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4835219660631089398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/estar-so.html' title='Estar só'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-njU27K9gvnc/Tny-dkvps4I/AAAAAAAAB38/QNfKePJwAw8/s72-c/Estar%2Bs%25C3%25B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1109281402775528783</id><published>2011-09-16T11:37:00.001-03:00</published><updated>2011-09-16T11:38:54.339-03:00</updated><title type='text'>Vizinha da imaginação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KWvm30iJ1WM/TnI6DaJpjCI/AAAAAAAAB3s/6WQEV1DLUeE/s1600/Vizinha%2Bda%2Bimagina%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KWvm30iJ1WM/TnI6DaJpjCI/AAAAAAAAB3s/6WQEV1DLUeE/s320/Vizinha%2Bda%2Bimagina%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652644312537205794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe, numa loja nada distante, vizinha da imaginação, um balcão comum, onde atende-se pedidos assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por favor, eu quero meia dúzia de amigos e um grande amor, mas precisa ser com garantia, pra eu não ter de descartar tão cedo, por que vir aqui, e ficar escolhendo, dá muito trabalho. Os amigos podem ser semelhantes entre si, mas que não vivam sem mim. Que sejam, também, alegres, sorridentes, divertidos, o tempo inteiro, e que me ouçam, e nada falem. Ah, por favor, que esses amigos não pensem, não questionem, por que a ultima remessa que levei teve muita conversa, muita profundidade filosofica. Quero amigos novinhos em folha, que só queiram curtir a vida, sem pensar mais nada. Podem ser falsos, à vontade. O que quero é que me aplaudam, e digam, o tempo todo, que eu sou o maximo do maximo. O meu pedido mais exigente é quanto ao amor. O grande amor da minha vida precisa atender todos os meus caprichos e desejos, no momento que eu quiser. Amor, que é amor, tem de ser educado, respeitoso, solicito, mas, acima de tudo, subserviente – a mim, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estamos em falta de todo este material. O que temos, ainda, são peças antigas, fora de uso, há muito esquecidas, no fundo das prateleiras, aqueles produtos de quinta categoria, utilizados há decadas. Os que restam – a maioria, por devolução – são kits completos, com personalidades que alguns gostam, outros, não. Mas pretendemos repor o estoque de lançamentos, logo, logo, para atender a crescente clientela. Só não aceitamos devolução.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1109281402775528783?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1109281402775528783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/vizinha-da-imaginacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1109281402775528783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1109281402775528783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/vizinha-da-imaginacao.html' title='Vizinha da imaginação'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KWvm30iJ1WM/TnI6DaJpjCI/AAAAAAAAB3s/6WQEV1DLUeE/s72-c/Vizinha%2Bda%2Bimagina%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3516026641607573635</id><published>2011-09-06T15:33:00.002-03:00</published><updated>2011-09-06T15:33:46.474-03:00</updated><title type='text'>A sabedoria do ouvir</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KkeQTB1Fumo/TmZmoAhm1rI/AAAAAAAAB3c/DzzfWdB8f_g/s1600/A%2Bsabedoria%2Bdo%2Bouvir.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KkeQTB1Fumo/TmZmoAhm1rI/AAAAAAAAB3c/DzzfWdB8f_g/s320/A%2Bsabedoria%2Bdo%2Bouvir.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649315620104623794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incontestavelmente, ouvir é um exercicio de sabedoria – e arte. Mas não pretendo ‘baixar’, aqui, a moral que nunca tive. Estou pensando em algo mais simples, que se refere, também, à sabedoria do ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os canais de televisão estão exibindo, cada vez mais, programas de entrevistas, o que, na minha opinião desimportante, é um jeito de fazer pensar. O problema (que eu enxergo) reside nos entrevistadores, já que a maioria deles acaba falando mais que os entrevistados. Ainda que alguns (cada vez mais raros) entrevistadores tenham algo a dizer, por conhecimento e boa articulação verbal, quem assiste uma entrevista quer saber a opinião do entrevistado (que não é o entrevistador).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou perder (o meu e o seu) tempo, aqui, fazendo a listinha dos entrevistadores que falam mais que os entrevistados. Não vale a pena. Até porque isso eu e você já sabemos, reconhecemos, principalmente, nos “talk shows” diarios televisivos. Também, prefiro destacar quem, na minha opiniãozinha, é melhor, às vezes até, sem saber disso – reconhecer é uma das coisas que eu procuro fazer sempre, na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que exemplo de ouvir com sabedoria é a jornalista Leda Nagle, “ancora” do Programa Sem Censura, na TV Brasil. Os demais entrevistadores, a meu ver, que estou sempre buscando programas de entrevistas, (ainda) não sabem ouvir o outro, no caso, o entrevistado, e acabam ‘rodopiando’ no proprio umbigo. Às vezes, a diferença de opinião – entre entrevistado e entrevistador – torna-se tão gritante, que o entrevistador (ou entrevistadora) chega manifestar-se enfaticamente, com imponencia mesmo, deixando o entrevistado (ou entrevistada), visivelmente, constrangido (a).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente, o microfone, semelhante a uma caneta, uma camera, ou (hoje) um computador, é uma ‘arma’. Seja no meio de comunicação que for – os tradicionais jornal, radio e televisão, ou blogs e todas as redes sociais -,  ouvir é sabedoria e arte. Jornalista, eu sei o quanto a gente pode direcionar a entrevista, e fazer o entrevistado falar o que queremos ouvir. Mas, se cometemos a parcialidade, já não precisamos mais do outro, por que estamos falando sozinhos. Isso não é entrevista, muito menos dialogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Operaria das letras” que sou, acho que uma das primeiras lições que tive, lá no “be-a-bá” da minha pratica jornalistica, foi buscar, ao maximo, a imparcialidade, ainda que seja utopia. Por isso, um dos caminhos, pra gente se aproximar dessa (tão cantada em prosa) imparcialidade, é deixar falar, e saber ouvir. Acredito mesmo que, na vida cotidiana, acontece igualzinho: a sabedoria do ouvir pode nos levar à compreensão. Não me refiro a quem deixa o outro falar, sem o ouvir, sem pensar sobre o que escuta. Absolutamente. Saber ouvir, pra mim, é despojar-se, pelo menos, por alguns instantes, das opiniões e certezas proprias, e permitir-se pensar sobre o que o outro fala, manifesta. Melhor ainda, quando nos detemos menos nas palavras, e mais no sentido delas – o que o outro sente/pensa. É o que penso – eu, que prefiro observar, ouvir, e não concluir coisa alguma. Nem queira me ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3516026641607573635?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3516026641607573635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/sabedoria-do-ouvir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3516026641607573635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3516026641607573635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/sabedoria-do-ouvir.html' title='A sabedoria do ouvir'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KkeQTB1Fumo/TmZmoAhm1rI/AAAAAAAAB3c/DzzfWdB8f_g/s72-c/A%2Bsabedoria%2Bdo%2Bouvir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2606596124586279309</id><published>2011-09-02T14:25:00.006-03:00</published><updated>2011-09-03T01:12:25.114-03:00</updated><title type='text'>Nossa humanidade está doente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LnJ8BtsTN9M/TmEKtYuM7bI/AAAAAAAAB3M/1Ak_1ugILKI/s1600/Nossa%2Bhumanidade%2Best%25C3%25A1%2Bdoente.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LnJ8BtsTN9M/TmEKtYuM7bI/AAAAAAAAB3M/1Ak_1ugILKI/s320/Nossa%2Bhumanidade%2Best%25C3%25A1%2Bdoente.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647807182545939890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por não compreender, estou me sentindo quase o garoto, que, no meio dos omissos, gritou: “O rei está nu!”... Eu escrevo (não grito): Nossa humanidade está doente!... E não há diagnostico que possa precisar o grau de enfermidade. Não havendo diagnostico, não há medicamento, nem vacina. Os laboratorios podem continuar fazendo conluio com os medicos, para venderem cada vez mais remedios, que não há como combater a doença que afeta a humanidade, da qual faço parte, e, por isso, me preocupo mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa humanidade está doente!... Preferimos nos manter engaiolados – assim, nos sentimos menos inseguros. Engaiolados, sim. Hoje, nosso condominio tem grades, nosso jardim tem grades, nossa casa tem grades, nossa garagem tem grades, nossas janelas têm grades, nossa sacada tem grades. Levar as crianças, para brincar no parque, é perigoso. Fazer uma caminhada é perigoso. Passear, nos finais de semana, é perigoso. Tomar sorvete, comer pipoca, na velha praça, é perigoso. Diante do perigo, baixamos a cabeça, recuamos, desistimos, e até esquecemos o que, um dia, fizemos – ao ar livre, livres do medo de todos os perigos. Pelas frestas das grades, cada vez mais pesadas e imponentes, espiamos a vida lá fora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doente, a nossa humanidade se refugia na internet, no canto de um quarto esquecido de uma casa esquecida. Tem gente que não sai de perto do computador (sempre conectado), não sai do quarto, não sai de casa, não sai da chamada “vida virtual”. Na internet, podemos ser quem somos, quem não somos, quem gostaríamos de ser, quem recusamos ser. Na internet, somos crianças – mimadas, muito mimadas – brincando de gente grande, como queremos que seja a nossa vida, deletando o que não nos causa prazer. Na internet, extravasamos nossas frustrações (conosco mesmos), como quem encontra, depois de tanto procurar, em mais de duzentos quilometros de estrada, um banheiro. Nesse “alterador de realidade”, refugiamos nossos medos, nossas angustias, nossos sonhos, nossos pesadelos. E ainda podemos nos sentir amados (?) – tanto, que até fazemos “sexo virtual” (de graça, sem precisarmos gastar com preservativos, nem com todos os inconvenientes do “depois”, sem o risco de gravidez indesejada).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um dos países onde mais as farmacias se proliferam. Na maioria das cidades brasileiras, há cerca de duas farmácias, em cada quadra. Nem vou calcular essa estimativa. O que me preocupa mesmo é ver, diariamente, por onde passo, gente sorrindo, ao entrar nas farmacias. E ainda tem gente (já testemunhei isso) que entra na farmacia, como quem vai ao mercado: pede analgesico, anti-termico, anti-septico, anti-histaminico, anti-iterico, anti-helmintico, todos os ‘antis’ de uma lista infindável, demonstrando conhecimento de causa. Isso, na minha insignificante opinião, comprova que as pessoas estão se tornando ‘especialistas’ em medicamentos, familiarizadas que parecem estar com os remedinhos, às vezes até, aumentando o indice de hipocondria. Essa realidade está em todo lugar, para corroborar o que escrevo, já que há até discussão entre clientes e atendentes, nos balcões das farmacias. A ‘briga’ vai mais longe ainda, quando o medicamento solicitado tem “tarja preta”, e só pode ser vendido, com receita medica - a clientela vai à loucura, e tem gente que até esbraveja, na farmacia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa humanidade está tão doente, que já não mais reclama sequer os proprios direitos, se acomoda no silencio confortável da espera, sem a minima esperança. Por outro lado, a nossa humanidade, também, já não cumpre os deveres que lhe cabem. Diariamente, vemos crianças abandonadas – desamparadas nas ruas, e nas casas reconhecidas como “de família”. E mais: há meninos e meninas trabalhando, nas mais diversas funções, mendigando, fazendo cursos (de ballet, judô, natação, ou qualquer outra coisa), sem tempo de serem crianças, ou simplesmente esquecidos, na frente de um computador, de um aparelho de televisão. Diante disso, o governo responsabiliza a família, pela educação, ou falta de educação. Por sua vez, a família responsabiliza a escola, que responsabiliza o governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medrosa, sempre mais insegura e titubeante, a nossa humanidade não quer mais investir em relacionamentos. Nada de amizade, ou “amor a dois”. Relacionamento dá muito trabalho, exige, da nossa humanidade, olhar o outro – e ninguém mais quer enxergar o outro, nem a si mesmo, muito menos compreender e aceitar, seja quem for. Nossa humanidade não quer pensar, sentir profundamente. Por isso, quem não foge à internet, está sempre buscando ‘anestesicos’, nas constantes “baladas noturnas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada vez mais insatisfeita – consigo mesma e com a propria vida -, a nossa humanidade escolhe consumir, consumir e consumir. Nossa humanidade participa de uma concorrencia (escrachada) de consumismo. Para isso, trabalha mais, faz hora extra, e se recusa a refletir a respeito. Depois de trabalhar, a nossa humanidade consome. Depois de consumir, a nossa humanidade descarta o que estava consumindo. Depois de descartar o consumido, a nossa humanidade trabalha, mais ainda, para adquirir mais produtos de consumo. Isso tudo está consumindo a minha, a tua – a nossa humanidade doente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2606596124586279309?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2606596124586279309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/nossa-humanidade-esta-doente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2606596124586279309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2606596124586279309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/09/nossa-humanidade-esta-doente.html' title='Nossa humanidade está doente'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LnJ8BtsTN9M/TmEKtYuM7bI/AAAAAAAAB3M/1Ak_1ugILKI/s72-c/Nossa%2Bhumanidade%2Best%25C3%25A1%2Bdoente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2985949702697993649</id><published>2011-08-30T11:46:00.003-03:00</published><updated>2011-08-30T11:46:54.117-03:00</updated><title type='text'>Isso ou nada disso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EN5GSJEXMQA/Tlz2Akn7-tI/AAAAAAAAB3E/18XDhNdIYKw/s1600/Isso%2Bou%2Bnada%2Bdisso.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 316px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EN5GSJEXMQA/Tlz2Akn7-tI/AAAAAAAAB3E/18XDhNdIYKw/s320/Isso%2Bou%2Bnada%2Bdisso.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646658522507377362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que o tempo não passa – o tempo continua passando...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que não acredita em Papai Noel – o seu presente de Natal sempre chega...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que não está procurando um amor – de repente, o amor encontra você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que não acha graça, na vida – sempre há uma oportunidade e tanto pra gente rir da gente mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que as suas verdades são absolutas – há, sempre, a possibilidade de uma verdade ser atropelada por um pontinho de interrogação...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que a sua vida se resume em dor e sofrimento – nem um dia é igualzinho ao outro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que não tem fé alguma – pequenos (e lindos) ‘milagres’ acontecem, a todo instante...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que não tem medo – no escuro do seu quarto, o medo pode, às vezes, ser a unica companhia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que você sempre foi como você é, e não vai mudar – daqui a pouco, você pode não reconhecer quem enxerga no espelho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que não quer ouvir, nem enxergar – a vida (dinamica) continua o movimento natural...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que não chora – longe de tudo, de todos, lágrimas brotam, sem porquê...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que nunca teve a companhia de alguém que lhe amasse incondicionalmente – cada ser humano dá o melhor que tem a quem ama, mesmo não sendo reconhecido por isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que já viveu tudo – a vida (nova) brota, no silencio da madrugada insone...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até dizer que as doenças lhe impedem de muita coisa – a cada dia, as escolhas borbulham, em cada vida humana...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que não tem motivos para alegrar-se – pela sua janela, um passarinho canta e bate as asas, sem pensar, olhando para o céu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode dizer que é isso, ou nada disso – tudo pode ser isso, ou nada disso mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Vou fazer uma caminhada.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2985949702697993649?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2985949702697993649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/isso-ou-nada-disso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2985949702697993649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2985949702697993649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/isso-ou-nada-disso.html' title='Isso ou nada disso'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EN5GSJEXMQA/Tlz2Akn7-tI/AAAAAAAAB3E/18XDhNdIYKw/s72-c/Isso%2Bou%2Bnada%2Bdisso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7926258586421475696</id><published>2011-08-26T15:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T15:17:09.946-03:00</updated><title type='text'>Resta um</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Sw9LfgXaLqA/TlfiJ7XWsYI/AAAAAAAAB2c/AQGL4eI6jh0/s1600/Resta%2Bum.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Sw9LfgXaLqA/TlfiJ7XWsYI/AAAAAAAAB2c/AQGL4eI6jh0/s320/Resta%2Bum.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645229318114554242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não gosta de um joguinho, de vez em quando?... Tem um joguinho solitario, como é chamado, que me instiga. O “resta um” é conhecido por todos (lembra?). Num tabuleiro simples, você vai eliminando ‘pedrinhas’, até que reste apenas uma. O “resta um”, como todo jogo, tem lá suas regras. Faz tempo que não jogo “resta um”. Devo confessar, também, que nunca fui “expert” em joguinhos – inclusive, nos ‘joguinhos da vida’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou tentar montar um “resta um”, aqui. Você me acompanha, se quiser – por sua conta e risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Experimente retirar todos os desconhecidos da sua vida – pessoas que você até pode vir a conhecer, mas (ainda) não conhece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retire, agora, os conhecidos seus – vizinhos a quem você dá bom dia, e os outros que você nem cumprimenta, gente que trabalha na empresa em que você atua, ou estuda na mesma escola que você, fisionomias que você nem fixa o olhar, nos pontos de onibus, nos cultos religiosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do tabuleiro, retire as turmas de amigos – todas as turmas com quem você se diverte, vai ao teatro, ao cinema, à balada, pratica algum esporte, estuda, viaja, troca figurinhas, se reúne em velorio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso, ainda não “resta um”. Por isso, retire os seus familiares, todos – tios, primos, avós, pais, filhos, espiritos pouco santos, todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Restam, ainda, alguns (quase sempre, poucos, raros) amigos. Retire, um por um – o “amigo de fé”, o “irmão camarada”, o “de todas as horas”, o “sem relogio”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto. Agora sim – “resta um”: VOCÊ. O jogo continua. A jogada é sua – intransferivelmente, sua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7926258586421475696?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7926258586421475696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/resta-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7926258586421475696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7926258586421475696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/resta-um.html' title='Resta um'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Sw9LfgXaLqA/TlfiJ7XWsYI/AAAAAAAAB2c/AQGL4eI6jh0/s72-c/Resta%2Bum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-8982524933769892825</id><published>2011-08-23T14:25:00.002-03:00</published><updated>2011-08-23T14:27:54.113-03:00</updated><title type='text'>O preço de um conselho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EsruQdpuEX4/TlPh_9yJHYI/AAAAAAAAB2M/QCPYB8L69LM/s1600/O%2Bpre%25C3%25A7o%2Bde%2Bum%2Bconselho.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 174px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EsruQdpuEX4/TlPh_9yJHYI/AAAAAAAAB2M/QCPYB8L69LM/s320/O%2Bpre%25C3%25A7o%2Bde%2Bum%2Bconselho.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644103247058247042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semelhante a todo mundo, também eu já ouvi (quem sabe, até repeti) a frase cerebral: “Se conselho fosse bom, ninguém dava: vendia”. Aconselhar – para o bem, para o mal – parece ser coisa simples. Qualquer um pode fazer isso – e faz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas todo conselho tem um preço. O preço quem paga, obviamente, é o aconselhado que segue o conselho. Na hora de assumir, não adianta gritar por socorro – não é o conselheiro que assume. O conselheiro, feito caixeiro viajante, segue, lá na frente, a vender mais conselhos, por que a maioria continua sem saber que todo conselho tem um preço, e compra, sem saber, para pagar depois. A conta sempre chega.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa historinha de sair por aí, por aqui, distribuindo conselhos, me parece uma coisinha muito complicada. Até por que nem sempre se pode tomar medicamento com penicilina, para se combater uma infecção causada por bacterias. O exemplo é só para ilustrar o que, na minha visão estrabica, ‘funciona’ na vida: cada um é (mesmo!) cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tem gente que parece não ter ‘desconfiometro’ mesmo, e acaba acionando meu ‘complicadometro’. Tem gente que insiste, quando me encontra, em me interpretar, catalogar e - não pode faltar, claro – me aconselhar. Quase sempre, o conselho chega precedido de “eu, no teu lugar”. É justamente aí (no começo do ‘joguinho’) que eu interrompo: ‘Peraí, rebobina, e ouça a tua frase’! É comum a outra pessoa (conselheira de plantão) não entender o que digo, e aí eu ‘desenho’ mesmo: Pra você estar no meu lugar, um instante só, eu, que ocupo este (unico) lugar, não poderia existir, e você teria de nascer de novo, nascer no meu lugar. Até por que o que você pensa que sabe de mim é resultado do que você, no teu lugar, enxerga, pensa, e, logo, interpreta. Não sou eu quem você vê, por que também eu me surpreendo comigo, todos os dias, e noites. Por isso, eu mesma nem sequer arrisco me emprestar conselhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, e ainda existe gente que costuma pedir conselhos. Eu nego dizer qualquer coisa (“nem contra, nem a favor, muito antes, pelo contrario”). A criatura nem insiste, e vai buscar, em outra pessoa, o conselho que tanto deseja. Nem imagino o que possa interpretar, em razão disso. E sei, por outro lado, que tem muita gente que acha que eu interpreto, concluo, e ainda me meto na vida dos outros. Não posso fazer (ou desfazer) a visão dos outros, que enxergam como podem, a partir da vivencia particular. A minha preocupação é sempre outra, tanto é que, até num bate-papo informal, eu costumo repetir: Por favor, não pense que estou tentando te convencer sobre alguma coisa, por que eu não convenço nem a mim mesma. Já virou “bordão”, sem patente registrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem gente que busca conselhos até nos livros, e os lê, com ‘olhar biblico’. Coitados dos livros, sempre à mercê – silenciosa – dos nossos olhares interpretativos!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer um só conselho - ‘digrátis’?... Não compra, nem venda, conselhos... Já tem muita coisa (humana) sendo comercializada, ultimamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-8982524933769892825?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/8982524933769892825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/o-preco-de-um-conselho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8982524933769892825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8982524933769892825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/o-preco-de-um-conselho.html' title='O preço de um conselho'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EsruQdpuEX4/TlPh_9yJHYI/AAAAAAAAB2M/QCPYB8L69LM/s72-c/O%2Bpre%25C3%25A7o%2Bde%2Bum%2Bconselho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7153556948333646210</id><published>2011-08-19T14:07:00.002-03:00</published><updated>2011-08-19T14:09:36.766-03:00</updated><title type='text'>Coisas simples</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-luQRn7mvgKs/TkGfI4PE-iI/AAAAAAAAB10/imwKy-w63q0/s1600/Coisas%2Bsimples.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-luQRn7mvgKs/TkGfI4PE-iI/AAAAAAAAB10/imwKy-w63q0/s320/Coisas%2Bsimples.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638963183327967778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, fui a um shopping, por que precisava de calças jeans basicas e camisetas brancas simples. Eu não tinha todo o tempo que a maioria que vai a shopping dispõe, mas arrisquei, assim mesmo. Afinal, eu supunha que comprar calças jeans e camisetas basicas não levaria tanto tempo. Engano meu – mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci e remexi aquele shopping, de ponta a ponta – só não entrei nos banheiros, nem nas perfumarias e lanchonetes. Eu queria tão pouco: apenas calças jeans basicas – ‘basiquinhas’ mesmo – e camisetas brancas simples. Sem sofisticação. Será que estava sonhando alto demais?... Ah, estava sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrando o que me aconteceu, só posso dizer, hoje – definitivamente -, que já não confeccionam mais calça jeans simples, muito menos camiseta branca basica. Descobri modelos de calças que jamais imaginei: convencional (nada convencional), boca de sino (com paetes), skinny (da moda), jeans reto (nem tanto), capri (diversificadíssima), boyfriend (isso mesmo!), pantalona (com brilho e manchas atrativas), saruel (sem fralda), legging (moda apertada), cenoura (laranja e outras cores), barras dobradas (cheias de adereços), semibaggy (cheia de “fricotes”), cargo (parece, mas não é simples), alfaiataria (à moda da clientela da moda), pescador (com listras de zebra), cintura baixa (quase caindo), cintura alta (debaixo dos braços), montaria (sofiscadíssima), quinik (um susto!), cigarrete (multicolorida), suplex (pra quem pensa andar na moda), com ou sem flex.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algumas lojas, cheguei insistir: Nem uma calça jeans simples, sem adereços, sem manchas, sem rasgões, sem brilho?... Nada. Camisetas brancas simples? Nem pensar. E os atendentes insistindo: “Jeans puro? E isso já existiu?”... “Branco, branco? Como assim?”... Simplesmente, não há mais branco total nas camisetas, que apresentam modelos para todos os gostos e desgostos. Camiseta basica, agora, é objeto de uso e abuso de estilistas sofiscadissimos, que ‘carregam’ nas cores, nos acessorios, nos cortes, recortes, decotes – tudo tão, tão (imagine – ou nem queira)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns atendentes tentaram me convencer: “camiseta branca acaba manchando”, “calça jeans sem adereços não é calça jeans”, “o laço da camiseta é um pouco branco”, “a calça jeans é manchada e rasgada artisticamente”. Não me convenceram. O efeito foi contrario: acabei me sentindo, mais uma vez, um ser dinossaurico, que, por engano, e com (seculos de) atraso, pegou o trem do tempo errado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de quase me perder no shopping, desanimada da vida, decidi sentar, mas os poucos bancos dos corredores estavam ocupados. Fui procurar um degrau, para sentar e pensar – ou deixar de pensar, (merecidamente) sentada. Transitei por todo shopping, e só o que achei foram escadas rolantes (estonteantes, vascilantes) - subindo e descendo - superlotadas. Um dos seguranças do shopping, avistando a barata tonta (no caso, eu mesma), me interpelou: “Posso ajudá-la?” E eu: Só estou procurando um degrau de escadaria. O segurança, com olhar inseguro, observou todos os lados, e disse, em tom duvidoso: “Acho que aqui não tem escada. Só lá fora mesmo.” Nem um simples degrauzinho? – cheguei pensar, mas não falei. Agradeci, saí do shopping, e – finalmente! – encontrei dois degrauzinhos ‘humildes’, numa escadinha tosca, sem reboco, proxima ao estacionamento externo. Sentei, e fiquei buscando respostas, remexendo as britas depositadas ali: Onde foram parar as coisas simples da vida?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7153556948333646210?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7153556948333646210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/coisas-simples.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7153556948333646210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7153556948333646210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/coisas-simples.html' title='Coisas simples'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-luQRn7mvgKs/TkGfI4PE-iI/AAAAAAAAB10/imwKy-w63q0/s72-c/Coisas%2Bsimples.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4828802184378052573</id><published>2011-08-15T11:10:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T11:13:34.008-03:00</updated><title type='text'>O “disse-me-disse”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XvGqsZTm5GM/TkbhLJmwxlI/AAAAAAAAB18/iMqyJ15kGfQ/s1600/O%2Bdisse-me-disse.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XvGqsZTm5GM/TkbhLJmwxlI/AAAAAAAAB18/iMqyJ15kGfQ/s320/O%2Bdisse-me-disse.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640443165001434706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quanto mais vivo – e menos vida tenho -, vou percebendo o quanto sou, e sempre fui, chata. Chata mesmo. Por isso, toda vez que alguém me chama “chata”, penso: Você não sabe o quanto sou chata. Sei que isso não justifica coisa alguma – mas sempre repito, por que sei isso de mim, e é assim que convivo (em paz) comigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tem alguma coisa que não gosto mesmo, nem consigo compactuar, ser conivente, é o “disse-me-disse”, mesmo quando me chega, ao ouvido, com a famosa inicial: “Não é que eu queira falar (mal)”. Pode não soar como fofoca, e eu já estou correndo, fugindo leguas. Não me faz bem, mas tenho de aceitar que faça bem a muitas pessoas, pois percebo que é isso que (ainda) toma conta do mundo: o “disse-me-disse”.&lt;br /&gt;Profissionalmente, desde sempre, quando eu era “foca de redação”, aprendi levar meu trabalho a sério, sem ir atrás do “disse-me-disse”. Claro, hoje, as coisas são diferentes, principalmente, no que chamam jornalismo. Aliás, nesta epoca de “realitys shows”, jornalistas de plantão recebem altos salarios, só pra fazerem manchetes sensacionalistas, com fofocas sobre gente, senão famosa, conhecida. Não compactuo com esse jornalismo irresponsável - que, primeiro, noticia, depois, vai buscar confirmação da noticia.&lt;br /&gt;A fofoca realmente não me interessa. Não falo sequer da minha vidinha insignificante – nem imagino falar da vida dos outros, seja de quem for. O “disse-me-disse” chega me apavorar, por que é um terreno sem lei, sem limites. Qualquer pessoa pode disseminar qualquer fofoca. Quem lê, quem ouve, pode não querer questionar, e simplesmente acatar o “disse-me-disse”, concluindo a informação como verdade.&lt;br /&gt;Pra você ter uma ideia do quanto sou chata, quando alguém me procura, pra falar, falando que não quer falar mal, eu já vou logo dizendo que não quero escutar, por que realmente não sirvo nem pra pombo correio. Mas tem muita gente que se compraz em ouvir, e acaba ‘espalhando’ a noticia, até de forma mais rapida que a propria internet, que torna tudo passado, no minuto seguinte.&lt;br /&gt;Há pouco tempo, reencontrei um amigo, em um coquetel. Ele me contou uma historia, no minimo, inacreditável. Meu amigo faz parte de duas listas (femininas) dos melhores homens do planeta: é casado – e cabeleireiro. Em razão da profissão, meu amigo está sempre participando de eventos sociais.&lt;br /&gt;Vou começar pelo fim. No coquetel, meu amigo me falou, ‘p. da vida’: “Você está conversando com um gay, em fase terminal de AIDS. Nem adianta arregalar os olhos, Narinha, por que é o que estão falando de mim”. E eu perguntei a ele: A troco de que essa ‘merda’ toda?... E ele me contou o estrago de um “disse-me-disse”.&lt;br /&gt;Há poucas semanas, meu amigo tinha participado de um coquetel de politicos – o cardapio, nesse caso, é sempre “meia-boca”: os salgadinhos, docinhos e bebidas já caducaram o tempo de validade. Sabemos disso. No dia seguinte, meu amigo foi para o famoso Salão da cidade, do qual é proprietario. Passou o dia inteiro vomitando, e explicando (quem mandou ele explicar?): “Foi o coquetel de ontem. Que ‘merda’!” Entre um vomito e outro, meu amigo nem tinha tempo de relatar mais que isso: “Foi o coquetel!”&lt;br /&gt;Na sexta-feira seguinte ao fato, a esposa e os dois filhos do meu amigo viajaram para o litoral. Meu amigo só pôde ir ao encontro da familia, no domingo à noite, depois de encerrar o exaustivo trabalho no Salão. No litoral, a familia ficou em ferias, durante vinte dias. Quando a familia retornou, o estrago estava feito: meu amigo era gay, e estava em fase terminal de AIDS. O “disse-me-disse” chegou até aí. Vai saber até onde teria chegado, se a familia demorasse mais tempo para retornar?...&lt;br /&gt;Meu amigo cabeleireiro ficou sabendo da estorinha toda, quando voltou ao Salão, e recebeu abraços dos funcionarios, que repetiam, em coro: “Você tem nosso apoio, para o que precisar”. De inicio, ele não entendeu exatamente o que estavam dizendo, mas agradeceu. Começou questionar, quando viu a gerente do Salão chorando. Ele perguntou por que, e ela contou-lhe que uma vizinha do apartamento dele havia ido ao Salão, e dito: “O dono desse Salão é gay, e está em fase terminal de AIDS. Eu soube, por uma cliente do Salão, que ele estava vomitando muito, por causa do coquetel AZT, e depois a mulher e os filhos, que deveriam receber, para fingirem ser a familia dele, foram embora. Ele foi atrás, mas, pelo visto, não adiantou, por que, depois da viagem, a mulher sai de manhã, com os filhos, que voltam para o almoço, e todo mundo sai novamente. Um dia desses, eu até vi um rapaz (novinho e bonito) batendo à porta do apartamento dele, chamando-o, sem vergonha alguma. Observem como ele emagreceu. O que faz o estado terminal dessa doença de viados (!)”. O que mais chamou a atenção do meu amigo, segundo ele mesmo, foi o fato de ninguém questionar-lhe coisa alguma: “Todo mundo concluiu como verdade, ninguém me perguntou coisa alguma, o que, pra mim, é o pior, pois pude conhecer um pouco mais as pessoas com quem trabalho, convivo”.&lt;br /&gt;Eu ouvi a historia toda, e, depois, soltei: Que ‘merda’!... E meu amigo (casado, e cabeleireiro) falou: “Eu vomitei, por causa das ‘drogas’ que comi e bebi, naquele coquetel de politicos, que você já conhece, e nem vai. Eu já havia planejado, com a minha esposa e os meus filhos, que eles iriam antes à nossa casa de praia, por que eu ainda teria de trabalhar no final de semana. Durante as ferias, eu e minha esposa revemos o projeto de ela retornar ao trabalho, já que estava decorando o novo consultorio dentario. Quando voltamos do descanso, ela também foi trabalhar, e os filhos retornaram à escola. O rapaz bonitinho, que me chamou, na porta do apartamento, é meu cunhado, irmão da minha esposa, que veio à cidade, e ficou alguns dias lá em casa”.&lt;br /&gt;Depois de ouvir a historia do meu amigo, disse a ele que, por isso, corro do “disse-me-disse”, me recolho na minha insignificancia de ser quem acho que sou. Não sei conviver com isso. Não sei corresponder, ou “dar o troco”. Simplesmente, não sei, nem quero saber. Por isso, me recolho. E já não me interessa quem falou, ou quem quis ouvir. Prefiro ficar, sozinha, escutando a canção de Edson Menezes/Alberto Paz:&lt;br /&gt;“Deixa que digam, que pensem, que falem...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4828802184378052573?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4828802184378052573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/o-disse-me-disse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4828802184378052573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4828802184378052573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/o-disse-me-disse.html' title='O “disse-me-disse”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XvGqsZTm5GM/TkbhLJmwxlI/AAAAAAAAB18/iMqyJ15kGfQ/s72-c/O%2Bdisse-me-disse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7598006094830763786</id><published>2011-08-09T17:49:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T17:51:24.455-03:00</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mQoiWkLtEHI/TkGdVnhTXYI/AAAAAAAAB1s/Kg4JwTrPQ0Q/s1600/Confiss%25C3%25A3o.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mQoiWkLtEHI/TkGdVnhTXYI/AAAAAAAAB1s/Kg4JwTrPQ0Q/s320/Confiss%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638961203156049282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dóceis animaizinhos quadrupedes (burros de nascença) que me perdoem, mas – confesso! - não suporto burrice de gente grande (e bipede). Não me refiro, aqui, à ignorancia. Burrice é burrice. Ignorancia é ignorancia. Nem me atreveria tentar medir o QI (‘Quociente de Ignorancia’) – nem meu, nem de ninguém. Ignorantes – todos nós somos: mais, ou menos. Eu ignoro (desconheço) tantas coisas – mais, muito mais do que acho que conheço. Eu ignoro, tu ignoras, ele ignora, nós ignoramos, vós ignorais, eles ignoram. Burrice, na minha opinião insignificante, é outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é comprar televisão “de ponta”, não ler o manual de instruções, e desmontar o aparelho (com garantia), sem sequer imaginar como funciona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é alguém aprender a ler, e não ler. Haver biblioteca publica na cidade onde mora, sem nunca ter se interessado sequer conhecer a disposição das prateleiras e dos livros desconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é saber que coloca em risco a vida dos outros e a propria vida – se bebe, e sai dirigindo -, e, mesmo assim, bebe, e sai dirigindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é a briga de donos de funerarias, na frente de IML.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é se jogar do andaime, em pleno trabalho de construção, só para ficar na folga, e ainda receber seguro desemprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é orgulhar-se de não gostar de artes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é não ter o que fazer, se olhar no espelho, descobrir uma espinha no rosto, e, por conta disso, ‘esvaziar’ a prateleira da farmacia, consumindo medicamentos desconhecidos, cheinhos de efeitos colaterais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o político confiar cegamente nos assessores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é negar o furto que cometeu, registrado por cameras de monitoramento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é passar frio, só para ir de vestido novo à inauguração das piscinas do clube, numa tarde de tempestade imprevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o medico negar atendimento, por falta de dinheiro do doente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é assinar contrato, sem ler uma palavra sequer, e, depois, ainda reclamar, ameaçar, fazer o maior escandalo, por que não sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o empresario superfaturar os preços de todos os produtos que vende, pagar baixos salarios aos funcionarios (todos sem registro trabalhista), e ainda manter caixas 2, 3, 4, 5, 6...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o famoso (ou a famosa) acreditar em fama eterna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é a babá espancar a criança, a qual deveria ser cuidada por ela, ignorando a camera instalada pela familia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é dizer, com orgulho, que nunca precisou consultar um dicionario.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é achar (eu - uma perdida na vida - observo gente que acha alguma coisa) que sensibilidade não é “coisa de macho”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é deixar de viver, pensar, sonhar, e erguer as mãos aos céus – de onde caem chuva, neve, coco de passarinho, alguns aviões, asas deltas, balões -, à espera de milagres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o profissional autonomo que, recebendo o pagamento do serviço adiantado,  não cumpre o contrato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burrice é o motorista conduzir o veiculo na poça d’agua, para divertir-se, às custas dos pedestres enlameados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha visão estrabica, há burrice: no bullying, na homofobia, na humilhação, em toda violencia, toda injustiça, nos pré-conceitos, nos conceitos, nos preconceitos.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que burrice! – eu escrever essas coisas todas, que, pra mim, não são mais (nem menos) que burrice de gente grande (e bipede)...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7598006094830763786?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7598006094830763786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/confissao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7598006094830763786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7598006094830763786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/confissao.html' title='Confissão'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mQoiWkLtEHI/TkGdVnhTXYI/AAAAAAAAB1s/Kg4JwTrPQ0Q/s72-c/Confiss%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6293398628797587635</id><published>2011-08-02T20:10:00.005-03:00</published><updated>2011-08-02T20:10:25.952-03:00</updated><title type='text'>Vai encarar?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-veCNIirmmEo/TjiCcHFCkDI/AAAAAAAAB1c/wXorO9HuMpw/s1600/Vai%2Bencarar.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-veCNIirmmEo/TjiCcHFCkDI/AAAAAAAAB1c/wXorO9HuMpw/s320/Vai%2Bencarar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636398353102311474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ajudar velhinhos atravessarem as ruas – gesto simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encenar orgasmo – mais facil às mulheres, obviamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizer que perdoa – chavão de script antigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contribuir na campanha do agasalho – doação de entulhos, para liberação de espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apelar ao ‘chutometro’, quando o concurso é de multipla escolha – comum de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gastar uns ‘reaizinhos’ em apostas semanais, na loterica – nada a perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomar um porre – a maioria guarda essa lembrança sem lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usar a palavra idiossincrasia – se você ainda não usou, um dia, pode sonhar com essa palavrinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saltar de paraquedas – viver (também) pode ser isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorar diante do comercial de margarina – tem gente que faz isso escondido (mas faz).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Colar, na prova de Quimica – experiencia bastante conhecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquecer o nome de alguém – faz parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorar para o guarda de trânsito, que multa – encenação comum, em todas as vias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver o que é possível – todo mundo faz isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que proponho é desafiante, desafiador. Desafio, pra ser desafio, precisa ser maior, ou mais profundo, íntimo mesmo. Premio?... Nem de consolação. Não ter respostas prontas – eis (penso que seja) o primeiro passo do caminho. Mas não me leve tão a serio, nem me leve pra sua casa (hehehehehehehehe).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você quiser continuar me lendo, desafio você saber quem você é, ou quem você não é - pelo menos, neste instante. Mas não conte isso a ninguém, por que, daqui a pouco - no instante seguinte -, você pode deixar de ser quem é, ou ser quem nunca foi. Por que nada é – tudo está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, ainda, há as personas: quem você pensa que é, quem você nem imagina que possa ser, quem você não é, quem você gostaria de ser, quem você pensa que as pessoas pensam que você seja, quem você rejeita ser, quem as pessoas imaginam que você seja, quem as pessoas gostariam que você fosse, quem as pessoas pensam que você pensa ser, quem as pessoas nem imaginam que você seja, quem as pessoas recusam que você seja. Ah, e tem, também, a persona mais proxima de você: quem você é sem saber, nem saberem de você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio disso tudo, está você – você que é e não é tudo (nada), ao mesmo tempo. Fazer o que?... Nem imagino. A escolha é sua: problema, ou solução – ou nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, você pode estar questionando: Pra que você saber quem você é?... Sei lá. Por outro lado, se você souber quem não é – aos poucos -, o susto pode ser amenizado, até indolor... Ou não. Nem sempre o caminho é de ida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então: vai encarar?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6293398628797587635?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6293398628797587635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/vai-encarar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6293398628797587635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6293398628797587635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/08/vai-encarar.html' title='Vai encarar?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-veCNIirmmEo/TjiCcHFCkDI/AAAAAAAAB1c/wXorO9HuMpw/s72-c/Vai%2Bencarar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1667908352022724576</id><published>2011-07-25T15:42:00.002-03:00</published><updated>2011-07-25T15:42:15.481-03:00</updated><title type='text'>Para sermos aceitos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5u2-ey399YY/Ti24neXwaQI/AAAAAAAAB1U/9CyQHrfKBzE/s1600/Para%2Bsermos%2Baceitos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5u2-ey399YY/Ti24neXwaQI/AAAAAAAAB1U/9CyQHrfKBzE/s320/Para%2Bsermos%2Baceitos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633361697217472770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só às vezes, pra variar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, dizemos sim, com a vontade (engasgada) de dizermos não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, mostramos sorrisos amarelos, e chamamos todos de queridos amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, vestimos roupas apertadas, de tamanho menor que nosso corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, fazemos programas de finais de semana (que nem queremos) com a turma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, comemos escargots de Bourgogne, e vomitamos no banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, pagamos mais caro por um produto, na loja famosa, frequentada por gente rica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, matriculamos nossos filhos em escolas particulares, por que os vizinhos fazem isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, caricaturamos uma segurança inimaginável, escamoteando o medo de que somos feitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, vendemos a geladeira que ganhamos de presente, para pagarmos uma prestação do carro zero, exibido, na garagem, como trofeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, vomitamos a feijoada do almoço, no campo de futebol improvisado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, colecionamos cartões de credito, perdendo a noção de limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, encomendamos, a amigos viajantes, lembrancinhas de alguma cidade distante, para comprovarmos nossas mentiras sobre as ferias recentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, sacrificamos nossos sonhos, ideais, projetos de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, sofremos cirurgias plasticas, e ainda dizemos que não dói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, buscamos tantas igrejas, tantos cultos, e até desembolsamos dizímos, e, por isso, até deixamos de pagar o aluguel da casa onde moramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, nos calamos, nos omitimos, diante da injustiça, da humilhação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, lemos sinopses de filmes, resumos de livros, e encenamos nosso pseudo-conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, exageramos nas bebidas, nos remedios, por que a maioria faz isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, vamos a todos os shows, e até participamos do fã clube de alguma banda barulhenta, que nem gostamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, aceitamos o que nos é imposto, sem questionarmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, só usamos roupas com rosa pink, verde limão, só por que estão na moda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, casamos, temos o numero de filhos estabelecido pelo grupo com quem convivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos, comungamos a fé em um “deus” criado pelos homens – às vezes, um “deus” liberal e misericordioso; outras, um “deus” autoritario e punidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sermos aceitos pelos outros, esquecemos de nós – nós que, quando deixamos de ser aceitos pelos outros, também somos esquecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1667908352022724576?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1667908352022724576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/para-sermos-aceitos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1667908352022724576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1667908352022724576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/para-sermos-aceitos.html' title='Para sermos aceitos'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5u2-ey399YY/Ti24neXwaQI/AAAAAAAAB1U/9CyQHrfKBzE/s72-c/Para%2Bsermos%2Baceitos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-8421537127606104673</id><published>2011-07-18T13:35:00.004-03:00</published><updated>2011-07-18T13:35:26.202-03:00</updated><title type='text'>O pobre coitado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FnssRfL_i2s/TiPLPwMeCMI/AAAAAAAAB1E/oMJda8TAe98/s1600/O%2Bpobre%2Bcoitado.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FnssRfL_i2s/TiPLPwMeCMI/AAAAAAAAB1E/oMJda8TAe98/s320/O%2Bpobre%2Bcoitado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630567430638930114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa realidade escrachadamente individualista, a presença do pobre coitado é notada, com veemencia. O pobre coitado pode ser homem, ser mulher. O pobre coitado. A pobre coitada. Sempre pobre. Sempre coitado. Sempre coitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pobre coitado ‘tá’ em todas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele bebe, se droga, desde que perdeu um familiar!” (Quem nunca perdeu, na vida?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele não preparou o trabalho da aula, por que sentia-se inseguro!” (Quem não se sente inseguro?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é cleptomaniaco, e está com vergonha, por ter roubado o frasco de perfume francês.” (Um pobre coitado de bom gosto, hein?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele sente muita solidão!” (Quem não sente solidão?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele errou, sem querer!” (E quem erra, querendo errar?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele não sabe brincar, mas não quis ofender!” (Se não sabe, aprende. Se sabe, respeita.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele só quer a companhia de alguém que o ame!” (Quem não deseja isso também?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele está arrependido de ter atropelado e matado a criança!” (A criança é que não pode mais arrepender-se de ter ido à calçada, naquele dia.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele não gosta de ser contrariado!” (Até aí, todo mundo não gosta, mas precisava quebrar o trofeu de primeiro colocado, do adversario dele?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele quer que você tome a iniciativa de procurá-lo!” (Pobre coitado do orgulho dele, isso sim!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é analfabeto, por isso, não leu a placa.” (Nem desenhando?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele ficou alterado, falou sem pensar!” (Todas as pessoas ficam alteradas, falam e agem sem pensar, e não são pobres coitadas, por causa disso.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele perdeu o controle, e, por isso, não parava de espancar o pai.” (O pobre coitado podia perder outro controle, e começar se espancar, né?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele está tão nervoso, por isso, não quer fazer o teste do bafômetro.” (O ‘bafo’ alcoolico dele também deve estar muito nervoso.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele foi rejeitado, e por isso age assim!” (Quem nunca foi rejeitado, nessa vidinha de meu Deus?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele entendeu errado o que você falou, e respondeu pelo que achou ter ouvido.” (Pobre coitado daquele que foi mal interpretado!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, não reclame dele, senão ele se ofende.” (O ‘negocio’ é deixar o pobre coitado reclamar e ofender todo mundo?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é sensível, e por isso sofre mais!” (Alguém tem alguma duvida de que todo mundo é sensível? Na duvida, martele o dedo de alguém, pra ver se não sente!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele não tem conhecimento da Lei Maria da Penha!” (Mas tem muito conhecimento de porrada em mulher, hein?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele está bebado, não sabe o que diz!” (Mas aponta, e “dá nomes aos bois”, sem errar um!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele precisou ter uma amante, para ser feliz, por que a esposa sempre foi indiferente com ele!” (Fala sério!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é negro!” (E daí?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele nunca trabalhou, e só sabe ganhar dinheiro, comovendo as pessoas, relatando a propria miseria em que vive!” (Na minha terra, isso tem outro nome: “conto do vigario”. Quem quer, ‘entra nessa’.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele nunca se sentiu filho dela, e, por isso, matou a mãe.” (Se ele não se sentia filho da mãe, por que matou justamente a velha?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele inverteu toda a situação, para proteger-se!” (Precisava inverter, em proveito proprio? E o outro: faz o que, pra proteger-se?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele deu todo o dinheiro que tinha, por que queria ajudar aquela senhora!” (Mas o bilhete falso, que ele comprou, e pagou caro, por que alguém disse que era premiado, né?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é doente, sempre esquece de pagar as contas!” (Pobres coitados daqueles a quem ele deve, isso sim!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele é louco, não merece ir preso!” (Louco mesmo, rasga dinheiro, e toma sopinha de pedras?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pobre coitado, ele não fez por mal, não bolinou a garota, no onibus, por que ele é deficiente visual!” (Ah, tá bom, e os demais passageiros são deficientes mentais!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda dá pra identificar o pobre coitado, em outras situações. Se você não sabe, pense comigo (ou não):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é quem mais chora em velorio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o ultimo da fila, que encena passar mal, pede até copo d’agua, e acaba sendo atendido imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o motorista que sorri à motorista, e rouba-lhe o lugar no estacionamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o politico que apresenta pedido de demissão, e ainda justifica estar contribuindo nas investigações de corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o que chora, no proprio julgamento judicial, depois de ver provado o crime cometido por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o arrependido, diante do confessionario.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre coitado é o cara que te ‘atropela’, na entrada do taxi, dizendo estar atrasado, e vai embora, te deixando a pé, na avenida, em dia de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe o que eu acho pior, pior mesmo, nisso tudo?... É quando pedem a minha conivencia, pra ajudar os (tantos) pobres coitados...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-8421537127606104673?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/8421537127606104673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/o-pobre-coitado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8421537127606104673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8421537127606104673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/o-pobre-coitado.html' title='O pobre coitado'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FnssRfL_i2s/TiPLPwMeCMI/AAAAAAAAB1E/oMJda8TAe98/s72-c/O%2Bpobre%2Bcoitado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5613493098794315054</id><published>2011-07-16T04:53:00.003-03:00</published><updated>2011-07-16T04:53:41.348-03:00</updated><title type='text'>Auto-entrevista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NwJtQA1Nou4/TiFC--8xNCI/AAAAAAAAB08/X5CyHUCMtmI/s1600/Auto-entrevista.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NwJtQA1Nou4/TiFC--8xNCI/AAAAAAAAB08/X5CyHUCMtmI/s320/Auto-entrevista.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629854659007034402" /&gt;&lt;/a&gt;Desde sempre, sobrevivo das palavras. Profissionalmente, continuo entrevistando muita e toda gente. Volta e meia, ou meia volta, alguém me pergunta algo pessoal, e eu saio sempre pela tangente, na maioria das vezes, lançando uma outra pergunta no ar, sem responder coisa alguma. Pensando nisso é que resolvi colocar aqui alguns pontinhos de interrogação que recebi – respondo-os agora, com alguns seculos de atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais admira numa pessoa?&lt;br /&gt;O exercicio de ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma saudade:&lt;br /&gt;Meu pai, não por que morreu, mas por que me ensinou sobre viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros de cabeceira:&lt;br /&gt;Clarice Lispector e Fernando Pessoa – sempre de mãos dadas comigo, na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma duvida:&lt;br /&gt;Todas as duvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lugar:&lt;br /&gt;Qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prato predileto:&lt;br /&gt;Arroz, feijão, ovo frito e couve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certeza:&lt;br /&gt;A certeza de que não há certeza alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma companhia:&lt;br /&gt;A que aceita a minha companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a morte:&lt;br /&gt;Faz parte (ainda não sei de quê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro:&lt;br /&gt;Muitos, todos que releio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção:&lt;br /&gt;Dia Branco (Geraldo Azevedo/Renato Rocha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho:&lt;br /&gt;O unico segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sente bem resolvida?&lt;br /&gt;Nem bem, nem mal resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coragem:&lt;br /&gt;Viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alegria:&lt;br /&gt;Não pensar. É quando descanso a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um perfume:&lt;br /&gt;Sou alergica, mas gosto de brisa, cheiro de mata fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um toque:&lt;br /&gt;As veias grossas das mãos de meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz:&lt;br /&gt;De uma menina que canta e brinca na minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olhar:&lt;br /&gt;Quando não há necessidade de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tristeza:&lt;br /&gt;Pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento:&lt;br /&gt;Aqui. Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segredo:&lt;br /&gt;Um sonho unico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade:&lt;br /&gt;Sem fim, nem fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem:&lt;br /&gt;Todas que faço, sem bagagem, sem passaporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um projeto:&lt;br /&gt;Continuar tentando concretizar algum projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que admira em você?&lt;br /&gt;Eu (ainda e sempre) acreditar – de fato – no impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma descoberta:&lt;br /&gt;Ainda que eu não saiba receber, é melhor ser amada, que odiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um País:&lt;br /&gt;Brasil – sempre -, com amor acalentado também à África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra:&lt;br /&gt;A palavra genuína – sem interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desejo:&lt;br /&gt;Que eu ainda consiga ser plenamente coerente com o que penso e faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um medo:&lt;br /&gt;Todos os medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que costuma fazer, antes de pegar no sono?&lt;br /&gt;Ler, e dormir com canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a vida:&lt;br /&gt;Qualquer coisa que ainda me instiga, e eu não compreendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como prefere ser enxergada:&lt;br /&gt;Alguém que se alimenta do impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale a pena?&lt;br /&gt;Acreditar – sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo, praia, ou montanha?&lt;br /&gt;Uma rede – em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mudaria em você?&lt;br /&gt;Se eu mudasse, já não seria mais eu – eu, que nem sei quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mar:&lt;br /&gt;Fascinio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra:&lt;br /&gt;Limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu:&lt;br /&gt;Nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fé:&lt;br /&gt;Crer em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte:&lt;br /&gt;Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Familia:&lt;br /&gt;Ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um idolo:&lt;br /&gt;Sem mitificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bebida:&lt;br /&gt;Coca-cola – sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que te chateia?&lt;br /&gt;Fofoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu primeiro pensamento, quando acorda:&lt;br /&gt;Calma, calminha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não vale a pena?&lt;br /&gt;Desistir de um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia ou noite?&lt;br /&gt;Madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que te anima?&lt;br /&gt;Admirar as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã será...&lt;br /&gt;Amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi...&lt;br /&gt;Ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor:&lt;br /&gt;Tudo – em tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5613493098794315054?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5613493098794315054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/auto-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5613493098794315054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5613493098794315054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/auto-entrevista.html' title='Auto-entrevista'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NwJtQA1Nou4/TiFC--8xNCI/AAAAAAAAB08/X5CyHUCMtmI/s72-c/Auto-entrevista.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-8215932313727114987</id><published>2011-07-13T11:28:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T11:28:27.970-03:00</updated><title type='text'>O pão nosso de cada dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A9QmEgohQ6o/Th2rVfWkAsI/AAAAAAAAB00/234i4ag_0l8/s1600/O%2Bp%25C3%25A3o%2Bnosso%2Bde%2Bcada%2Bdia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-A9QmEgohQ6o/Th2rVfWkAsI/AAAAAAAAB00/234i4ag_0l8/s320/O%2Bp%25C3%25A3o%2Bnosso%2Bde%2Bcada%2Bdia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628843494964724418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você já reparou o quanto nos alimentamos, diariamente, além das refeições, dos lanchinhos fora de hora, do assalto à geladeira à noite?... Dizem que tudo isso é o nosso pão de cada dia. Mas não é sobre gastronomia que quero escrever. Nem sobre nutrição, ou até o aspecto religioso disso tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de alimentarmos o estomago – consequentemente, todo o organismo e o fisico -, também alimentamos algo mais abstrato, mais sutil: sonhos, pensamentos, ideias, ideais, projetos, planos, sentimentos, ‘coisas’ da alma. E tudo isso (também) é o nosso pão de cada dia. Mas é tanta oferta diaria, que acabamos tendo de escolher – sempre. E a unica coisa que difere é justamente a escolha que cada um faz. Não há outro jeito, sabendo disso, ou não: a opção (quando dá tempo de pensar) já vem com a consequência ‘embutida’. Kit completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São tantas ofertas, tantas procuras, que, muitas vezes, acho que nos perdemos, nos corredores de escolhas da vida. No que diz respeito ao alimento propriamente dito – para o estomago não ‘roncar’ -, a maioria dos produtos conquista todos os sentidos: visão, olfato, tato, paladar. A fala e a audição são as conquistas finais, quando falamos e ouvimos sobre o prato delicioso que acabamos de degustar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para alimento intelectual, a gente conta com a ‘mãozinha’ de uma enxurrada de informações diarias, que nos chegam por email, ou em pesquisas de internet. E ainda tem muita gente que lê jornal (de papel mesmo), diariamente, enquanto outros se reúnem em torno de uma televisão, ou até de um radio. São tantas informações, que não há como retê-las todas. Por isso, selecionamos (escolhemos, mais uma vez) – cada qual, pelo ‘filtro’ proprio que dispõe, ou quer dispor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ainda, nos resta o pão nosso de cada dia mais intrinseco, alimento que vai parar lá no fundinho da alma da gente. É justamente aí, nesse pão de cada dia da alma, que eu ‘tô’ pensando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que você tem escolhido comer, devorar?... O que você engasga, e não consegue engolir?... O que você tem engolido, por obrigação, com dificuldades?... Qual o pão de cada dia que te causa enjoo?... O que você tem conseguido digerir?... O que você tem vomitado, do pão de cada dia que escolhe?... O que você “engole seco”, por autopunição?... O que você tem deixado no prato, sem sequer provar?... Que alimentos te causam diarreia?... Qual o teu prato predileto?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leu as perguntas?... Também li. Quer saber?... Isso tudo me deu uma fome! – vou ali fazer a cotidiana visitinha à geladeira, e depois eu penso (e escrevo) mais sobre isso. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-8215932313727114987?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/8215932313727114987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/o-pao-nosso-de-cada-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8215932313727114987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8215932313727114987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/o-pao-nosso-de-cada-dia.html' title='O pão nosso de cada dia'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A9QmEgohQ6o/Th2rVfWkAsI/AAAAAAAAB00/234i4ag_0l8/s72-c/O%2Bp%25C3%25A3o%2Bnosso%2Bde%2Bcada%2Bdia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1508838994773255294</id><published>2011-07-07T11:46:00.005-03:00</published><updated>2011-07-07T11:46:06.255-03:00</updated><title type='text'>Tolerancia ZERO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cPEOcdsItPQ/Tg3HgmhtPiI/AAAAAAAAB0U/n-P1DwbG24I/s1600/tolerancia%2Bzero.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-cPEOcdsItPQ/Tg3HgmhtPiI/AAAAAAAAB0U/n-P1DwbG24I/s320/tolerancia%2Bzero.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624370872567283234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, por aquilo, ou por nada disso, vivemos uma realidade estressante, onde estressamos e somos estressados, o tempo todo, independente do lugar em que estamos. O pior é que a tolerancia é zero – ZERO mesmo. Se algum dia tivemos paciencia – no transito, nos ambientes de trabalho e estudo, com familiares e amigos -, hoje, nos afastamos, cada vez mais, de tudo que pressuponha tolerancia, tentativa de compreensão. A verdade é que ninguém mais ‘tá’ a fim de suportar coisa alguma – seja o preço que for, se tiver de pagar por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que recebemos contribuições (dos outros), e também contribuímos, para continuarmos intolerantes – até conosco mesmos. Todo mundo ‘tá’ de saco cheio – quem tem saco, e quem não tem. Até aqueles que se esforçam em ser tolerantes já não toleram mais. Por isso até, acho que muitas festas acabam em pancadaria, ou morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante, pra mim, nisso tudo, é o fato de que as pessoas continuam transferindo - ou, pelo menos, tentando transferir – a responsabilidade das ‘merdas’ que cometem diariamente. Ninguém assume. Todo mundo fica ‘empurrando a responsa’ para o outro – sempre o outro. Foi o outro que ultrapassou o carro, no sinal fechado. Foi o outro que ameaçou com a arma. Foi o outro que esbravejou primeiro. Foi o outro que cometeu o delito. Quem acusa é sempre vitima em legitima defesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto cometemos, presenciamos e assistimos cenas grotescas, a intolerancia continua permeando todas as relações, todas as convivencias. E o respeito acaba sempre substituído pelo maior adversario: o desrespeito. Diante dessa ‘merda’ toda, nem dá pra pensar como ‘consertar’ tudo isso. Madre Teresa de Calcutá que me perdoe, mas não vejo saída. Tanto é verdade, que, muitas vezes, no meu cotidiano mediocre, esqueço até que, um dia, li a palavrinha tolerancia, em algum livro perdido. Mesmo estando numa roda de intolerantes, não posso responsabilizá-los, por isso. Sou eu que faço a minha escolha – e cada um escolhe ser intolerante, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se não bastasse a intolerancia vivenciada por cada (o cacofato é intencional) um de nós, ainda contamos com uma grande aliada, pra justificarmos a nossa impaciencia: a televisão. Independente do horario que a gente ligue o aparelhinho, só tem manchetes de intolerancia ZERO – exemplos humanos, pra nós, que nem planejamos mais qualquer exercicio, ou atitude contraria. Por impeto, também, os protagonistas das materias noticiosas exibem toda a intolerancia dos (nossos) tempos atuais – espelho fiel do mundo particular de cada ser humano(?). Quantas vezes, nos identificamos com a briga intolerante que assistimos –até comentamos: eu também faria isso, no lugar dele (ou dela). E ainda tem gente que pensa que só o brasileiro está sendo, cada vez mais, intolerante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa historinha de Bullying, por exemplo, virou moda, começando nos Estados Unidos, quando um estudante, armado, invadiu uma escola, matando e ferindo colegas – o primeiro caso registrado desta intolerancia, no mundo. Volta e meia, em algum país europeu (“primeiro mundo”), acontece uma ‘quebradeira’ geral, consequencia da revolta de quem mora por lá. Um dia desses, inclusive, assisti uma reportagem que mostrava os moradores do centro de Barcelona jogando muitos sacos de lixo, no meio das principais ruas daquela cidade. A manifestação foi realizada, por que a coleta de lixo estava atrasada, e a população intolerante. Na Inglaterra, o povo “quebra o pau” (literalmente), contra a reforma na previdencia. Os gregos também vão às ruas, com toda tolerancia - imaginável e inimaginável. Também, no Peru (o país mesmo), um diretor de escola foi denunciado, por desviar verbas da educação. Não deu outra: os alunos da dita escola, numa demonstração de tolerancia ZERO, invadiram a sala do diretor, e espancaram-no. Torcidas organizadas também se esbofeteiam, e até se matam. Quer mais?... Os policiais (treinados pra “proteger a sociedade”) fazem parte do ‘grande show’, nos noticiarios: há sempre imagens de integrantes da policia espancando alguém – com ou sem algemas. Esses exemplos todos – a gente pode assistir, diariamente, pela televisão, lições e exemplos vivos de intolerancia crescente. No meio de tudo isso, há pessoas que procuram, na internet, videos que mostram brigas, e gargalham, divertem-se com a intolerancia alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... e ainda tem gente que me chama ironica – eu?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1508838994773255294?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1508838994773255294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/tolerancia-zero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1508838994773255294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1508838994773255294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/tolerancia-zero.html' title='Tolerancia ZERO'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cPEOcdsItPQ/Tg3HgmhtPiI/AAAAAAAAB0U/n-P1DwbG24I/s72-c/tolerancia%2Bzero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2603262798244100401</id><published>2011-07-01T14:34:00.000-03:00</published><updated>2011-07-07T11:47:46.137-03:00</updated><title type='text'>Ironias da convivencia humana</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4TdkIxHrh4E/Tg4D4zPRs-I/AAAAAAAAB0c/CtHHCumiGrY/s1600/Ironias%2Bda%2Bconvivencia%2Bhumana.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4TdkIxHrh4E/Tg4D4zPRs-I/AAAAAAAAB0c/CtHHCumiGrY/s320/Ironias%2Bda%2Bconvivencia%2Bhumana.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624437258994168802" /&gt;&lt;/a&gt;Do outro, nós queremos:&lt;br /&gt;- cumplicidade,&lt;br /&gt;- respeito,&lt;br /&gt;- confiança,&lt;br /&gt;- alegria,&lt;br /&gt;- dialogo,&lt;br /&gt;- auxilio,&lt;br /&gt;- silencio,&lt;br /&gt;- tranquilidade,&lt;br /&gt;- sacrificio,&lt;br /&gt;- valorização,&lt;br /&gt;- paciencia,&lt;br /&gt;- companheirismo,&lt;br /&gt;- segurança,&lt;br /&gt;- perdão,&lt;br /&gt;- inteligencia,&lt;br /&gt;- colo,&lt;br /&gt;- lealdade,&lt;br /&gt;- decisão,&lt;br /&gt;- otimismo,&lt;br /&gt;- consideração,&lt;br /&gt;- apoio,&lt;br /&gt;- humildade,&lt;br /&gt;- obstinação,&lt;br /&gt;- compreensão,&lt;br /&gt;- trabalho,&lt;br /&gt;- reconhecimento,&lt;br /&gt;- coragem,&lt;br /&gt;- aceitação,&lt;br /&gt;- força,&lt;br /&gt;- solidariedade,&lt;br /&gt;- o melhor,&lt;br /&gt;- amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o outro, nós damos:&lt;br /&gt;- distanciamento,&lt;br /&gt;- desrespeito,&lt;br /&gt;- insegurança,&lt;br /&gt;- humilhação,&lt;br /&gt;- intolerancia,&lt;br /&gt;- traição,&lt;br /&gt;- stress,&lt;br /&gt;- indiferença,&lt;br /&gt;- negativismo,&lt;br /&gt;- incompreensão,&lt;br /&gt;- abandono,&lt;br /&gt;- acusação,&lt;br /&gt;- medo,&lt;br /&gt;- orgulho,&lt;br /&gt;- ingratidão,&lt;br /&gt;- asco,&lt;br /&gt;- reclamação,&lt;br /&gt;- fraqueza,&lt;br /&gt;- discriminação,&lt;br /&gt;- sarcasmo,&lt;br /&gt;- frieza,&lt;br /&gt;- desanimo,&lt;br /&gt;- desconfiança,&lt;br /&gt;- ofensa,&lt;br /&gt;- desatino,&lt;br /&gt;- rejeição,&lt;br /&gt;- gritos,&lt;br /&gt;- destruição,&lt;br /&gt;- tristeza,&lt;br /&gt;- egoísmo,&lt;br /&gt;- o pior,&lt;br /&gt;- desamor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E, ainda assim, chamamos tudo isso: convivencia humana (a mesma descrita, nos dicionarios, como “familiaridade, intimidade”)... Quanta ironia! – não acha?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2603262798244100401?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2603262798244100401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/ironias-da-convivencia-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2603262798244100401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2603262798244100401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/07/ironias-da-convivencia-humana.html' title='Ironias da convivencia humana'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4TdkIxHrh4E/Tg4D4zPRs-I/AAAAAAAAB0c/CtHHCumiGrY/s72-c/Ironias%2Bda%2Bconvivencia%2Bhumana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-899258850405253681</id><published>2011-06-26T16:05:00.006-03:00</published><updated>2011-06-26T16:05:12.295-03:00</updated><title type='text'>Mudança de vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E1PR28Frb5U/TgeBSMBc_QI/AAAAAAAAB0E/GtdqqiyJTho/s1600/Mudan%25C3%25A7a+de+vida.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://4.bp.blogspot.com/-E1PR28Frb5U/TgeBSMBc_QI/AAAAAAAAB0E/GtdqqiyJTho/s320/Mudan%25C3%25A7a+de+vida.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, decidi fazer mudança de vida. E consegui!... Você nem imagina como estou me sentindo feliz!... Nem dá pra imaginar. Admito que, há muito tempo, vinha resistindo à mudança. Mas, hoje – a troco de nada mesmo -, resolvi mudar, radicalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira mudança foi correr atrás de (novas) noticias, para me atualizar neste ‘terreno’. Gente, sou outra pessoa!... Tanta informação, e eu, por tanto tempo, indiferente a tudo isso!... Sou outra – não há como não mudar de vida, depois de tudo que fui informada. E saber que todo dia tem mais informações – nossa!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ivete Sangalo emagreceu quinze quilos – como é que eu vivia, sem saber dessas coisas?... Aquela artista famosa (não guardei o nome) traiu o namorado, com aquele outro ‘famosão’ - como é mesmo o nome dele?... ‘Tô’ iniciando hoje - dá um ‘desconto’, vai. Tem outra. Aquela atriz de “As Panteras” revelou à imprensa que gosta de sexo (nossa! que revelação!). Ainda nem consigo imaginar quantas vezes por dia essa gente famosa vai ao banheiro – mas logo, logo, ficarei sabendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de agora, vou ter assunto, em qualquer “roda social”. Todo mundo vai gostar do meu papo, e vai querer saber mais detalhes. No começo, pode até faltar ‘repertorio’. Não tem problema. ‘Jogo’ aquela famosa pergunta pelos ares: Alguém sabe o nome da ‘loirosa’ que está saindo com o “ator global”?... Todo mundo vai querer saber de quem eu ‘tô’ falando – e eu nem sei. O nome mais lembrado será o (meu) escolhido pra sair com a “loirosa” (aquela que já “ficou” com o outro ator da novela das 2, das 3, das 4, das 5, das 6, das 7, das 8, das 9, das 10 – não importa). É assunto pra um dia inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é que eu sobrevivi, até hoje, sem saber que Elton John já recebeu premio de “pai do ano”?... E o passeio que Daniela Winnits (nem faço ideia quem seja na vida) fez com o filho dela, no shopping?... Como é que eu não sabia disso, antes?... O casamento da modelo de 24 anos com o milionario dono da Playboy, de 85 anos, não era por amor (óóóóóóóó!!!). Ah, Luana Piovani sabe andar de bicicleta direitinho, e pedalou, no calçadão, na companhia do namorado. Depois que eu soube disso, minha vida mudou!... Sou outra, agora!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o filho da Thaís Araújo, que nasceu há pouco tempo? Agora, o que eu nunca imaginei era que o pai da criança, Lázaro Ramos, achasse o filho “lindo” (surpreendente!)... Gente, eu nem imaginava que esse mundareu de informações existisse!... Cauã Reymond e Grazi Massafera passearam pelo calçadão, e depois almoçaram num restaurante. Sabe o que isso quer dizer?... Isso mesmo: o casal saiu pra passear, e almoçou num restaurante (uau!). Neymar, um dos craques do futebol, anunciou que será pai, aos 19 anos, mas não quer casar. E eu nem sabia – e vivia, nem sei como...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como eu consegui viver, tanto tempo, sem saber que há biografias, traduzidas para o mundo inteiro, de Justin Bieber, Lady Gaga, Amy Winehouse?... Nem consigo imaginar as historias de vida deles. Aqui, no Brasil, um dos maiores sucessos de vendagem de livros é a biografia da Banda Restart (ainda não sei o que é isso). Minha vida mudou, hoje – com-ple-ta-men-te!... Bon Jovi machucou o joelho, durante show, e gritou de dor (inimaginável!). Tudo isso acontecendo, e eu lá na praça, “dando milho aos pombos”. Mas agora já era. Sou outra pessoa. Mudei minha vida: Quem sou?... Onde estou?... Fui eu que escrevi isso?... (Devo ter batido a cabeça – só pode!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-899258850405253681?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/899258850405253681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/mudanca-de-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/899258850405253681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/899258850405253681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/mudanca-de-vida.html' title='Mudança de vida'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E1PR28Frb5U/TgeBSMBc_QI/AAAAAAAAB0E/GtdqqiyJTho/s72-c/Mudan%25C3%25A7a+de+vida.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7779841864981919683</id><published>2011-06-23T14:25:00.010-03:00</published><updated>2011-06-23T17:08:45.926-03:00</updated><title type='text'>O universo gira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uEOGAuVntNY/TY4-clX6OII/AAAAAAAABvc/4vWJWjK8pz0/s1600/O%2Bmundo%2Bgira.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588472848403019906" src="http://1.bp.blogspot.com/-uEOGAuVntNY/TY4-clX6OII/AAAAAAAABvc/4vWJWjK8pz0/s320/O%2Bmundo%2Bgira.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 290px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que tudo gira, no universo, já não é mais novidade, há muito tempo. O que algumas pessoas (ainda) não sabem é que são os planetas que giram - somente em torno do sol. Pessoas podem chamar (outras) pessoas de “sol da minha vida” (tem até musica, pra isso). Ainda assim, a vida de cada pessoa (que diz isso) não gira em torno daquele “sol”. Não se vive em razão de um só alguém. Até por que, se fosse assim, cada ser humano viveria “girando” em torno de si mesmo. E só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, tudo o que gira já não me anima. Uma labirintite me impede de qualquer animo neste sentido – nem girar, nem ser girada. Além de estar impedida (pela labirintite) de ficar girando, também, eu não suportaria conviver com um ‘mosquito’ girando em torno de mim. Eu morreria tonta. Não sei viver em função de um só alguém, nem suportaria ser a unica razão de viver de alguém. Não é justificativa – é mero segredo revelado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visto por outro angulo (estrabico), quem pensa que o universo gira em torno de si deve ter uma autoestima e tanto. Imagine você imaginar que tudo o que acontece é pra você, em função de você, por causa da tua existencia. Se assim fosse, tudo morreria com a tua morte, acabando com a natureza da vida: uma morte de cada vez. Mas não. A vida continua (até a morte, por que mais não sei). O universo gira, enquanto movimentos peristalticos fazem tudo girar no dentro de cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, em tempo: Depois de você ter me lido até aqui, se nos conhecemos, por favor, não venha me perguntar se foi em tua ‘homenagem’ que escrevi isso tudo. Seria reduzir o que penso, e o que penso não tem nome, muito menos RG, CPF, endereço, carnê das Casas Bahia, ou qualquer outra coisa. Quando cito alguém especificamente - escrevendo sobre, ou para -, costumo dar nome ao alvo (que é sempre publico).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que faço aqui é relatar o que penso, no momento, sobre fatos do meu cotidiano mediocre – coisinha insignificante, mais ainda, se comparada ao movimento uniforme dos planetas. Que os planetas continuem girando, já que os intestinos (ainda) não cumprem totalmente a função que lhes cabe, pois (que pena!) não liberam o que temos em excesso nos pensamentos - inclusive, o que acabei de escrever...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7779841864981919683?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7779841864981919683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/o-universo-gira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7779841864981919683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7779841864981919683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/o-universo-gira.html' title='O universo gira'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uEOGAuVntNY/TY4-clX6OII/AAAAAAAABvc/4vWJWjK8pz0/s72-c/O%2Bmundo%2Bgira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2455814661667925407</id><published>2011-06-17T13:17:00.000-03:00</published><updated>2011-06-17T13:17:57.695-03:00</updated><title type='text'>Anotações de agenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WV5h0vnaErw/Tft-AnvwLCI/AAAAAAAABz8/rGERvAOyM90/s1600/Anota%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Bde%2Bagenda.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 249px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-WV5h0vnaErw/Tft-AnvwLCI/AAAAAAAABz8/rGERvAOyM90/s320/Anota%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Bde%2Bagenda.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619223509209197602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, ainda quero escrever que Um Certo Capitão Rodrigo tencionava assassinar uma certa Capitu, numa certa Casa dos Budas Ditosos, antes do Amanhecer. E quero escrever também que, entre Perdas e Ganhos, a Rosa do Povo virou Água Viva, quando Dona Flor e Seus Dois Maridos resolveram Comer, Rezar e Amar, pertinho da Cabana do Pai Tomás, há Cem Anos de Solidão. Foi ali que Robinson Crusoé fez o Retrato de Dorian Gray no Purgatório, com O Processo de O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quero escrever ainda mais. Quero escrever que o Alquimista saiu, pela Rua dos Cataventos, com o Quincas Berro D’água, e foram, juntos, aos Cânticos, beber em O Cortiço. Por lá, encontraram Iracema, que trazia a Mensagem dos Capitães de Areia, que queriam as Memórias de um Sargento de Milícias. Nas Mil e Uma Noites seguintes, Mais Pesado que o Céu, Orlando juntou-se a outras Línguas de Fogo, que, num Sopro de Vida, com a Lucidez Embriagada, explicavam Como John Lennon Pode Mudar Sua Vida. Enquanto Agonizo, Gabriela Cravo e Canela visita Paulo Francis, que gargalha com as Piadas e Pegadinhas do Louro José e da Ana Maria, Por Quem os Sinos Dobram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também, quero escrever que, com A Morte de Peter Pan, Quando Nietzsche Chorou, Susan e Eu encontramos Dom Quixote Em Busca do Tempo Perdido, entre Crime e Castigo do Doutor Fausto, que colecionava As Flores do Mal, para presenteá-las à Madame Bovary. A Comédia Humana era perfeita para Os Irmãos Karamazov, que, Esperando Godot, liam A Fantastica Historia de Silvio Santos, Para Uma Menina Com Uma Flor. Na Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha caminhava nas Vinhas da Ira, enquanto Pais e Filhos de O Naufrágo tentavam domesticar O Lobo da Estepe. O Rinoceronte olhava, de soslaio, As Memorias de Adriano que os Seis Personagens em Busca de um Autor escreviam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero continuar escrevendo. Escrever que, Antes do Baile Verde, o Furacão Elis chamou A Turma de Mônica, para avisar Pixinguinha que Rita Lee Mora ao Lado, por que Assim falou Zaratustra. Ana Terra foi a Budapeste, para falar com O Advogado do Diabo, que passeava com O Xangô de Baker Street, enquanto Alice no País das Maravilhas gritava: Quem Mexeu no Meu Queijo? Nara Leão, com A Insustentável Leveza do Ser, respondeu, ao lado de Chico Xavier, na Paulicéia Desvairada: Não Fui Eu! Ao Sul de Lugar Nenhum, O Menino Maluquinho lamentava Livro de Mágoas, por perder a Bola na Rede para O Pequeno Príncipe, distraído em Brincar de Viver com Justin Bieber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quero escrever, ainda, que Leila Diniz reescrevia Os Sermões, quando os protagonistas da Tropicalia ou Panis et Circencis davam O Beijo no Asfalto, obedecendo O Alienista, que regava as Vidas Secas do Memorial de Maria Moura. Perto do Coração Selvagem, num Bom Dia Para Nascer, Macunaíma chamava Maysa, Só Numa Multidão de Amores, para comer a Maçã no Escuro, antes que O Tempo e o Vento passassem. Depois que Dorival Caymmi levou O Mar e O Tempo, A Viúva do Sargento Getúlio reclamou: Nem Vem Que Não Tem, e pediu A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, que estava envolvido no Caso das Rosas Amarelas e Medrosas, refugiadas na Tabacaria, com o Livro das Perguntas: Ou Isto Ou Aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero escrever que, na Boca do Inferno, Princesa Diana dava Milho Pra Galinha, Mariquinha, na companhia de Lady Gaga. O Dia em Que a Terra Parou foi quando Ariel embarcou em Um Bonde Chamado Desejo, e fez com que Canções da Inocência dessem A Volta ao Mundo em 80 Dias, na companhia de Freud Além da Alma, que dançava com Dercy Gonçalves, entre A Vida Secreta de Marilyn Monroe e A Biografia Definitiva de Bob Marley.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, um dia, quero escrever tudo isso – e mais algumas coisinhas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2455814661667925407?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2455814661667925407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/anotacoes-de-agenda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2455814661667925407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2455814661667925407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/anotacoes-de-agenda.html' title='Anotações de agenda'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WV5h0vnaErw/Tft-AnvwLCI/AAAAAAAABz8/rGERvAOyM90/s72-c/Anota%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Bde%2Bagenda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6606957198444198652</id><published>2011-06-15T16:05:00.007-03:00</published><updated>2011-06-15T16:06:00.273-03:00</updated><title type='text'>Pensar entristece</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L-18Fb0nZyQ/TcSkbzOq7lI/AAAAAAAAByw/xZN4zd7hwgo/s1600/Pensar%2Bentristece.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-L-18Fb0nZyQ/TcSkbzOq7lI/AAAAAAAAByw/xZN4zd7hwgo/s320/Pensar%2Bentristece.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603784633870904914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito tempo, ouço dizerem que “quem pensa, não casa”. Sei lá. Penso que pensar entristece. Se pensamos o tempo inteiro (por que outro jeito não existe), então, entristecemos mais ainda. Mesmo quando pensamos coisas alegres – é triste, por que (sabemos) tudo acaba. E não há como não entristecer com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não podemos parar de pensar, frear o pensamento, o negocio é ir pensando devagar, quase devagarinho. E ainda tem aquela de que “todo pensamento puxa outro pensamento” (sei lá de onde). Penso que precisamos ficar alertas, principalmente, quanto ao que pensamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo quando não queremos pensar – pensamos. Fatalidade. Há quem diga que não pensa (balela!). Pensa que não pensa – mas pensa. E pensar entristece. Melhor é nem admitir que pensa, por que, se admite, pensa ainda mais – e pensar (mais, ou menos) entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, conscientemente, pensamos nas vivencias boas que tivemos, ou temos, ainda assim, basta nos aprofundarmos cadinho – e o nosso pensamento entristece. Tudo acaba. Pior ainda, se pensamos na vida – o sentido da vida. Nem precisamos ter conhecimentos (bibliograficos) de filosofia – pensar entristece. Entristece mais ainda, se pensamos no que poderia ter sido – e não foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser humano carrega a sina do pensar, mesmo quando não quer. Por isso, passamos, quase a vida inteira, desviando pensamentos, fazendo malabarismos com o que nos pegamos a pensar, insistentemente. Mas não pensamos somente frustrações, decepções, desilusões, para constatarmos que pensar entristece. Absolutamente. De quando em vez, nos enxergamos rindo sozinhos, lembrando cenas da vida que já vivemos. Continuamos recordando, rindo, pensando, e entristecendo – por isso, ou por aquilo -, e percebemos, mais uma vez, que pensar entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há como fugir de todos os pensamentos. Às vezes, nem nos dispomos da vontade de deixar de pensar. E acabamos voltando aos mesmos pensamentos acalentados. Mesmo quando nos surgem novos pensamentos, ainda assim, pensar entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem gente que perde o sono, por tanto pensar. Tem gente que dorme demais, por tanto pensar. Tem gente que acha que nem pensa. No fundo de tudo isso – e de todos nós -, pensar entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas somos seres pensantes (que grande coisa!), e isso nos diferencia dos outros animais. Quantas vezes, invejamos os cachorros, os cágados, os tigres, os macacos, as hienas?... Eles não pensam – nunca vão saber que nascem, que vivem, que morrem. Nós todos sabemos, por que pensamos, mesmo quando desejamos não pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente, pensar entristece. E isso não é ironia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6606957198444198652?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6606957198444198652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/pensar-entristece.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6606957198444198652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6606957198444198652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/pensar-entristece.html' title='Pensar entristece'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L-18Fb0nZyQ/TcSkbzOq7lI/AAAAAAAAByw/xZN4zd7hwgo/s72-c/Pensar%2Bentristece.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1084455217342390859</id><published>2011-06-10T16:41:00.000-03:00</published><updated>2011-06-10T16:41:22.591-03:00</updated><title type='text'>Que nivel?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q0HVJT2j2ws/TfES94TQ8SI/AAAAAAAABzs/ILAuG3i01oU/s1600/Que%2Bnivel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q0HVJT2j2ws/TfES94TQ8SI/AAAAAAAABzs/ILAuG3i01oU/s320/Que%2Bnivel.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616291064602226978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antigamente - há pouco tempo, para um Brasil que tem pouco mais de 500 anos -, o termo “manter o nivel” pressupunha uma conotação de parametro (alto). Hoje, nem tanto, ou nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um pai, ou mãe, ainda ousa dizer “mantenha o nivel”, para um filho, ele (o filho) pode até questionar: Que nivel?... Isso, na melhor das hipoteses, pois o Brasil já tem lei, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, que proíbe qualquer tipo de castigo, inclusive castigos moderados (a ‘famosa’ palmadinha, por exemplo), às crianças e aos adolescentes. Agora, é assim: pai, mãe, ou responsável dá uma palmada num filho, pode ser denunciado (a), e, quem sabe, até preso (a). Este é o nivel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer mais?... Você quem pediu pra continuar lendo – por sua conta e risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre se ouviu que “nada se cria, tudo se copia”. Até aí, tudo certo. Hoje, os diretores de programas de televisão acham estar (ainda) lançando algum “quadro inédito”. Exemplo? Um programa de uma hora, com a participação de pessoas do povo, num estudio, reclamando do marido, da esposa, dos filhos, dos vizinhos, da sogra, do escambau, numa baixaria inimaginável. Horrível?... Não. Isso é pouco. Os outros diretores de programas, de outros canais de televisão aberta, reinventam a mesma ‘merda’, mantendo o nivel da baixaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda, sobre televisão: Os responsáveis (?) pelos noticiários perceberam que, quanto maior a tragedia, maior a audiencia. Azar o nosso – telespectadores passivos, cansados, depois de mais um dia de trabalho estressante, diante da televisão, na sala. Você pode pagar caro, dispor do maior pacote de tv a cabo do mercado, não tem saída: horário de notícias é sempre sangue escorrendo no tapete da sala. É desse jeito miserável, que todos os canais mantem o nivel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a televisão, tem mais ainda – merecidamente, aliás, já que é o aparelhinho mais existente, nas moradias brasileiras (mais até que geladeira). Quem não gosta de, pelo menos, uma vez por semana, assistir um programinha humoristico?... Seja no canal que for, todos os programas de humor não poupam farpas e pedras. É ‘tiro para todo lado’. Tudo começou (pelo que lembro), com piadinhas contra politicos, mas agora o nivel baixou (sempre pode piorar) pra todo mundo. Ninguém escapa do humor desrespeitoso - nem colegas de trabalho, da mesma tv, ou até desconhecidos, que podem ser mendigos, bebados, desdentados, doentes mentais, ou tudo isso num ‘pacote’ unico. Só não chame isso de “humor negro”, por que ninguém merece – muito menos os afrodescendentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No que tange à televisão, o nivel tem nome: ibope. E nós, que até sobrenomes carregamos, não temos o direito de escolha, por que qualquer canal disponível acompanha o nivel televisivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que alguém ainda lembra da expressão “politicamente correto”?... Olha o que os politicos estão fazendo – não só em Brasília, mas até em Cacha Pregos – no interiorzão da Bahia. O pior é que os politicos politicamente corretos são, a cada eleição, uma minoria cada vez menor – ‘minguados’ idealistas. Este é o nivel atual, com tendencia a um desnivel sempre mais acentuado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vamos tão longe. Permaneçamos dentro da nossa casa. Quando precisamos de um serviço (eletrico, ou hidraulico, por exemplo), o “tecnico” demonstra a maior tecnica (de “labia”), quando apresenta o orçamento de valor exorbitante. Se reclamamos, o dito ainda é capaz de dizer que não vamos encontrar serviço tão bom quanto o dele, ou mais barato. É esse o nivel de conversação, em qualquer contrato de serviço, sem direito a contraproposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagino que eu já tivesse nascido, quando ainda se falava em pecado – (quase) tudo era pecado. Alguém pecava, tinha de correr pra confessar ao padre, que, além da ladainha toda, impunha duras punições – sempre em nome do “Senhor”. Pois bem. Agora, ficamos sabendo – nós, pecadores mortais -, diariamente, que o nivel do (santo) clero, ao que parece, também baixou, chegando à pedofilia. No meio disso tudo, o Papa ainda discursa, do trono do Vaticano, que é contra o uso de preservativos (camisinhas) e contra a homossexualidade. Eis o nivel da “salvação”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode já estar desistindo de ler – não importa, continuarei escrevendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem gente que insiste em “estufar o peito”, e falar de nivel – como se houvesse nivel exemplar (real) acima do pior. Não é pessimismo meu. Pelo contrario. É preocupação. Tem gente que fala mal da educação publica brasileira, por exemplo, encaixando, nos comentarios tendenciosos, a palavrinha nivel. Que nivel pode haver, na educação, que seja, quando já não existe mais familia, e os filhos são criados por uma maioria incapaz de fazer outra coisa na vida, e ainda se orgulha, tantas vezes, por cumprir trabalho escravo?... São esses mesmos filhos que tem os pais mantendo o nivel - lá fora, no mercado de trabalho -, de exploração e usurpação da honra, da dignidade, e de tantos outros valores esquecidos pela ambição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lamentável que alguns brasileiros, nascidos nesta terrinha abençoada, só falem mal do Brasil. Lamento, por que não é só o Brasil que sobrevive neste nivel absurdo. Não é o Brasil que sai, mundo afora, matando civis inocentes, em nome do poder economico, a troco de uns barris de petroleo. Não é o nosso pobre rico Brasil que impõe ditaduras retrogradas, em nome de uma maquiada democracia moderna e independente. Não é o nosso Brasil que fica 'aiatolando' o mundo, a nivel tão grotesco, bem mais baixo que o universo selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso estar errada, em tudo o que penso. Mas é este o meu nivel atual de compreensão, e incompreensão também – por que a maior fatia do que escrevi aqui, sinceramente, eu não sei compreender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1084455217342390859?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1084455217342390859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/que-nivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1084455217342390859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1084455217342390859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/que-nivel.html' title='Que nivel?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q0HVJT2j2ws/TfES94TQ8SI/AAAAAAAABzs/ILAuG3i01oU/s72-c/Que%2Bnivel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7481838465920302896</id><published>2011-06-08T13:26:00.009-03:00</published><updated>2011-06-10T01:16:40.073-03:00</updated><title type='text'>“Mea culpa”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AQU02fGP4Tc/Te-hK-e2ooI/AAAAAAAABzk/W29-xvQq1x0/s1600/mea%2Bculpa.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AQU02fGP4Tc/Te-hK-e2ooI/AAAAAAAABzk/W29-xvQq1x0/s320/mea%2Bculpa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615884470297469570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois que assisti o Luís Fernando Veríssimo assumindo, fiquei pensando: Se ele assume, por que também eu não assumo?... A revelação de Veríssimo surgiu numa entrevista, na televisão – não lembro o horario, nem o dia, muito menos o canal de tv. Mas Luís Fernando Veríssimo confessou. E eu também quero confessar: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;‘Tá” certo, não sou filha do criador de um certo Capitão Rodrigo, não toco sax em banda de jazz, muito menos sou timidamente ousada, para criar personagens tão incríveis e inesquecíveis, como o analista de Bagé, ou o Ed Mort. Mas, cá entre nós, eu preciso aproveitar a carona do Luís Fernando, e também me confessar: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na entrevista, Veríssimo pareceu tão natural, ao relatar a confissão dele. Parecia estar em paz, e já não mais carregar o peso da culpa que (ainda) eu carrego. No meio de tantos assuntos, até pareceu que o escritor, cronista e musico resolveu, como eu agora, aproveitar a oportunidade, para revelar intimo segredo dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo que percebi, a confissão de Luís Fernando Veríssimo não havia sido planejada. No começo da revelação, ele pareceu, como sempre, timido, mas, logo depois, conforme relatava, ia ficando mais relaxado, confortável até, e já não mais aparentava “mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observando o sorriso envergonhado de Veríssimo, pensei imediatamente: Eu também cometi essa falta, e pouca gente ficou sabendo. Se ele pode revelar, por que não eu?... Até aí, tudo bem, mas, com o tempo, a confissão de Veríssimo ficou ‘martelando’ a minha cabeça: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta ousadia timida, sinto que não deve ter sido fácil para Luís Fernando Veríssimo confessar a “culpa”. Deve ter havido intensos debates entre ‘tico e teco’. A entrevista não era ao vivo. Por isso, penso que, depois da confissão, sentindo-se aliviado, ele nem pensou em pedir corte na edição. Eu também quero confessar, sem corte: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semelhante a Luís Fernando Veríssimo (talvez, ajude a comparação), também eu, nos meus tempos de “foca de redação”, no início de trabalho em jornal, tive de escrever horoscopos diarios. Sim. Fui o que o chefe de redação me chamava, na epoca: “horoscopista”. Pronto. Confesso: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem fiquei sabendo exatamente o que aconteceu com o astrologo do jornal, que já não podia mais entregar ‘pacotes’ mensais contendo as previsões astrologicas. O que lembro é que o pessoal da oficina do jornal pretendia republicar os horoscopos antigos. Presenciando a discussão com o chefe de redação, eu já me sentia conivente com aquela ‘tramoia’. Na epoca, eu (ainda) manifestava o que pensava, não mantinha o silencio que tenho hoje. De imediato, falei, sem ninguém ter me perguntado, que republicar horoscopo era desonesto, por que poderia haver leitores que colecionassem previsões astrologicas. As pessoas levavam horoscopo mais a sério que hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem mandou eu me meter na ‘cumbuca' dos outros?... Sobrou pra mim, obviamente. Sei que isso não justifica, mas foi o que pensei, nos meses seguintes. Ali mesmo, diante dos funcionarios da oficina, após meu breve e timido discurso sobre lealdade profissional (coisas de “foca” idealista), o chefe de redação me incumbiu a missão: “Então, você será, a partir desta edição, a nossa horoscopista, por que não há tempo para estudar astrologia agora”. Eu não podia, não queria, fugir do desafio. Aceitei – sem saber o que estava aceitando. “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que eu não era muito ‘chegada’ em horoscopo, previsões astrologicas, etc e tal. Depois daquela experiencia, então, até leio sobre o assunto, com muita reserva, questionando bastante. Mas encarei o desafio – durante meses, todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode estar perguntando o que eu escrevia, no horoscopo diario do jornal. Uma das coisas que mais lembro (não podia faltar) era previsão otimista, positiva. Afinal, pelo menos uma coisa boa nos acontece, todos os dias, né?... É preciso estarmos atentos aos ‘sinais’ (ainda hoje, penso assim). Acho que eu, literalmente, pisciana que sou, “viajava na maionese”, e (quem sabe?) até animasse os leitores mais suscetíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carreira horoscopista, como qualquer desvio momentaneo, acabou, meses depois. Não lembro se o astrologo titular retornou, ou se contrataram outro. Por isso – que fique bem esclarecido -, não há a menor possibilidade de ser minha alguma previsão astrologica, por mais ‘certeira’ que seja. “Joguei a toalha” – isso faz tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço ao Luís Fernando Veríssimo, que me permitiu a lembrança - e a confissão: “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7481838465920302896?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7481838465920302896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/mea-culpa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7481838465920302896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7481838465920302896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/mea-culpa.html' title='“Mea culpa”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AQU02fGP4Tc/Te-hK-e2ooI/AAAAAAAABzk/W29-xvQq1x0/s72-c/mea%2Bculpa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1854332499880000407</id><published>2011-06-01T11:28:00.004-03:00</published><updated>2011-06-01T11:50:01.749-03:00</updated><title type='text'>Não leia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bM1ejHSHq88/TeRz7GYmpTI/AAAAAAAABzQ/JbIDNVqqvX8/s1600/N%25C3%25A3o%2Bleia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bM1ejHSHq88/TeRz7GYmpTI/AAAAAAAABzQ/JbIDNVqqvX8/s320/N%25C3%25A3o%2Bleia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612738494773765426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia coisa alguma – livros, revistas, jornais, gibis, até bula de medicamento. Não leia. O ato da leitura vicia, e você já não vai mais poder viver sem. Não leia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, principalmente, se você costuma frequentar escola. Se você começa ler sem parar, vai passar escrever “embriaguês” diferente (embriaguez), por exemplo – para os colegas, você se tornará “metido à besta”. Não leia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, por que a grande maioria da maioria grande não lê coisa alguma – nem contratos que assina. Não leia, por que, senão, em qualquer escritorio, ou balcão, você será interpretado como “chato”, por ler tudo o que consta no documento que pede a sua assinatura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, pra não descobrir que aquelas mensagens que você recebe por email não são de autoria do nome que consta nas mensagens que você recebe por email. Não leia, pra não saber que Clarice Lispector não escreveu “Não te amo mais. Estarei mentindo dizendo que ainda te quero como sempre quis. Tenho certeza que nada foi em vão”. Não leia, pra continuar pensando, como todo mundo, que foi Shakespeare quem deixou escrito que “um dia você aprende que” (blá blá blá blá blá).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, senão você vai começar questionar tudo e todos – inclusive, e principalmente, você mesmo. Não leia, senão você vai se importar mais com as perguntas, que acomodar-se em respostas prontas. Mais confortável é – mesmo – não ler.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, por que, lendo, você se sentirá sozinho – mais, muito mais só do que hoje, do que ontem. Não leia, por que a maioria das pessoas com quem você convive, ou pode conviver, não lê, e parece feliz (?) assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, por que ler causa cefaleia, insonia, por que faz pensar. Às vezes, uma (aparente) inofensiva palavrinha pode desencadear um pensamento enorme (robusto), profundo demais, denso até.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, por que você será mal interpretado. Não leia, por que vão imaginar que você isso, você aquilo – e não é nada disso, nem daquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia, por que a leitura, sendo vicio, vai te instigar a ler, mais e mais, até quando você nem perceber. E, ainda por cima, como se não bastasse, livros e revistas custam caro. Pra muita gente, livro não é luxo – é lixo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Fuja das bibliotecas, guardadoras de palavras e pensamentos complicados. Se precisar apresentar algum trabalho que exija leitura, em sala de aula, recorra aos resumos prontos, disponibilizados pela internet. Arrisque Ctrl C – Ctrl V em textos por você desconhecidos. Melhor copiar, sem pensar, que ler, e pensar, questionar, elaborar, aprender, ensinar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não leia. Não leia coisa alguma, pra você se sentir fazendo parte – fazendo parte de quê?... Oras carambolas, não queira, agora, ler meus pensamentos... não vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1854332499880000407?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1854332499880000407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/nao-leia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1854332499880000407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1854332499880000407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/06/nao-leia.html' title='Não leia'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bM1ejHSHq88/TeRz7GYmpTI/AAAAAAAABzQ/JbIDNVqqvX8/s72-c/N%25C3%25A3o%2Bleia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6511843896624046509</id><published>2011-05-22T18:57:00.000-03:00</published><updated>2011-05-22T18:59:08.637-03:00</updated><title type='text'>Especial Colóquio sobre Clarice Lispector – Paris – maio/2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Organizado pelas professoras Maria Graciete Besse e Nadia Setti, foi realizado, nos dias 12, 13 e 14 deste mês, em Paris, o Colóquio Internacional sobre a obra da escritora Clarice Lispector. O grande evento contou com convidados brasileiros e internacionais, todos seguindo o tema do "Colloque": “Gênero não me pega mais” (frase que consta em “Água Viva”, um dos livros mais instigantes de Clarice Lispector).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “Colloque Clarice Lispector: Gênero não me pega mais” contou com participantes de diversos países, como França, Brasil, Canadá, Portugal, México, Itália, Holanda, Espanha, Estados Unidos, Porto Rico, e outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a devida permissão da professora Maria Graciete Besse, da Université Paris-Sorbonne, posto, aqui, videos com fotos do evento e entrevistas com alguns dos conferencistas do inesquecível Simposio.&lt;/div&gt;Os videos constam no blog: http://etudeslusophonesparis4.blogspot.com/2011/05/lectures-lispectoriennes-entre-europe.html#more&lt;div&gt;Fotos do grande evento:&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3c8059307a7e73f0" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v15.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3c8059307a7e73f0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331383622%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3E1C823329F683CDA4683FDD3A352BE8B81641A6.1BA37309BBEB3CF816B3547F1DC76C3DE3520021%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3c8059307a7e73f0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DxG5HzahM7hXiP7uEElA19ZOdBvM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" 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livrinhos de autoajuda, nem perca tempo aqui, pois, se me ler, estará arriscando gastar grana extra, na compra de mais autoajuda. O ultimo alerta: daqui pra frente (“tudo vai ser diferente” – não resisti, perdão pelo desvio), segue por sua conta e risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo antes dessa ‘febre’ de livrinhos de autoajuda - quando autoajuda era termo quase desconhecido -, eu já não simpatizava com as capas dos ‘cujos ditos’. Foi assim que decidi ler alguns (nem tantos), pra ‘derrubar’ de vez o estigma, e acabei constatando mais (pior) que eu imaginava. A autoajuda é mesmo para os autores, que, hoje, faturam alto, num ‘repeteco’ invejado por qualquer politico. Tem gente que diz até que muitos religiosos se esforçam, decorando livrinhos de autoajuda (que maldade!). Disso, não sei. O que sei é que, em tv a cabo, o que mais ‘rola’ na madrugada é programa religioso (“digrátis’, sem sair de casa), inclusive, com conselhos de religiosos, ao vivo, a muitos desesperados, que, provavelmente, não compram, nem lêem autoajuda, ou perderam o controle (remoto).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos de globalização, os livrinhos de autoajuda, traduzidos do ‘escambau’, despencam, nas prateleiras brasileiras, sem qualquer discriminação. Os temas são variadissimos, todos formando um grande dicionario basico – sinonimos que vão e vêm, entre frases e paragrafos (quase) rimados, fedendo melodrama de novela de sexta (categoria), filmada na prisão de Guantânamo. ‘Tô” exagerando?... Nada!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá muito entre nós, quando você paga (caro) por um livrinho de autoajuda, o que você ‘tá’ querendo mesmo é que alguém te descrimine, te isente do pecado mortal cometido. Pode observar, esses livrinhos todos têm sempre um consolo, uma justificativa, até despencar no lugar comum: “errar é humano”. Mas, e se você foi desumano – ‘cumé’ que fica?... Pelo menos, você consegue recursos (de linguagem), pra se expressar em tua defesa. Se vai convencer, ou não, depende do livrinho de autoajuda que você estudou (talvez, por não ser leitora assidua de autoajuda, eu não saiba me defender – pode até ser).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou tão boazinha (hehehehehehehe), que chego pensar que tudo e todos merecem perdão – não esse “eu te perdôo” da empafia moralista. Não. O perdão de si mesmo, por que o resto é o resto do resto do resto – e nada mais resta mesmo. Agora, se tem de pagar (com juros de correção) – já é outra historinha, né?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveito para adiantar que já tenho alguns titulos dos livros que pretendo escrever, e concorrer, no crescente mercado ‘autoajudatico’, em ‘prol da minha propria autoajuda’ (aguardo ‘pai-trocinios’):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- “Push” a vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Perca a memoria 4 minutos por semana&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Experimente mais linguas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Doença não é saúde&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O negocio é igreja&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sorria mais com botox&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Espelho engorda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você pode, e se ‘fode’!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- De prego a martelo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- As doenças mais lembradas pelos hipondriacos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Diga não ao ultimo biscoito do pacote!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Um dia, você morre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tecnicas nunca testadas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O sal da areia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A vida é Hollywood&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Descansa a tua poupança&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Loira não é Xuxa com farofa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aprenda consoantar vogais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O resto é o que resta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Faça alambique do limoeiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pague para sair&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não chore à toa: Corte cebola&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tire duvidas sem dividas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O segredo do sucesso está nos programas policiais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando Paulo não é Coelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que nenhum BBB mostrou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O degrau da educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você não fosse, você já era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- De salto na praia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-- Coleção Faça Você Mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tire o cisco do seu olho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cuspa na sua testa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dê um pé na sua propria bunda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deixe de trabalhar para você mesmo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Recicle papel higienico usado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aprenda calar em publico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Teste sua paciencia na fila do SUS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sirva seu proprio copo d’agua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Traia você mesmo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ‘Cague’ na tua cabeça!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como sobreviver sem cartão de credito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Derrube a cerca e não pule&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Assoe o nariz no pano de prato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- +#@#$%&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você é Justin Bieber!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Supere a separação sem mudar o penteado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seja o pão da manteiga&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Convença a si mesmo: Você é melhor que o pior!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vire para o lado e durma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Peidou? Assovia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois dessa ‘merda’ toda que você leu aqui, ainda quer seu livrinho de autoajuda?... Então, vá ler seu livrinho de autoajuda, com os pés descalços - claro! -, em cima de um formigueiro (o maior que você encontrar)... e boa leitura!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7960177405207667703?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7960177405207667703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/autoajuda-que-nao-ajuda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7960177405207667703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7960177405207667703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/autoajuda-que-nao-ajuda.html' title='Autoajuda que não ajuda'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-G3WZDTi0qbI/TcSjt8DeoQI/AAAAAAAAByo/lHbFE4LygO0/s72-c/Autoajuda%2Bque%2Bn%25C3%25A3o%2Bajuda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3134519454865934530</id><published>2011-05-13T15:42:00.006-03:00</published><updated>2011-05-14T02:24:59.541-03:00</updated><title type='text'>Mais sexta-feira 13</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sHq_N3htTLM/TcSiHY6UUvI/AAAAAAAAByY/Pxe_bmUVgi4/s1600/Mais%2Bsexta-feira%2B13.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sHq_N3htTLM/TcSiHY6UUvI/AAAAAAAAByY/Pxe_bmUVgi4/s320/Mais%2Bsexta-feira%2B13.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603782084185576178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor não sair de casa, não cruzar debaixo de escada, nem arriscar enxergar um gato preto pelo caminho. Já estamos na sexta-feira 13, e não há como tirá-la do calendário. É sexta-feira mesmo – e 13. Aproveite bastante – o maximo – a sexta-feira 13 que já chegou, neste mês de maio, pois parece que é a unica deste ano. Coloque pra fora todas as suas superstições – se possivel, sem exagero, sem muito sal grosso (guarde para o churrasquinho do final de semana).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que importa mesmo é que algum dia desta semana é sexta-feira 13 – dia que tem as mesmas 24 horas, os mesmos 1.440 minutos e aqueles costumeiros 86.400 segundos. Até aí, “nada de novo no front”. O novo fica por conta do dia (13) coincidir com a sexta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até na superstição da sexta-feira 13, tem Jesus Cristo, que, dizem, foi crucificado numa sexta-feira santa. Eu não estava lá, para saber (nem você, suponho). E tem gente que ainda conta que o numero 13 (cabalistico e considerado do azar) também tem a ver com Jesus. Na ultima ceia, antes de ser crucificado, Cristo teria se reunido com os 12 apostolos (12 + 1 = 13). Cá entre nós, muita sorte mesmo, hein?... Pelo que dizem, os 13 se despediram numa sexta-feira – e a gente tem conhecimento dessa historia, até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda tem aquela historinha da “Ordem dos Cavaleiros Templarios”, que, segundo consta (sei lá onde), irritou tanto o Rei da França, Filipe IV, que “o belo” mandou os suditos prenderem, excomungarem e queimarem na fogueira todos os templarios que encontrassem. A ordem foi feita numa sexta-feira 13 (alguém duvida?). Com certeza, foi um azar e tanto – para os templarios, que acabaram deixando de existir mesmo. Coisas da historia da humanidade, da qual fazemos (ainda) parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São tantos os fatos - contados e recontados -, que nem se tem como relacioná-los todos. E cada vez mais aparecem outros, pra justificarem a crendice, e alimentarem a superstição em relação à sexta-feira 13. Nisso tudo, fica a certeza, mais uma vez e sempre, de que tudo, tudo mesmo, passa – até a sexta-feira 13, que será naturalmente ultrapassada pelo sabado 14, neste mês, neste ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os petistas é que parecem estar de bem com o número 13. Lula saiu da presidencia, com 89% de aprovação popular, e Dilma está com 73% de aceitação dos brasileiros. Isso, sem precisar matar lider terrorista, e ainda provar, depois, com exibição de exame de DNA. Dizem que “Mr. President Obama” teve aumento de 11% de popularidade, depois que conseguiu, finalmente, pôr fim à vida de Osama Bin Laden. E a gente ainda admira a criatividade daqueles caras cineastas hollywoodianos, achando que aquelas estorinhas todas de “mocinho e bandido” são coisas que permanecem só no cinema...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3134519454865934530?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3134519454865934530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/mais-sexta-feira-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3134519454865934530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3134519454865934530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/mais-sexta-feira-13.html' title='Mais sexta-feira 13'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sHq_N3htTLM/TcSiHY6UUvI/AAAAAAAAByY/Pxe_bmUVgi4/s72-c/Mais%2Bsexta-feira%2B13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7820008450149006730</id><published>2011-05-12T20:01:00.003-03:00</published><updated>2011-05-14T02:25:38.108-03:00</updated><title type='text'>Clarice Lispector em Paris</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-To1JcolaMYo/TcnFs1xxn8I/AAAAAAAABy4/P4-f1o3ht44/s1600/Clarice%2BLispector%2Bem%2BParis.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605228585380061122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-To1JcolaMYo/TcnFs1xxn8I/AAAAAAAABy4/P4-f1o3ht44/s320/Clarice%2BLispector%2Bem%2BParis.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A partir de hoje, minha alma está em Paris – minha alma muda de endereço, até sabado que vem, quase sem avisar. Não por que Paris é Paris – a “cidade luz”. Absolutamente. Poderia ser no mais longinquo sertão – minha alma estaria lá. Nesses dias 12, 13 e 14 de maio, Clarice Lispector está em Paris, sendo assunto principal de um Colóquio unico, que reúne escritores, criticos, estudantes, literatos, professores, todos leitores fascinados por ela: Clarice. Por isso, tem muita gente que viajou, nesses dias, a Paris – sem pensar na Torre Eiffel.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acho que os participantes do Colóquio nem ousam tentar definir – desvendar – Clarice Lispector. Antes e acima de tudo, me parece que vão mesmo soprar as cinzas da memória, reavivar Clarice – escrita e trajetoria de vida. E o tema do Colóquio vem bem a calhar, como alerta: “Gênero não me pega mais”. Essas palavras de Clarice permanecem entranhadas em uma das obras dela – Água Viva: “Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou em um estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal, a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. Parece com momentos que tive contigo, quando te amava, além dos quais não pude ir, pois fui ao fundo dos momentos. É um estado de contato com a energia circundante e estremeço. Uma espécie de doida, doida harmonia”.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pelo que estou acompanhando, quanto à divulgação, parece que muitos leitores brasileiros de Clarice não têm conhecimento do grande evento. Os dois primeiros dias do Colóquio acontecerão na “Maison du Brésil”, na “Cité Universitaire”, e o último dia será na “Université Paris”. O Colóquio Internacional é organizado por Maria Graciete Besse (Université Paris-Sorbonne) e Nadia Setti (Université Paris VIII), com apoio do Instituto Emilie du Châtelet.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O Colóquio contará com conferencistas renomados. O “primeiro tempo” do evento terá palestras de Maria Graciete Besse (França), Nadia Battella Gotlib (Brasil), Elena Losada (Espanha), Benjamin Moser (Estados Unidos) e Claire Varin (Canadá). Ainda, no final do dia 12, haverá mesa redonda, com a participação de Eliane Vasconcellos (Brasil), Lorette Coen (França), Sévérine Rosset (França), e, por fim, exibição de filme. Na sexta-feira 13, as atividades do Colóquio “Leituras Lispectorianas entre Europa e Américas” prosseguem, com as conferências de Rosi Braidotti (Holanda), Evando Nascimento (Brasil), Maria Graciete Besse (França), Joana Masó (Espanha), Lúcia Cherem (Brasil), Arnaldo Franco Jr. (Brasil), Gabriela Garcia Hubard (México), Carlos Mendes Sousa (Portugal), João Camillo Penna (Brasil), e, para finalizar o dia, espetaculo de leitura de Gabriela Scheer (França).&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Para o último dia do evento, sábado (14), o programa prevê conferências com Silvia Ostuzzi (França), Luisa Muraro (Itália), Michéle Ramond (França), Mara Negrón (Puerto Rico), Nadia Setti (França), Fernanda Coutinho e Vera Moraes (Brasil). Após a conclusão do Colóquio, os participantes confraternizarão, em grande almoço.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Diante de tal evento, prefiro silenciar, no aguardo de noticias do lado de lá. Para fazer companhia ao meu silencio e à minha espera, leio e releio Clarice:&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;“Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia”. (do livro “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres" – Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7820008450149006730?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7820008450149006730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/clarice-lispector-em-paris.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7820008450149006730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7820008450149006730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/clarice-lispector-em-paris.html' title='Clarice Lispector em Paris'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-To1JcolaMYo/TcnFs1xxn8I/AAAAAAAABy4/P4-f1o3ht44/s72-c/Clarice%2BLispector%2Bem%2BParis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-746553102509092646</id><published>2011-05-09T01:11:00.003-03:00</published><updated>2011-05-09T01:11:29.043-03:00</updated><title type='text'>Ser pensante é perigoso</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GWalb1lnAvw/TcSip8fMQJI/AAAAAAAAByg/1LnytmOfNvY/s1600/Ser%2Bpensante%2B%25C3%25A9%2Bperigoso.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GWalb1lnAvw/TcSip8fMQJI/AAAAAAAAByg/1LnytmOfNvY/s320/Ser%2Bpensante%2B%25C3%25A9%2Bperigoso.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603782677851029650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuidado com os seres que não seguem a ‘boiada da vida’. Cuidado com os seres que seguem na contramão. Cuidado, muito cuidado – ser pensante é perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuidado com o ser pensante em casa, na faixa de segurança, na roda de amigos, no cinema, na rua, no banheiro publico, no botequim, na praia, na fabrica, no balcão, no velorio, no metrô, na fila de banco, na palestra, no mercado. Cuidado com o ser pensante na vizinhança, no avião, diante da televisão, no trabalho, na reunião, no estadio de futebol, no baile, na repartição publica, na praça, no navio, na internet, lendo jornal, no restaurante, na esquina, no onibus, na escola, no culto religioso, no cinema, no trem, na cerimonia de casamento, no transito. Cuidado com o ser pensante  vendendo pipoca, na farmacia, em viagem turistica, na sala de aula, na padaria, no escritorio, lavando louça, na chacara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante é perigoso – em todo lugar, pra todo mundo, em todos os tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante está sempre pensando, mas não distraído. Vive a vida, e ainda pensa. Faz o que todo mundo faz, e ainda pensa. Quando questionado sobre o que está pensando, nem assim, o ser pensante deixa de pensar, e responde: Só pensando. O ser pensante não chega dar nome ao que pensa, por que pensa o que não tem denominação. E ainda pensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante pode ser gordo, magro – ou nem isso, nem aquilo. Ser pensante pode ter estatura alta, ou baixa, usar óculos, aparelho nos dentes, colostomia, tatuagens, muletas, lentes, cicatrizes, platina nos ossos, livro debaixo do braço, bengalas, coleção de borboletas. O ser pensante usa os mesmos disfarces do ser não-pensante - e segue, incolume, pensando, pensando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante sente medo, fome, alegria, raiva, amor, dor de dente, sede, inveja, saudade, colica, insegurança, emoção, sono, desejo, cansaço, tristeza, ciúme, pavor, enjoo, calma, dor, fobia, insonia, euforia, solidão, revolta, angustia. Ser pensante sente tudo que o ser não-pensante sente – e ainda pensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante, quando fala, fala por que pensou, ou não quer pensar. Ser pensante dificilmente é identificado por ser não-pensante: Se um pensa, o outro não pensa que um pensa. E já não há mais o que pensar a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser pensante é perigoso – não há motivo evidente, mas é perigoso. Ser pensante não pára de pensar, e não parar de pensar pressupõe pensar mais, pensar além, pensar, pensar ilimitadamente, infinitamente. Para o ser não-pensante, pensar demais, pensar além, pensar é coisa de ser pensante – perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns seres pensantes sabem ler – outros não, mas agem com tamanha lucidez, como se simplesmente não lessem mais, e continuam pensando. Alguns até escrevem – outros não, mas estão sempre escrevendo historias na vida, pensando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Identificá-los?... é tão simples, bem mais que identificar os seres não-pensantes. Até por que a maioria foge do ser pensante, e segue a ‘boiada’. Na contramão, eles reaparecem – os seres pensantes -, como nunca, como sempre. Ser pensante é perigoso: cuidado com ele, cuidado com você, se você (também) pensa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-746553102509092646?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/746553102509092646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/ser-pensante-e-perigoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/746553102509092646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/746553102509092646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/ser-pensante-e-perigoso.html' title='Ser pensante é perigoso'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GWalb1lnAvw/TcSip8fMQJI/AAAAAAAAByg/1LnytmOfNvY/s72-c/Ser%2Bpensante%2B%25C3%25A9%2Bperigoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1179499990592631589</id><published>2011-05-08T00:03:00.011-03:00</published><updated>2011-05-08T00:14:49.576-03:00</updated><title type='text'>Mãe é mãe</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sxjCcHht5Ok/TcShiSpDIdI/AAAAAAAAByQ/2MZjzQVN4Yw/s1600/M%25C3%25A3e%2B%25C3%25A9%2Bm%25C3%25A3e.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603781446847373778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-sxjCcHht5Ok/TcShiSpDIdI/AAAAAAAAByQ/2MZjzQVN4Yw/s320/M%25C3%25A3e%2B%25C3%25A9%2Bm%25C3%25A3e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tanto se escreve, tanto se homenageia as mães, mas nada, nada mesmo do que já foi escrito (ou será), nenhuma homenagem que já foi prestada (ou ainda será), reconhece, de fato, de direito, o “ser mãe”. Não há definição – simplesmente. Mãe é mãe – e pronto. Mãe de todos os filhos. Mãe de todos os dias. Mãe.&lt;br /&gt;Quando julgadas, as mães podem ser boas, ou ruins, como também podem ser julgados os pais, os filhos, e todos os espiritos que não são santos. Mas mãe é sempre mãe. Pai é sempre pai. Filho é sempre filho. Familia nem sempre é familia. E não se fala mais nisso.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Cá (muito) entre nós, a imagem da mãe sempre nos reporta a alguma coisa que emociona. Quando ouvimos, falamos, ou pensamos mãe, dificilmente, lembramos daquelas que engravidaram e abortaram seus fetos, ou deixaram-lhes à propria sorte, em alguma lixeira, ou latrina qualquer. Não. Quando pensamos mãe, o que nos chega é a imagem personificada do amor e do acolhimento – sem julgamentos.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Agora mesmo, pensando a respeito, lembro que, há alguns anos, entrevistei uma garota de 14 anos, que recém havia tido uma filhinha. Extasiada, olhos arregalados, a menina-mãe me relatou o que sentiu, quando viu a filha, pela primeira vez: “Era um pedaço da minha carne se mexendo, com vida, fora de mim, e parecia a boneca mais linda que eu nunca tive”.&lt;br /&gt;Acho que cada ser humano, independente de ser, ou não, mãe, dá o que tem, faz o que pode, o que acredita, o que se sente capaz de fazer. Por isso, pra mim, mãe (seja quem for) não é deusa, nem a onipotencia da perfeição. Para os filhos, pelos filhos, com os filhos, o melhor dela (mulher-mãe), sempre. Mãe é mãe – e pronto. Entre erros e acertos, continua sendo mãe.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A gente não pode pensar que mãe não sofre, achando que mãe sublima tudo, por que não há, para qualquer ser humano, sofrimento sublimado. A gente até sublima sentimentos, mas sofrimento já é demais. Pode haver mãe que discorde de mim, mas é o que realmente penso: Sofre, tá sofrido, é sofrimento. Não importa se sofre por causa dos filhos, ou por outro motivo: Mãe é ser humano (que sofre também). E isso não tem nada de paraíso, não. Acho que as que mais sofrem são as mães dos juízes de futebol – todos eles, com certeza, já foram e são xingados, aos gritos, de “filho-da-puta”, não mais nos estadios (por causa da lei), mas – ainda e sempre - nos bares, nas casas, nos bate-papos de esquina, nas salas de reuniões, nos banheiros publicos, nas praças – por todos os lugares, perto, ou longe, dos estadios de futebol.&lt;br /&gt;Ouço mulheres comentarem que não tiveram tempo de preparo pra serem mães – a gravidez chegou de surpresa. Penso que não há como se preparar pra maternidade. Viver, mesmo sem ser mãe, já é um susto. E cada filho, como a propria vida, é uma surpresa – intrinsecamente inimaginável. Quando me depáro com mães de ‘primeira viagem’, que me consultam se estão agindo certo (como se houvesse cartilha de como ser mãe), vou logo assegurando-lhes: É isso mesmo, continuem fazendo o melhor de vocês, que os filhos, de algum jeito, respondem, ou correspondem – isso é ser mãe.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Que ninguém imagine que já leva o titulo de mãe, por que troca fraldas, dá banho, e amamenta. Que ninguém imagine que ser mãe é profissão protegida por leis, estatutos, com tempo cronometrado de validade. Que ninguém imagine que ser mãe é entrar em cena, somente quando escuta o chamado dos filhos. Que ninguém imagine que ser mãe tem dias ou noites de folga, pagamento de horas extras, remuneração especial em feriados, finais de semana, 13º salario, ferias, aposentadoria, planos de saúde e seguro de vida. Que ninguém imagine mais, nem menos, do que é ser mãe. Mãe é mãe. E não se fala mais nisso, até o proximo Dia das Mães. Ponto final.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1179499990592631589?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1179499990592631589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/mae-e-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1179499990592631589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1179499990592631589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/mae-e-mae.html' title='Mãe é mãe'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sxjCcHht5Ok/TcShiSpDIdI/AAAAAAAAByQ/2MZjzQVN4Yw/s72-c/M%25C3%25A3e%2B%25C3%25A9%2Bm%25C3%25A3e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4095496352322533699</id><published>2011-05-04T10:07:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T10:08:39.065-03:00</updated><title type='text'>Individualismo salvador</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vl5-D6EoDwE/TcB9DNLe6BI/AAAAAAAABx4/yn7ZMIO_Rtw/s1600/Individualismo%2Bsalvador.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 265px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vl5-D6EoDwE/TcB9DNLe6BI/AAAAAAAABx4/yn7ZMIO_Rtw/s320/Individualismo%2Bsalvador.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602615430479800338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No “amansa-burro”, ‘tá’ lá: “Individualismo - s.m. Tendência a não pensar senão em si. Tendência a libertar-se de toda solidariedade com seu grupo social, a desenvolver excessivamente o valor e os direitos do indivíduo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só pra variar, vou na contramão daqueles que enxergam e pensam tão-somente no individualismo “malefico”. Acho que existem beneficios (tantos!), no individualismo. Tudo é uma questão de ‘vista do ponto’. Pelo menos, o individualista pensa em alguém: nele mesmo. E já não estamos mais naquela “Faixa de Gaza” – matar ou morrer, tanto faz. Na minha opiniãozinha mediocre, o individualismo pode nos salvar – uns dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O individualismo apresenta uma ‘vantagem vantajosa’ para todos nós: O individualista cuida só da propria vida, sem se importar com a vida dos outros. Se continuarmos seguindo o caminho do “individualismo desenfreado”, com o qual tanta gente se preocupa, a fofoca será extinta do nosso planetinha, e já não seremos mais obrigados trocar de canal, quando vierem aqueles programinhas de ‘milionesima categoria’, inventando fofocas, pra ver se algum telespectador incauto acredita nelas. Com o “individualismo dominante”, acabarão os “reality shows”, por que não haverá mais publico pra aplaudir exibicionismos em busca de segundinhos de fama. Sem aplausos, que empresa vai querer patrocinar aquela ‘merda’ toda?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O individualismo salvador surpreenderá a todos, quando cada um se aperceber fazendo tudo ser melhor que é, concentrando-se em si mesmo. Se cada individuo cuidar de si mesmo, pode estar em paz, e é assim que vai conviver com os demais individuos: que o outro (individuo) seja como for, tenha o que tiver, faça o que fizer, e o outro (individuo) estará pensando/agindo do mesmo jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, de fato, o individualismo é primo irmão do egoísmo, estamos (finalmente!) seguindo um caminho correto. Imagine cada governante pensando no proprio país, sem se meter no país vizinho, sem falar mal dos outros países, nem convocar soldados pra sair matando estrangeiros. Imagine um monte (zilhões) de seres individuais e individualistas convivendo – cada qual estará ‘na sua’ (na dele – de cada um), sendo o melhor que pode ser, por saber de si mesmo. Se cada um cuidar de si mesmo, o mundo pode ficar melhor pra todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu defendo a pratica individualista – egoísta mesmo – de ser e conviver. Pra que manter a hipocrisia de dizer que pensa no outro, se o que, na realidade, faz é invejar o outro, falar mal do outro, inventar fofocas sobre o outro, não suportar a alegria e a felicidade do outro, querer fazer com que o outro seja outro?... Eu sei, eu sei – tudo isso também é pensar no outro. Mas, diante disso, o melhor é nem pensar mais no outro. Deixa que o outro pense nele mesmo. Você pensa em você. Eu penso em mim. E cada um pensa só em si mesmo. Não há eternidade, nesta vidinha humana, pra gente ficar mais de olho na vida dos outros do que na nossa propria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar em si mesmo já é, na minha visão estrabica, uma evolução humana. Se cada um cuida de si – todo mundo está sendo cuidado, amado, respeitado. Por isso, cada ser humano tem vida unica – pra cuidar de si, e crescer, amadurecer, apodrecer até, se quiser. Acho mesmo que isso até justifica por que a primeira pessoa, de toda conjugação verbal, é sempre: EU. Mas, se alguém insistir em pensar nos outros, há tantos lugares onde o poder sobre os outros é exercido (com tantas dominações e denominações), e ainda aceitam “dizimo para ajudar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que fique bem (ou mal) claro: Não quero ter razão alguma – nem no que escrevo, nem no que falo, e, principalmente, no que penso. Razão, pra mim, é uma coisinha chata, que pesa como responsabilidade imposta, que exige coerencia em todos os tempos verbais, por toda vida. Por isso, eu e a razão nunca tivemos, por menor que fosse, uma boa convivencia. Sem razão alguma - viva o individualismo, que nos faz olhar mais para nós mesmos!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4095496352322533699?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4095496352322533699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/individualismo-salvador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4095496352322533699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4095496352322533699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/individualismo-salvador.html' title='Individualismo salvador'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vl5-D6EoDwE/TcB9DNLe6BI/AAAAAAAABx4/yn7ZMIO_Rtw/s72-c/Individualismo%2Bsalvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5265345883348603397</id><published>2011-05-01T00:44:00.005-03:00</published><updated>2011-05-01T00:49:28.344-03:00</updated><title type='text'>Trabalho: prazer, ou tortura?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ARpGTgj-6-k/Tbxjih6j9vI/AAAAAAAABxo/P5L2dkC1OBY/s1600/Trabalho%2Bprazer%2Bou%2Btortura.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601461481412753138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ARpGTgj-6-k/Tbxjih6j9vI/AAAAAAAABxo/P5L2dkC1OBY/s320/Trabalho%2Bprazer%2Bou%2Btortura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;De um jeito ou de outro, crescemos e trabalhamos – às vezes, o trabalho começa na infancia mesmo, quando nem sabemos o que isso e tantas outras coisas significam. Afinal, que relação a gente mantém com o trabalho: prazer, ou tortura?...&lt;br /&gt;Já que pensar não me dá tanto trabalho assim, lá vou eu pensar em trabalho. Não no meu trabalho, pois este eu já penso mais que suficiente, e cumpro. ‘Cada lugar na sua coisa’. Cá entre nós, pensar em trabalho (dependendo do trabalho, obviamente) dá menos trabalho que o trabalho propriamente dito.&lt;br /&gt;Na “wikipédia”, trabalho é “tripalium (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripalium”. Talvez, por isso, tem tanta gente que procura (e encontra) trabalho que causa infelicidade. Infelizmente, há muita gente que quer justificar a propria vida frustrada, trabalhando e reclamando do trabalho. Esquece que poderia procurar outra oportunidade, para realização profissional. ‘Por que simplificar a vida, se dá pra complicar?’...&lt;br /&gt;Como em tudo, na vida humana, há inimagináveis tipos de trabalhadores. Tem gente que leva ao pé da letra a maxima “dar a vida pelo trabalho” – que o digam os ‘discipulos’ do Osama Bin Laden. Não é o nosso caso, aqui no Brasil (ainda bem!). Não me refiro ao “workaholic”, que é a criatura viciada em trabalho. Não. Onde tem vicio, ainda assim, existe algum prazer.&lt;br /&gt;Tem gente que trabalha de mau humor, como se necessitasse ser assim. Tudo cansa, desde o inicio do dia – que acaba sendo um dia mais cansativo ainda, justamente por causa disso. Há outros que trabalham na maior alegria, esbanjando bom humor. Independente de, todo trabalho dá trabalho mesmo – não tem jeito. Até existe um dito popular falando sobre: “Feliz é a pessoa que faz o que gosta, pois essa não precisa trabalhar”. A autoria, antes que você pense que se trata de Chico Xavier, Clarice Lispector, ou Fernando Pessoa, é desconhecida. O que se deduz é que a frase foi dita por alguém de bem com a vida.&lt;br /&gt;Todo e qualquer trabalho pode representar prazer, ou tortura. Somos nós, como sempre, só pra variar, que ‘vestimos’ e ‘revestimos’ o proprio trabalho. Pode observar que, em qualquer empresa, cada funcionario trabalha de forma diferente. Não é só a função que difere, mas o jeito com que é conduzido o trabalho. Com toda certeza, o bom humor alivia pra caramba qualquer atividade. Gente chata, ranzinza, que trabalha reclamando (“oh, vida! oh, céus!”), deixa qualquer ambiente infeliz – inclusive, no trabalho. Isso, todos nós temos de reconhecer. Quem suporta o mau humor?...&lt;br /&gt;Tem gente que vive repetindo que “o trabalho dignifica o homem”. Numa hora dessas é que penso que ser mulher tem mesmo suas vantagens. Brincadeirinha... Eu penso que dignidade permeia por toda vida – mesmo quando não parecemos estar trabalhando. Pra mim, dignidade é algo abstrato, uma coisinha muito particular de cada um. O trabalho pode até dignificar (“o homem”, que seja), mas respeito, bom humor, gentileza, boas ações (até para com a gente mesma) também dignificam – dependendo do momento, até mais.&lt;br /&gt;Mas hoje é Dia do Trabalhador – um feriado em pleno domingo. Por isso, merecemos homenagens. Nada melhor que aquela musiquinha de 1976, “Soy Latino Americano”, de Livi e Zé Rodrix (alguém lembra?):&lt;br /&gt;“Meu caminho pro trabalho&lt;br /&gt;É um pouco mais comprido&lt;br /&gt;Eu vou sempre pela praia&lt;br /&gt;Que é muito mais divertido&lt;br /&gt;Chego sempre atrasado&lt;br /&gt;Mas eu não corro perigo&lt;br /&gt;Quem devia dar o exemplo&lt;br /&gt;Chega atrasado comigo&lt;br /&gt;E diz:&lt;br /&gt;- Soy Latino Americano&lt;br /&gt;E nunca me engano&lt;br /&gt;E nunca me engano&lt;br /&gt;Soy Latino Americano&lt;br /&gt;E nunca me engano...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Escrever isso aqui me deu um trabalho – nem tenha o duplo trabalho de imaginar e acreditar. Vou ali, descansar cadinho. Bom descanso ‘procê’ também.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5265345883348603397?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5265345883348603397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/trabalho-prazer-ou-tortura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5265345883348603397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5265345883348603397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/05/trabalho-prazer-ou-tortura.html' title='Trabalho: prazer, ou tortura?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ARpGTgj-6-k/Tbxjih6j9vI/AAAAAAAABxo/P5L2dkC1OBY/s72-c/Trabalho%2Bprazer%2Bou%2Btortura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2129572337445483471</id><published>2011-04-26T11:33:00.002-03:00</published><updated>2011-04-26T11:33:38.781-03:00</updated><title type='text'>O tal “olhômetro”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vC6-3YoRCjA/Tba6aob7NBI/AAAAAAAABxg/h8dPoqJ0X9M/s1600/O%2Btal%2Bolh%25C3%25B4metro.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 245px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vC6-3YoRCjA/Tba6aob7NBI/AAAAAAAABxg/h8dPoqJ0X9M/s320/O%2Btal%2Bolh%25C3%25B4metro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599868153375699986" /&gt;&lt;/a&gt;Quase sempre tem alguém que gosta de alguma “gororoba” que preparo. Tem gente, inclusive, que me pede a receita. O que respondo é a realidade: não tenho receita, preparo com base no tal “olhômetro”. Um pouco disso, um pouco daquilo, ou nem isso, nem aquilo (pra variar) – às vezes, até sem provar. O mais incrivel é que, quase sempre, dá certo.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que também faço isso com a vida, a minha vida, na vida. Só no “olhômetro” mesmo. E acho mais. Acho que a maioria dos seres humanos também faz o que eu faço. Até por que não há tempo para longas e grandes divagações. A vida nos surpreende, nos assusta, e nos arremessa a decisões inimaginaveis. Aí, então, entra em ação o “olhômetro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “olhômetro” pode ser a experiência, ou a intuição, ou ‘ambas as duas’ coisas – ou até mais, ou menos, que isso, ou nada disso (sempre resta essa possibilidade). Acionando o “olhômetro”, você faz como faz na cozinha: Até fareja. Olha daqui. Olha dali. Olha de cima. Olha debaixo. Olha de todos os angulos. Olha,pra depois tomar alguma atitude – ou não. Às vezes, é necessário adicionar sal, açúcar, ou qualquer outro ingrediente – e a vida torna-se saborosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha Φιλοσοφία (a palavrinha tem origem grega) de vida passa e repassa pelo “olhômetro”, por que, de outro jeito, não enxergo – eu e minha visão estrabica. Mas nem tudo o que a gente enxerga é o que é, por que nada é – tudo está. Por isso, o “olhômetro” tem sua vez. Até os gastronomos sabem disso. Se obedecerem – “ao pé da letra” – as receitas, o sabor não ficará especial, e tudo será igual (insossamente igual). O diferencial está no “olhômetro”, que nem a gente mesma (autora do produto) sabe repetir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nem sempre o “olhômetro” funciona. Às vezes, por causa do dito cujo, a vida nos dá uma ‘trombada’ – e lá vamos nós visitar, ‘de novo, mais uma vez, novamente’, o fundo do poço – que não tem mola alguma, não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer excesso, para o “olhômetro”, é fatal – mortal. Excedeu no açúcar, no sal, no fermento, na pimenta – ‘fudeu’. Não tem jeito. Na vida, mesma coisa. Excedeu, ultrapassou sinal – já era!... Só nos resta mesmo sofrer as consequencias do nosso “olhômetro” particular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de preparar uma receita, acho sempre bom dar uma limpadinha no “olhômetro”, e focá-lo direitinho. Ainda assim, há o risco de o “olhômetro” não estar tão a fim. E fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2129572337445483471?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2129572337445483471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/o-tal-olhometro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2129572337445483471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2129572337445483471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/o-tal-olhometro.html' title='O tal “olhômetro”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vC6-3YoRCjA/Tba6aob7NBI/AAAAAAAABxg/h8dPoqJ0X9M/s72-c/O%2Btal%2Bolh%25C3%25B4metro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-7572360870133245582</id><published>2011-04-23T00:35:00.002-03:00</published><updated>2011-04-23T00:35:52.703-03:00</updated><title type='text'>Feliz Páscoa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-780jnknOPL8/TbETbIJjf3I/AAAAAAAABxQ/9VOCjUQioEA/s1600/Feliz%2BP%25C3%25A1scoa%2521.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598277168563191666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-780jnknOPL8/TbETbIJjf3I/AAAAAAAABxQ/9VOCjUQioEA/s320/Feliz%2BP%25C3%25A1scoa%2521.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;align="justify"&gt;Toda data comemorativa cristã acaba causando abalo (bom) mundial, e já não há quem não se emocione com a Páscoa que chega. Eu sempre ‘embarco’ nessa “aura positiva’. Gosto de participar, de algum jeito, dessa “coisa comum”, que nos reaproxima de algum bem que faz bem a todos – é um bem tão bom, que chega desestabilizar o mal, a maldade. E isso é sempre bom.&lt;br /&gt;Acho que, se crescer é mesmo inevitável, podemos manter viva a criança que brinca na alma da gente. Criança que até acredita em coelhinho da Páscoa, por que acreditar em coelhinho da Páscoa é sonhar, e esperar presentes em forma de ovos e coelhos de chocolate. Cá entre nós, ser adulto, na Páscoa (mais ainda), é uma coisa muito chata, né não?... Imagine um adulto de pijama, arrastando os chinelos pela casa, como se fosse um domingo qualquer, com controle remoto de uma televisão cheia de programinhas que, por se repetirem, enjoam. Não dá, né gente?... De repente, uma criança grita (fora, ou dentro da gente): É Páscoa!...&lt;br /&gt;Nem vou repetir aqui sobre a origem da Páscoa, e como foi incorporada ao cristianismo. Não tenho grandes conhecimentos a respeito. Nem estava lá, para poder relatar aqui.&lt;br /&gt;Páscoa, pra mim, é isso: mais uma oportunidade de nós, seres humanos, nos permitirmos aos bons sentimentos, que sempre trazem (de presente), boas ações, e boas retribuições também. Isso tudo é o que conta.&lt;br /&gt;Aproveitando a ‘carona’ da Páscoa, que ressuscitem aqueles valores do ‘antigamente’ (alguém lembra?) – amor ao proximo, compreensão, solidariedade, companheirismo, cumplicidade, bondade, otimismo, e tudo o que faz bem a todos. Que ressuscitem os nossos sonhos – teus sonhos, meus sonhos, os sonhos de cada um, os sonhos de todos nós.&lt;br /&gt;Que amanhã, quando você abrir a janela, tudo esteja mais claro, lá fora, mesmo sem sol. E que você diga, quase sem pensar: Que lindo dia! (com cara de novo dia)...&lt;br /&gt;&lt;align="justify"&gt;E isso tudo pode chegar com a Páscoa – e permanecer: Feliz Páscoa!...&lt;/align="justify"&gt;&lt;/align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-7572360870133245582?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/7572360870133245582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/feliz-pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7572360870133245582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/7572360870133245582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/feliz-pascoa.html' title='Feliz Páscoa!'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-780jnknOPL8/TbETbIJjf3I/AAAAAAAABxQ/9VOCjUQioEA/s72-c/Feliz%2BP%25C3%25A1scoa%2521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4518479623981497482</id><published>2011-04-18T08:27:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T08:27:31.066-03:00</updated><title type='text'>Mais um palhacinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-O_2fFEWtqrk/TavJyA6e5NI/AAAAAAAABxI/jHvpbgDbQYE/s1600/Mais%2Bum%2Bpalhacinho.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-O_2fFEWtqrk/TavJyA6e5NI/AAAAAAAABxI/jHvpbgDbQYE/s320/Mais%2Bum%2Bpalhacinho.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596788823013909714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprei e mantenho na minha velha mesa de trabalho, em casa, um palhacinho toscamente acabado, que parece ter fugido de mãos artisticamente distraídas. Lembra mais um “pierrot” – palhacinho sem graça, que me faz pensar no grande picadeiro da vida (comédias e tragédias).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrei o palhacinho, por acaso, numa papelaria. Ele estava caído, timidamente sorridente, numa prateleira, em meio a tantos outros palhacinhos que se mantinham, alegres e sorridentes, em pé. Quando peguei o palhacinho deitado, percebi que até o nariz dele já não tinha tanto vermelho (tantos tombos!). A figura remendada cativou-me, e já não havia outro jeito, senão levar a companhia dele pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença do palhacinho, diante de mim, me faz lembrar que nem sempre se ri com vontade, e muitas vezes se chora de tanto rir. Feito minha alma torta, o palhacinho é equilibrado com dificuldade (que se pode fazer, né?). E me mostra que, se há tristezas, há também a mascara. O palhacinho é feito de panos vagabundos e louça quebravel. Também minha alma é vagabunda – se quebra facil (tantos tombos!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem vezes que, quando sento à minha mesa, o palhacinho me sorri, num sorriso ironico, mesmo timido, olhar estrabico. Outras, nem o enxergo, em meio a tantos papéis. Só depois o revejo – caído, deitado, torto. Feito minha alma (também torta), o desajeitado palhacinho fica – entregue – nas minhas mãos desajeitadas para equilibrá-lo, enquanto olho o olhar que não me vê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... e o palhacinho continua ali, como se estivesse me cuidando, de longe, com aquele sorriso sem graça, entristecido – feito espelho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4518479623981497482?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4518479623981497482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/mais-um-palhacinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4518479623981497482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4518479623981497482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/mais-um-palhacinho.html' title='Mais um palhacinho'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-O_2fFEWtqrk/TavJyA6e5NI/AAAAAAAABxI/jHvpbgDbQYE/s72-c/Mais%2Bum%2Bpalhacinho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5047148012281043495</id><published>2011-04-15T17:18:00.003-03:00</published><updated>2011-04-15T17:21:50.089-03:00</updated><title type='text'>Monologo aberto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u_rnoY9yQNI/Taim8EAXk1I/AAAAAAAABxA/LWzIAJ9mJC4/s1600/Monologo%2Baberto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; DISPLAY: block; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595906087805490002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-u_rnoY9yQNI/Taim8EAXk1I/AAAAAAAABxA/LWzIAJ9mJC4/s320/Monologo%2Baberto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qzkHibNbXCw/TZY1Wuq7GCI/AAAAAAAABwA/GkBOp1psn6Y/s1600/Monologo%2Baberto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se pelo menos você fosse eu – pensasse como eu, sentisse como eu, enxergasse como eu... Se pelo menos você não dissesse e fizesse coisas que não gosto de enxergar, ouvir, pensar, sentir... Se pelo menos você não fosse quem é... Se pelo menos você não me surpreendesse tanto, não me arrancasse das minhas certezas absolutas... Se pelo menos você pensasse só em mim, e esquecesse de você... Se pelo menos você não me mostrasse coisas que não quero ver... Se pelo menos você me enxergasse com a minha visão, e não a partir da tua vivencia... Se pelo menos você me entendesse, do jeito que eu me entendo... Se pelo menos você só me dissesse coisas sempre bonitas... Se pelo menos você não falasse tanto... Se pelo menos você fosse completamente diferente do que é... Se pelo menos você não tivesse esse jeito desajeitado de ser... Se pelo menos você só enxergasse o que enxergo, só sentisse o que sinto, só pensasse o que penso... Se pelo menos você só fizesse e fosse o que estou te indicando... Se pelo menos você não questionasse... Se pelo menos você se calasse, diante de mim e da vida... Ah, se pelo menos você fosse eu – aí, sim, eu poderia saber de você, sentir o que você sente, enxergar o que você enxerga, pensar o que você pensa, até gostar de você, e aceitar você... Eu quero tão pouco de você – na verdade, nada mesmo... Se pelo menos você fosse quem não é, e fosse eu... Se pelo menos isso, eu aceitaria você... Ei, onde está você?...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5047148012281043495?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5047148012281043495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/monologo-aberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5047148012281043495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5047148012281043495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/monologo-aberto.html' title='Monologo aberto'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u_rnoY9yQNI/Taim8EAXk1I/AAAAAAAABxA/LWzIAJ9mJC4/s72-c/Monologo%2Baberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2919191255273236071</id><published>2011-04-09T14:03:00.003-03:00</published><updated>2011-04-09T14:08:01.546-03:00</updated><title type='text'>Caminhos cruzados</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5ID18ql5D90/TaCORDW9B4I/AAAAAAAABwo/nCx9b4-XP_w/s1600/Caminhos%2Bcruzados.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593627160804657026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5ID18ql5D90/TaCORDW9B4I/AAAAAAAABwo/nCx9b4-XP_w/s320/Caminhos%2Bcruzados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não imagine você que vou escrever aqui palavrinhas romanticas, cheias de fantasias. Se era essa sua expectativa, vá tirando logo o cavalinho da chuva (sei lá o que isso significa). Se você quer acreditar em Papai Noel, a vida inteira, a vida é sua, o problema é seu – ou sorte sua. Caminhos se cruzam, se descruzam, se entrecruzam – cruzes!... E só. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que tenciono falar, aqui, é sobre os caminhos cruzados no processo comercial, a dita troca de informações de “boa vizinhança”, entre empresarios e empresas. Explico. Se você compra, por exemplo, um eletrodomestico, consequentemente, deixa, na loja, endereço e numero de telefone. Com isso, há possibilidade de você ficar recebendo, na caixa postal de sua residencia, ou em telefonemas “amáveis” e surpreendentes, ofertas inimagináveis. O mesmo acontece, além das compras em lojas, quando você faz um plano de saúde, compra um carro, ou contrata serviços de internet, tv a cabo, telefonia em geral, etc e tal. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses, aconteceu comigo: Fui a uma grande loja de lingeries, por que havia grande, maior ainda que a fama da loja, liquidação. Maior mesmo foi o momento de preencher a nota, após ter pago a minha (modesta) compra, quando a atendente me ameaçou: “Vou fazer umas perguntinhas à senhora, para que responda, e fique cadastrada na nossa loja”. De imediato, como sempre, eu respondi: Sem perguntas, por favor, por que quem tem de fazer perguntas, longe daqui, sou eu. Sou jornalista, e preciso trabalhar. Desculpa, tenho mais o que fazer, e não quero ter cadastro na loja. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que colocaram uma funcionaria surda para me atender, justamente para continuar insistindo. Talvez, para não me chatear (era inicio de dia), fui respondendo: “nome? endereço? telefone residencial? celular?”... e a lenga-lenga não acabava mais. Até que levantei, e proclamei o veredicto: Preciso ir. Fui. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deu outra. Um dia depois do fato consumado pela consumidora aqui, nada além disso, já começaram os telefonemas, por causa da minha dita compra, que nem grande foi. Era só mais uma liquidaçãozinha – tenham dó de mim!... &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, uma garota ligou, pedindo para falar comigo – distraída, fui dizendo que eu era eu. Azar o meu. A garota se dizia representante da marca da dita loja de franquia, onde eu, inocentemente, no dia anterior, havia comprado umas “roupinhas de baixo” (nunca entendi muito bem essa expressão). Pra te resumir a historia (quem dera ser estoria!), a garota chegou me oferecer até outra franquia, justificando que “o mercado de lingeries vem ampliando tanto, que a senhora ficará rica, em menos de um ano, vendendo calcinhas e sutiãs, de porta em porta”. Foi o unico momento que gargalhei, ao telefone. Depois dessa, só mesmo desligando. E desliguei – da “tomada”, por precaução. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você achou que acabou?... Que nada!... Os telefonemas continuaram – os telemarketings pareciam se revezar, com uma só intenção: me ‘emputecerem’. Quase conseguiram. Só não me enlouqueceram, por que, acho, eu deixaria louco o aparelho de eletroencefalograma (tadinho!). Por isso, jamais arriscarei um exame desses. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que, num belo dia – aliás, estava belo, até que -, o telefone toca, e eu atendo, distraidamente. Do outro lado da linha (telefonica, não de trem), uma voz masculina afeminada me diz, sorridente: “Dona Nara? A senhora acaba de ser sorteada para receber um presente da loja (tal).” E eu, mais que depressa: Eu não acredito! E a voz, “esfuziante”: “Pois acredite, dona Nara. A senhora está recebendo um vale-compras de vinte real, no nosso sex shop, ao lado da loja (tal).” E eu: Vinte ‘real’? (quase gritando) E a voz toda faceira: “Tudo isso, dona Nara, para a senhora gastar como quiser” (ui!). E eu: Eu não mereço isso!... E a voz adocicada: “Ah, merece, sim!” E eu: O que eu vou comprar num sex shop, Jesus?... E a vozinha esgarçada: “Meu nome não é Jesus, é Rosiclei, dona Nara. A senhora vai delirar, ao ver nossos produtos. Tipo assim, nós só temos acima de vinte real. Mas, aí, tipo assim, a senhora acrescenta um dim-dim, e leva umas coisinhas maravilhosas” E eu, ironica: ‘Tipo assim', ainda tenho de acrescentar?... E a voz, cada vez mais fina e feliz: Claro, a senhora merece! E (ainda) eu: Não mereço mesmo! Aliás, ninguém merece!... A voz, cada vez mais animadinha: “Ah, merece, sim. E olha que muitas mulheres queriam estar no seu lugar agora. Pense nisso.” E eu, já implorando às nuvens: Não consigo pensar nisso! Socorro! Juro que fiquei sem fala, no primeiro momento. Depois, o que me veio à cabeça foi bem isso: Como é que alguém recebe vale de “vinte real” pra comprar em sex shop?... &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, você quer saber o final da historia, né?... Tente adivinhar aonde eu mandei o viadinho (adoro viadinhos – sempre tenho a companhia de um, na minha vida) enfiar o vale de “vinte real”... Ele riu (parece ter imaginado, e gostado). Dessa vez, eu não ri, e desliguei o telefone da “tomada”, para o resto da semana. (להתוודות על חטא)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2919191255273236071?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2919191255273236071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/caminhos-cruzados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2919191255273236071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2919191255273236071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/caminhos-cruzados.html' title='Caminhos cruzados'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5ID18ql5D90/TaCORDW9B4I/AAAAAAAABwo/nCx9b4-XP_w/s72-c/Caminhos%2Bcruzados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1394657577288846436</id><published>2011-04-06T11:33:00.005-03:00</published><updated>2011-04-06T11:57:37.950-03:00</updated><title type='text'>O “know-how” global</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NVMEgPhzTZY/TZYyJuWMHmI/AAAAAAAABv4/jaCPSOU_pfc/s1600/O%2Bknow-how%2Bglobal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 244px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590711130068360802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NVMEgPhzTZY/TZYyJuWMHmI/AAAAAAAABv4/jaCPSOU_pfc/s320/O%2Bknow-how%2Bglobal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; De antemão, vou logo avisando que a noticia é de primeira mão. Antes que se torne de segunda ou terceira mão, pegue logo. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está sendo realizada a pesquisa mais globalizada do globo, não da globo – canalzinho nada a ver. Inclusive, já me contaram que a pesquisa engloba todos (ou quase todos) os viventes do globo, sem se preocupar com a globo, ou os globais. O “know-how” global vai abalar a historia do globo. Dizem que não há pesquisa que se compare a. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prepare-se – você pode ser o proximo pesquisado. Não vá pensando que se trata das perguntinhas do nosso censo brasileiro - nem de perto, nem de longe. Para te ajudar, deixo aqui alguns questionamentos – preparados por sábia equipe de “know-how” global:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sentado no vaso sanitario, antes de usar o papel higienico, você identifica textura e qualidade do produto?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que você pensa a respeito da experimentação para tornar cor-de-rosa a folha da alface?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você já assistiu a queima de uma vela de sete dias? (Se a resposta for sim, quanto tempo permanece acesa uma vela de sete dias?)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quantas vezes você já perdeu o maior e unico amor de sua vida?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Em qual momento você busca a validade de um produto alimenticio? (Marque uma das opções a seguir:)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;v – Quando vê o preço, para justificar a devolução à prateleira?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;x – Quando o produto é receitado por seu medico hipocondriaco?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;y – Quando quer saber, já em casa, a origem da nodoa esverdeada, na superficie do produto?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;z – Quando está no vaso sanitário, com uma ‘puta’ diarreia, causada pelo alimento que você comprou (e comeu), sem conferir a data de validade?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quantas vezes você abre a geladeira, depois das 19 horas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Com que frequencia você esquece o numero do telefone da sua casa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você coleciona papéis de bala e bombom?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Após defecar (“cagar”, no popular), você dá aquela olhadinha basica no ‘produto interno bruto’, antes de dar descarga?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe quem foi Archytas of Tarentum?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por ocasião do uso de preservativo (não confunda com brincadeiras infantis), você observa atentamente o invólucro, conferindo fabricante, garantia e data de validade?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Com quantos paus se faz quatro canoas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você já se ‘produziu’ (esteticamente), só para sair às ruas que têm cameras instaladas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quantas vezes você leva o garfo à boca, numa refeição?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe o sobrenome do tio da vizinha do porteiro do condominio onde você mora?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lembra das vezes em que você saiu do banheiro, sem lavar as mãos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já revelou segredos ao poste da esquina?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Depois que você chaveia a porta, ainda toca na maçaneta, para confirmar que trancou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Costuma encaminhar emails, sem ler as mensagens?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já entrou numa farmacia, para comprar balas de canela, e saiu com analgesico, antitermico, laxante e anti-acido?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Descreva o que você vê diante do espelho (imprescindivel recorrer imediatamente ao espelho mais proximo):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você já imitou seu animal de estimação, e o assustou por isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Caso você tenha respondido toda a pesquisa, eis a ultima pergunta:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Consegue ainda lembrar quantas vezes você já bateu a cabeça?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1394657577288846436?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1394657577288846436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/o-know-how-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1394657577288846436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1394657577288846436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/o-know-how-global.html' title='O “know-how” global'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NVMEgPhzTZY/TZYyJuWMHmI/AAAAAAAABv4/jaCPSOU_pfc/s72-c/O%2Bknow-how%2Bglobal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3090250702555138849</id><published>2011-04-02T17:00:00.003-03:00</published><updated>2011-04-02T17:00:04.818-03:00</updated><title type='text'>Matar &amp; morrer</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FVSiwjDhC3s/TZYxsMZPfEI/AAAAAAAABvw/_Ue2GOH8H4o/s1600/Matar%2B%2526%2Bmorrer.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590710622738152514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-FVSiwjDhC3s/TZYxsMZPfEI/AAAAAAAABvw/_Ue2GOH8H4o/s320/Matar%2B%2526%2Bmorrer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gente passa a vida inteira matando – e morrendo também. Matamos tempo. Matamos fome. Matamos aula. Matamos barata. Matamos horario. Matamos sonho. Matamos sede. Matamos saudade. Matamos monotonia. Matamos desafio. Matamos com o olhar. Matamos esperança. Matamos depressão. Matamos no jogo. Matamos frio. Matamos silencio. Matamos imaginação. Matamos entendimento. Matamos primeiro. Matamos trabalho. Matamos ausencia. Matamos tentativa. Matamos lembrança. Matamos programa. Matamos presença. Matamos poesia. Matamos ignorancia. Matamos com a palavra. Matamos relacionamento. Matamos possibilidade. Matamos musica. Matamos doença. Matamos ideal. Matamos imagem. Matamos expectativa. Matamos informação. Matamos jardim. Matamos oportunidade. Matamos sentimento. Matamos calor. Matamos curiosidade. Matamos gravidez. Matamos paz. Matamos viagem. Matamos besteira. Matamos personagem. Matamos ponto de interrogação. Matamos natureza. Matamos desamor. Matamos caminho. Matamos brincadeira. Matamos preconceito. Matamos indecisão. Matamos dialogo. Matamos guerra. Mas também morremos. Morremos de medo. Morremos de tanto cantar. Morremos de preocupação. Morremos de raiva. Morremos de desespero. Morremos de tanto sambar. Morremos de calor. Morremos de tristeza. Morremos de tanto pensar. Morremos de vontade. Morremos de rir. Morremos de orgulho. Morremos de tanto correr. Morremos de angustia. Morremos de saudade. Morremos de tanto sofrer. Morremos de preguiça. Morremos de tanto pedir. Morremos de intolerancia. Morremos de dor. Morremos de insegurança. Morremos de tesão. Morremos de tanto procurar. Morremos de inveja. Morremos de frio. Morremos de indignação. Morremos de ciúme. Morremos de tanto repetir. Morremos de vaidade. Morremos de tanto chorar. Morremos de cansaço. Morremos de tanto esperar. Morremos de tanto prazer. Morremos de susto. Morremos de má interpretação. Morremos de mau humor. Morremos por ultimo. Morremos de revolta. Morremos de tanto fugir. Morremos de solidão. Morremos de tanto amar. Morremos de discriminação. Morremos de acreditar. Morremos de egoísmo. Morremos de indiferença. Morremos de tanto brigar. Morremos de falta de. Morremos de ambição. Morremos de tanto caminhar. Morremos de pena. Morremos de tanto gritar. Morremos de tanto pecar. Morremos de acomodação. Morremos de tanto ler. Morremos de sono.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;... Depois de tanto matar &amp;amp; morrer – morremos de vez... e sós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3090250702555138849?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3090250702555138849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/matar-morrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3090250702555138849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3090250702555138849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/04/matar-morrer.html' title='Matar &amp; morrer'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FVSiwjDhC3s/TZYxsMZPfEI/AAAAAAAABvw/_Ue2GOH8H4o/s72-c/Matar%2B%2526%2Bmorrer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1092553208602711608</id><published>2011-03-24T02:06:00.002-03:00</published><updated>2011-03-24T02:14:44.712-03:00</updated><title type='text'>O “Deus” de Maria</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZpP0KcwXGTA/TYq_5bNMFQI/AAAAAAAABvE/LGlY8TVvAqE/s1600/O%2B%25E2%2580%259CDeus%25E2%2580%259D%2Bde%2BMaria.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587489280983045378" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZpP0KcwXGTA/TYq_5bNMFQI/AAAAAAAABvE/LGlY8TVvAqE/s320/O%2B%25E2%2580%259CDeus%25E2%2580%259D%2Bde%2BMaria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Maria perambula, todos os dias, pelas ruas centrais da cidade. Arrasta-se com dificuldades, carregada pelas pernas com trombose e inchaço constante. Banguela, Maria sorri. E me conta que já não mora mais em barraco de plastico preto, em chão de terra batida. Não. Maria tem casa, agora, lá na favela.&lt;br /&gt;Maria tem dez filhos. “Toda vez que embarrigava, eu não tomava aquelas xaropadas, pra tirar os inocentes” – me relata Maria, a velha que quase ninguém vê. Banguela, Maria ainda sorri. E me conta que a maioria dos filhos foi morar no litoral, mas Maria ainda ajuda alguns que ficaram por perto, deram-lhe netos - “umas riquezas de crianças”.&lt;br /&gt;Percebendo a dificuldade de caminhar de Maria, principalmente quando atravessa as ruas, eu alerto: Precisa se cuidar mais, Maria! E ela me responde, com a ingenuidade do sorriso banguela: “Não preciso. Deus cuida!” E Maria me conta que não frequenta igreja alguma: “Na igreja, querem dinheiro, e eu não tenho dinheiro pra dar. Deus me ajuda com o que preciso. E só.”&lt;br /&gt;A velha Maria foi analfabetizada – vida afora -, nunca leu, ou escreveu, uma oração, uma prece suplicante. Mas Maria me revela, enquanto dá mais uma “paradinha na calçada, pra tomar folego”, que “nem preciso pedir, por que Deus me conhece, e me dá o suficiente pra viver”. De olhos fechados, cabisbaixa, a velha Maria ainda sorri o sorriso banguela da fé sem nome, sem explicação alguma.&lt;br /&gt;Maria me conta que vai buscar, a pé, frutas, no interior, pra vender na cidade. “Tem gente rica que come as frutas, e fica me devendo, mas não tem importancia” – me diz o sorriso banguela. E ninguém fica sabendo que Maria vai, toda semana, no “postinho de saúde”, com uma só esperança: “Vou lá saber se os cientistas descobriram um remedio pra essa trombose, que é a minha unica dor na vida”. Mas o remedio não chega, e Maria segue perambulando, na companhia da dor, que, à noite, quando Maria deita, lateja, “arde fininho, cortando minhas pernas”.&lt;br /&gt;Ao atravessarmos a rua movimentada, sem pensar, eu ainda repito à Maria: Precisa se cuidar, Maria! E Maria arregala os olhos miúdos, mostrando timidamente o sorriso banguela, para repetir: “Já falei que Deus cuida, e Ele não faia”.&lt;br /&gt;Na esquina, Maria limpa, desajeitadamente, a mão direita no vestido roto, e estende à minha mão. Cumprimento Maria, como quem dá a mão à esperança cega, sem razão alguma para existir (como o é toda esperança genuína). E Maria me mostra, pela ultima vez, o sorriso banguela silencioso mais bonito que já vi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, velha Maria, quem dera eu – só por um dia! – sentir teu “Deus” cuidando de mim, me dando o suficiente para viver. Não duvido de tuas palavras, Maria. Só queria senti-las – apenas por um dia, Maria. Quem dera eu repetir tuas palavras sentidas, Maria, e também dizer que “Deus não faia”...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1092553208602711608?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1092553208602711608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/o-deus-de-maria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1092553208602711608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1092553208602711608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/o-deus-de-maria.html' title='O “Deus” de Maria'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZpP0KcwXGTA/TYq_5bNMFQI/AAAAAAAABvE/LGlY8TVvAqE/s72-c/O%2B%25E2%2580%259CDeus%25E2%2580%259D%2Bde%2BMaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4310040491937689106</id><published>2011-03-22T08:09:00.003-03:00</published><updated>2011-03-22T13:38:20.254-03:00</updated><title type='text'>Você escolhe</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BuvLbdv9Q6g/TYf_1TIrFmI/AAAAAAAABu8/4BwyIWtS2BE/s1600/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586715153911191138" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-BuvLbdv9Q6g/TYf_1TIrFmI/AAAAAAAABu8/4BwyIWtS2BE/s320/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Ah, por favor, não venha com aquela conversinha popular de que “o destino quer assim, a vida me leva”. É você quem escolhe sempre. Comigo acontece o mesmo. E já não posso responsabilizar, ou culpar, o outro, os outros, pelas escolhas que faço, ou deixo de fazer. Você também não.&lt;br /&gt;Eu escolho&lt;br /&gt;Tu escolhes&lt;br /&gt;Ele escolhe&lt;br /&gt;Nós escolhemos&lt;br /&gt;Vós escolheis&lt;br /&gt;Eles escolhem&lt;br /&gt;E isso é tudo – sempre igual -, a vida inteira (haja o tempo que houver, ou não).&lt;br /&gt;Se fazemos boas ou más escolhas?... Sempre ficamos sabendo – logo, logo depois da escolha que fazemos. As consequencias chegam nos engasgando, enquanto ainda pensamos engolir cadinho mais da vida. E ninguém precisa dizer que a escolha é nossa. A escolha continua sendo nossa – quando o silencio paira absoluto.&lt;br /&gt;Mesmo quando escolhemos não escolher – fazemos a nossa escolha. A escolha pode ser diversificadissima: para o bem, para o mal, para o desconhecido, para o que nem queremos saber. Escolhemos – do mesmo jeito.&lt;br /&gt;Há algumas escolhas fáceis, simples – você também deve, como eu, identificá-las logo, ‘de cara’. Outras escolhas são dificilimas, complicadas, e acabam sendo mais complicadas ainda. Mas, ainda assim, escolhemos – sempre. Quando dizemos a ‘celebre’ frase “você escolhe por mim” – o peso da nossa escolha é maior ainda, por que o outro, no maximo, só sabe ser ele mesmo (o outro).&lt;br /&gt;Pra justificar nossas escolhas de cada dia, temos um ‘leque’ de outras tantas escolhas por fazer. Dispomos de ‘n’ scripts da historia humana. Podemos atuar como vitimas, algozes, santos, cafajestes, e tantos outros papéis que herdamos da humanidade que nos persegue, na memoria camuflada de um tempo que voa, quebrando ainda mais o quebra-cabeças da vida.&lt;br /&gt;Quantas vezes, sentimos vontade de não fazer escolhas. Mas temos de fazer – não há para onde ir, ou fugir, se não escolhermos. Jamais saberemos como seria, se tivéssemos escolhido outro rumo. Mas, depois de algum tempo, nem mais pensamos sobre as escolhas que fizemos amiúde, pela vida afora. E outras escolhas continuamos fazendo – até quando a morte nos surpreende, e ficamos (de repente) sem uma só escolha.&lt;br /&gt;Escolher entre o que nos faz mal e o que nos faz bem nem é exatamente fazer uma escolha. Ainda assim, precisamos escolher – e escolhemos. Às vezes, a escolha para o nosso bem (caminho mais natural) não resulta em sucesso. Daí, temos de buscar saídas – se não há mais portas, pelas janelas mesmo. E acabamos tropeçando em escolhas inimagináveis. E nos vemos forçados a fazer mais escolhas. E seguimos o exercicio de escolher – sempre.&lt;br /&gt;Por isso, essa conversinha de que “estava escrito, o universo conspirava, o destino havia traçado” não serve mais nem pra canção de ninar. Pelo contrario. Acorda os que dormem pra não viver a realidade desperta, enquanto os insones escolhem não fazer escolhas, até que o dia amanheça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4310040491937689106?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4310040491937689106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/voce-escolhe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4310040491937689106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4310040491937689106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/voce-escolhe.html' title='Você escolhe'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BuvLbdv9Q6g/TYf_1TIrFmI/AAAAAAAABu8/4BwyIWtS2BE/s72-c/Voc%25C3%25AA%2Bescolhe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2120464711733235493</id><published>2011-03-18T13:58:00.003-03:00</published><updated>2011-03-18T15:24:04.337-03:00</updated><title type='text'>Nada com nada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YZBewr9SG8Q/TYKeNkHH3aI/AAAAAAAABus/LHq-AdWUUFU/s1600/Nada%2Bcom%2Bnada.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585200443761876386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-YZBewr9SG8Q/TYKeNkHH3aI/AAAAAAAABus/LHq-AdWUUFU/s320/Nada%2Bcom%2Bnada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Tenho ouvido muita gente reclamar que a maioria das pessoas não quer nada com nada. Também, tenho observado muito isso, mas nem tanto. Até discordo. Nada com nada é exagero. Acho que a maioria não ‘tá’ a fim de trabalhar, estudar, cumprir deveres, obrigações, assumir e cumprir compromissos. A maioria quer curtir – não sabe, às vezes, nem o quê, mas sabe que quer curtir a vida. Se, em vez de contratar algum serviço, ou pedir ajuda, você oferecer uma viagenzinha de avião – ao entregador de jornal, que sempre joga o diario na poça d’agua, ou ao empresario que te cobra juros exorbitantes -, todo mundo vai ‘estar a fim’. Nada com nada só aparece, quando algum serviço precisa (ou precisaria) ser feito.&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, atendimento é sempre feito de maneira descompromissada, irresponsavel até. Refiro-me a atendimento obrigatorio – eu, que prefiro lojas de departamentos, ou (como são chamadas também) de auto-atendimento.&lt;br /&gt;Duvido se você nunca se deparou – ou até protagonizou junto – com uma dessas cenas:&lt;br /&gt;Na farmacia:&lt;br /&gt;- O remedio que o senhor pediu está em falta. Quer outro? Temos varios, baratinhos. Afinal, nunca se sabe quando vai adoecer, não é mesmo?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na loja de ferragens:&lt;br /&gt;- Torneira dupla?... Tipo o que, por exemplo?&lt;br /&gt;- Tipo uma torneira dupla mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na loja de confecções:&lt;br /&gt;- Eu sugiro que o senhor leve preto – é mais bonito que o azul...&lt;br /&gt;- Eu quero o azul, por que o preto já tenho. Por isso, não pedi o preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escritorio:&lt;br /&gt;- Você já acabou o seu trabalho?... Então, vem fazer o meu, que estou atrasada para a academia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na creche:&lt;br /&gt;- Seu filho não quis comer, mas, em compensação, dormiu o dia todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caixa da agencia bancaria:&lt;br /&gt;- O senhor aguarde aqui no balcão, por que caiu o sistema, e eu vou aproveitar para fazer mais um lanche...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista, dirigindo-se aos passageiros, no onibus:&lt;br /&gt;- Vocês se segurem nos bancos, por que vou acelerar. Estamos atrasados, e não posso perder esse emprego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pronto socorro:&lt;br /&gt;- A senhora seria atendida agora, se estivesse desmaiada, ou quase morta. Se não está, trate de não reclamar, e aguarde a sua vez, sentada, por que vai demorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendente da empresa aerea, justificando mais um atraso no voo:&lt;br /&gt;- Se a aeronave da outra empresa decolou, a gente não tem nada a ver com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na loja de calçados:&lt;br /&gt;- O senhor não prefere levar este sapato mesmo?... Ficou maravilhoso no seu pé. O outro que o senhor quer experimentar vai me dar muito trabalho, pois está no alto daquela escada... Está vendo?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na feira:&lt;br /&gt;- É liquidação, madame!... As frutas não estão podres – só estão pretinhas e moles, mas nem cheiram mal. Pode ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor de paredes ao provavel cliente:&lt;br /&gt;- O senhor tem certeza que quer pintar todas as paredes?... Ah, mas aí vai dar muito trabalho... Não vou pegar o serviço, não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na funeraria:&lt;br /&gt;- No proximo caixão que o senhor comprar aqui, prometo dar desconto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hospital:&lt;br /&gt;- Não fizemos o exame de alergia à penicilina, por que estavamos atrasados e com pressa. Havia muita gente para ser atendida. Lamentamos a morte da paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra gente não confundir pobre com humilde – o mendigo fala:&lt;br /&gt;- Esse pão fatiado eu não como, dona!... Quero não!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E, assim, quem não quer nada com nada vai “curtindo a vida”, “tirando uma onda”, enquanto as silenciosas vitimas continuam baixando a cabeça, aceitando, cumprindo o papel que acham encaixar-se: eternas vitimas do seu proprio silencio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2120464711733235493?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2120464711733235493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/nada-com-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2120464711733235493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2120464711733235493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/nada-com-nada.html' title='Nada com nada'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YZBewr9SG8Q/TYKeNkHH3aI/AAAAAAAABus/LHq-AdWUUFU/s72-c/Nada%2Bcom%2Bnada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1022859993431774104</id><published>2011-03-08T02:42:00.001-03:00</published><updated>2011-03-08T02:45:59.271-03:00</updated><title type='text'>A falta da falta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FNaNQCqxM_4/TXXAio9tndI/AAAAAAAABuk/RqXHcP6JiC4/s1600/a%2Bfalta%2Bda%2Bfalta.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581579014539943378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-FNaNQCqxM_4/TXXAio9tndI/AAAAAAAABuk/RqXHcP6JiC4/s320/a%2Bfalta%2Bda%2Bfalta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Lembro que, quando criança, eu ficava de olho em tudo e em todos: observava os adultos, sem pensar se um dia eu me tornaria adulta. Eu olhava tudo e todos com assombro – lembro até hoje de tantas pessoas que (hoje sei) ficavam sem jeito, diante do meu olhar. Eu queria compreender o que o meu olhar infantil não compreendia. Foi nessa epoca, inclusive, que passei notar que havia gente que se alimentava nas latas de lixo, pelas ruas, enquanto outras pessoas (vizinhas da casa de minha familia) não podiam alimentar-se, por problemas de saúde. E eu-menina questionava meu pai sobre isso, entre tantas outras coisas, com quem eu podia pensar alto, quando eu nem sabia que rabiscava pensamentos. Em vez de me dar respostas (prontas e definitivas), meu pai me questionava, fazendo-me pensar – eu, que nem pensar sabia.&lt;br /&gt;Aos poucos – lentamente mesmo -, fui tentando passar a limpo alguns pensamentos meus, elaborando-os, talhando-os com alguma logica, não para convencer, mas na (sempre) tentativa de me fazer compreendida – por mim mesma, primeiramente. Acho que não saí dos rabiscos, até hoje. Talvez, não haja tempo. Não importa. Continuo olhando tudo e todos com assombro e deslumbramento, como os primeiros olhares que recordo que tive, quando me enxerguei projeto de ser humano.&lt;br /&gt;Ainda hoje também, continuo vendo gente com falta de, enquanto outra gente tem de sobra, mas falta. E essa falta da falta é que – acho – faz falta mesmo. Complicado?... Que nada!... Pode ser simples – fica por sua conta e risco, se seguir viagem comigo...&lt;br /&gt;Por todos os cantos, encontramos criaturas que sempre têm o que não querem, e querem ter o que não têm. Nós todos somos assim – em algum momento da vida, ou a vida inteirinha. Se não são os pais, os filhos, os sogros, os primos, os cunhados, os espiritos (nem tão santos), nós queremos sempre o que brilha nas vitrines da vida. Ah, aquela familia do comercial de margarina, sim, seria a nossa familia ideal... E sofremos a falta do que não temos - às vezes, não podemos ter. É tamanha força empreendida, que chegamos esquecer o que temos, por que não nos faz falta. Pode ser até que não nos faça falta, por que temos – não pensamos nisso...&lt;br /&gt;Na minha profissão de ‘operaria das letras’, mantenho contato com “tanta diferente gente”, e não deixo de observar a falta da falta. O que alguém daria tudo pra ter, o outro joga fora – antes, faz até questão de quebrar, pra depois jogar no lixo. Fazemos isso, o tempo todo, mesmo quando (quase sempre) não nos apercebemos. É fato. É certo que tem muita gente, também, que, numa necessidade, lembra o que jogou fora, e lamenta ter de gastar, na compra de um outro objeto novo.&lt;br /&gt;Não pense você que gosto de guardar entulhos. Não tive uma avó que me dissesse: “Quem guarda o que não presta, sempre tem o que precisa” (ou algo assim). Acho que tudo o que é utilizável é pra ser utilizado – senão por mim, por alguém que sinta falta. Se eu não utilizo mais – por qualquer motivo -, alguém, com certeza, vai utilizar, por que a minha intenção é passar adiante. É tamanha vontade – acredite você -, que eu não me apego nem aos livros que gosto. Já repassei tantos, que até esqueci – prefiro presentear que emprestar (a quem, como eu, gosta de ler), na maioria das vezes.&lt;br /&gt;Muita gente fala em “consumismo desenfreado” – disso, realmente não sei. Se tem freio, ou nunca teve, o consumismo, acho, sempre existiu – agora, em maior proporção, por causa do aumento das ofertas. Nada além. Mas o que acontece é que, no meio disso tudo, existe a falta da falta. Quando não temos, sentimos falta. Quando temos, sentimos a falta da falta de ter. E como isso tudo faz falta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1022859993431774104?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1022859993431774104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/falta-da-falta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1022859993431774104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1022859993431774104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/falta-da-falta.html' title='A falta da falta'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FNaNQCqxM_4/TXXAio9tndI/AAAAAAAABuk/RqXHcP6JiC4/s72-c/a%2Bfalta%2Bda%2Bfalta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3173189885601963624</id><published>2011-03-05T11:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-05T11:35:39.609-03:00</updated><title type='text'>“ad referendum”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y_1E96FlEvc/TXG_D7cBEvI/AAAAAAAABuU/kf6AE_kVTyE/s1600/ad%2Breferendum.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580451487504470770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-y_1E96FlEvc/TXG_D7cBEvI/AAAAAAAABuU/kf6AE_kVTyE/s320/ad%2Breferendum.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;“ad referendum”:&lt;br /&gt;- Pensar no outro – seja o outro quem for – não vale a pena;&lt;br /&gt;- Crer e alimentar sonhos é perda de tempo;&lt;br /&gt;- Competir é o mais importante somente para perdedores;&lt;br /&gt;- Amor é coisa de livrinhos antigos e antiquados;&lt;br /&gt;- Lugar de saudosista é em museu;&lt;br /&gt;- Se alguém te bate na cara, oferece as tuas duas mãos, numa porrada;&lt;br /&gt;- Lograr rende mais lucros;&lt;br /&gt;- O importante é levar vantagem, sempre;&lt;br /&gt;- Homem que chora é ‘viado’;&lt;br /&gt;- Mulher que chora é atriz;&lt;br /&gt;- Amigo hoje – inimigo amanhã;&lt;br /&gt;- Burro é que gosta de trabalhar;&lt;br /&gt;- Fuja de “beleza interior”;&lt;br /&gt;- Vender a alma é sempre o melhor negocio;&lt;br /&gt;- Amizade só rima com utilidade;&lt;br /&gt;- Aceite apenas alma depenada – ao molho pardo;&lt;br /&gt;- Ler e escrever é coisa de quem não tem o que fazer;&lt;br /&gt;- Se alguém te fala coisas lindas está querendo alguma coisa de você;&lt;br /&gt;- Nada mesmo é de graça;&lt;br /&gt;- Perdão é coisa de religião;&lt;br /&gt;- “Caiu na rede é peixe” - até sem preservativo;&lt;br /&gt;- Guardar boas ou más lembranças é coisa de aposentado;&lt;br /&gt;- O rapaz do caixa te deu acima do troco justo? Azar o dele – sorte sua;&lt;br /&gt;- Justiça e todos os filhos da bondade só existem em dicionarios que ninguém lê;&lt;br /&gt;- Se você não atropela o animal, na estrada, outro motorista vai atropelar;&lt;br /&gt;- O que você acha que enxerga é que é verdade absoluta;&lt;br /&gt;- Coração? Só se for recheado, e bem assado – não aceite outro;&lt;br /&gt;- Quem tem baixa auto-estima é que conversa com miseraveis;&lt;br /&gt;- Trabalhe sempre em equipe, e deixe que os outros façam tudo;&lt;br /&gt;- Exercite a mentira, até você se convencer que é verdade absoluta;&lt;br /&gt;- Sentimento negativo é raiz de força;&lt;br /&gt;- Sentimento positivo é fraqueza de ‘sentimentalóides’;&lt;br /&gt;- Se alguém grita, grite mais alto ainda;&lt;br /&gt;- Pense só em você, por que cada um só pensa em si mesmo;&lt;br /&gt;- O tempo que se dane.&lt;br /&gt;(etc etc etc e tal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conste o adendo, nos anais:&lt;br /&gt;Ouço isso, cotidianamente. Mas não acredito em nada disso. “Dixi”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3173189885601963624?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3173189885601963624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/ad-referendum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3173189885601963624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3173189885601963624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/03/ad-referendum.html' title='“ad referendum”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-y_1E96FlEvc/TXG_D7cBEvI/AAAAAAAABuU/kf6AE_kVTyE/s72-c/ad%2Breferendum.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5522040597670708670</id><published>2011-02-28T00:08:00.003-03:00</published><updated>2011-02-28T00:08:37.266-03:00</updated><title type='text'>A leveza dos ‘enta’</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q2ur3nnURxY/TWaQyjRAGmI/AAAAAAAABuM/P2MYT9WIux0/s1600/A%2Bleveza%2Bdos%2Benta.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577304386679347810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q2ur3nnURxY/TWaQyjRAGmI/AAAAAAAABuM/P2MYT9WIux0/s320/A%2Bleveza%2Bdos%2Benta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YXaWRfuaieI/TVVd5xrF2SI/AAAAAAAABtM/ynCJRP6QR-k/s1600/A%2Bleveza%2Bdos%2Benta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois que se chega aos ‘enta’ – não tem mais jeito. Os quarenta anos de idade chegam rapidinho – os cinquenta, os oitenta, mais rapido ainda. E não há botox, ou cirurgia plastica, que interrompa, ou retarde, o calendario.&lt;br /&gt;Confesso que não tenho “nóia” em relação à idade – minhas “nóias” são outras (piores, talvez). Acho até que existe uma certa leveza nos ‘enta’. Já não existe tanta cobrança – externa e interna. Não há mais aquela ansiedade toda em querer conhecer, saber, vivenciar, por que já se conhece, já se sabe, já se vivencia, e, por isso mesmo, se guarda alguma coisa de sabor e dissabor, graça e desgraça da vida.&lt;br /&gt;Já faz algum tempo que cheguei nos ‘enta’. Nem lembro como foi a passagem, mas acho que aconteceu como acontece com todo ser humano: De repente, você acorda, e tem quarenta, cinquenta, noventa anos. Deve ser assim mesmo. Naturalmente. E está tudo certo. O sabio tempo, a cada instante, me retira e me presenteia vida.&lt;br /&gt;Talvez, o grande misterio esteja justamente aí: O que fazer com o tempo?... Mas isso podemos perguntar, a partir do instante que nos reconhecemos como seres viventes. Não precisamos esperar chegar nos ‘enta’, para nos questionarmos, ou nos respondermos.&lt;br /&gt;Realmente, não tenho opinião a respeito das pessoas que fazem tudo para manter a fisionomia jovial, gastam fortunas em cirurgias plasticas, e acabam sofrendo períodos dolorosos de recuperação dos tecidos faciais, principalmente. Não sei o que é isso. Acho que a unica diferença é que tem gente velha morrendo com aparencia velha, e gente velha morrendo com aparencia nova. Nada além. O mais importante (e previsivel), nisso tudo, é que a morte chega – maravilha, quando chega bem mais tarde!...&lt;br /&gt;A leveza dos ‘enta’, acho, está no olhar mais calmo, diante da vida que passa. A vida continua igual, manifestando-se de formas cada vez mais diferentes, mas, ainda assim, sempre igual. O que muda – nos ‘enta’ – é o olhar da gente. Não chega ser uma visão comodista, ou desanimada, ou ainda pessimista. Não. Os ‘enta’ nos trazem a leveza de olharmos, com mais profundidade e largueza, talvez, o nosso mundinho particular. Às vezes, dependendo do que enxergamos, nos entristecemos, ou nos revoltamos, e até nos alegramos e nos sentimos plenos, por toda a vida que continuamos vivendo.&lt;br /&gt;Entre perdas e ganhos, erros e acertos, mais ou menos felizes, bem ou mal amados, chegamos nos ‘enta’ – mais leves, menos cobrados, mais seletivos, menos exigentes, mais compreensivos, menos ansiosos. E a vida (ainda) continua – longe, e perto de nós. Enquanto isso, seguimos a estrada dos ‘enta’ – e já não importa mais se omitimos, ou reduzimos, a propria idade, por que vivemos toda a vida que temos em nós, e é só nossa: unica e instransferivel.&lt;br /&gt;De repente, num momento qualquer, lembramos quando tinhamos nossos dez, vinte, trinta anos – sonhos e pesadelos, desejos e medos. E até rimos, ou choramos, pelo que já vivemos. De repente, o cabelo branco que teima em aparecer, enquanto nos penteamos, diante do velho espelho, nos causa nostalgia, e apazigua o coração. Certos ou errados, abrimos e seguimos nosso proprio caminho – e assumimos a vida que é só nossa. E os ‘enta’ já não nos pesam mais, como poderia pesar uma palmatoria, ou até uma guilhotina. Os ‘enta’ nos devolvem a leveza infantil, que, aos poucos, no corre-corre da vida, fomos perdendo, junto com o tempo fugidio...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(...E Mercedes Sosa continua cantando Violeta Parra: “...Gracias a la vida que me ha dado tanto... Me ha dado la risa y me ha dado el llanto...”)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5522040597670708670?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5522040597670708670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/leveza-dos-enta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5522040597670708670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/5522040597670708670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/leveza-dos-enta.html' title='A leveza dos ‘enta’'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q2ur3nnURxY/TWaQyjRAGmI/AAAAAAAABuM/P2MYT9WIux0/s72-c/A%2Bleveza%2Bdos%2Benta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1121917587575157997</id><published>2011-02-16T13:58:00.004-02:00</published><updated>2011-02-24T04:22:27.797-03:00</updated><title type='text'>Uma formiga</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MHUjLfC-X54/TVvz1sxLeJI/AAAAAAAABt0/XhsdgdwKJc0/s1600/uma%2Bformiga.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574317067677169810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-MHUjLfC-X54/TVvz1sxLeJI/AAAAAAAABt0/XhsdgdwKJc0/s320/uma%2Bformiga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wqOMr7plQJY/TVtLoY_4XHI/AAAAAAAABts/a4v3QiE3iXU/s1600/a%2Bformiga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí da sala fechada, em busca de ar fresco. Sentada no meio-fio, enxerguei-a, pela primeira vez. A formiga estava sozinha, e parecia sem direção. Será que formigas sentem calor, transpiram? Não. Não podem suar, mas devem sentir calor e frio intensos. Lembrei que, quando criança, eu ficava observando as formigas – quase sempre em filas indianas, numa disciplina, que eu ficava procurando de onde vinha o comando. Não havia comandante, mas as filas não se dissipavam. Às vezes, uma ou outra formiga parava no meio do caminho, e, em pouco tempo, reuniam-se, para cumprir o destino das formigas, o qual eu-menina nunca soube. Menos ainda agora, depois de tanto tempo sem pensar nas formigas.&lt;br /&gt;Mas a formiga que enxerguei, rente ao meio-fio, estava sozinha – acho que foi isso que me chamou a atenção (a mim, que não queria mais pensar no debate que havia na sala de onde saí). O que faz uma formiga sozinha, quando a natureza das formigas, parece, é seguir em grandes caravanas?...&lt;br /&gt;Ignorando a minha presença cabisbaixa e cada vez mais concentrada, a formiga parecia estar tentando arrancar uma raiz. Não era. Rodopiando em volta de uma metade de folha seca com um fiapo de linha suja enroscado, o inseto parecia fazer calculos matematicos, precisando extensão, peso, e força necessaria para transporte. O exame parecia mesmo minucioso – a formiga parava (atenta?) diante de cada milionesimo milimetro do ‘objeto desejado’, bem maior e mais pesado que ela, com toda certeza. Uma formiga comum – minuscula, sem “pedigree”. Não sou mirmecologa, nem levo jeito, mas reconheço a imponencia - até de um inseto. Naquela formiga, não havia empafia – talvez, eu tenha até identificado, no ser minimo, um cadinho de natureza simploria.&lt;br /&gt;O que fazia uma formiga sozinha, naquele asfalto quente?... Eu não fazia a menor ideia, nem fiquei sabendo. A verdade é que havia, ali, naquele espaço livre, uma formiga tonta, às voltas com um pedaço de folha e um fiapo de linha. Formiga persistente, mesmo sozinha. Minuscula - como o é toda e qualquer formiga -, mas grande na vontade de dar jeito de carregar a ‘carga’ enorme.&lt;br /&gt;Há muito tempo atrás, ouvi dizer que as formigas não têm mais que dois meses de vida. Diante de um tempo tão curto (pra nós, humanos), eu fiquei observando o que o inseto fazia, naqueles minutos, pra mim, e, talvez, meses, pra ele. A formiguinha continuava indo e vindo, sempre em direção do fiapo de linha no pedaço de folha seca esquecida pelo vento.&lt;br /&gt;Foi ali, olhando a formiga, que, pela primeira vez, pensei na minha vida: Nunca quis fazer estudo sobre as milhares de especies de formigas existentes. Sei o que todo mundo sabe sobre o mundinho delas. Nada além, nem aquém. Mas, de repente, me deu uma vontade de saber, de me comunicar com o inseto – até ajudar a formiga, carregando a ‘carga’ por ela. Não havia jeito, nem tempo para estudos aprofundados. Provavelmente, eu precisasse de meses, para saber sobre a especie daquela formiga, que nem existiria mais, quando eu me tornasse mais uma mirmecologa mediana. Sentada no meio-fio, eu só podia mesmo olhar a formiga, admirá-la na pequenez e na grandeza da existencia dela. Também as formigas contribuem com o nosso ecossistema, né?... Também é um ser vivente.&lt;br /&gt;O tempo passou sem eu perceber, as pessoas saíram do debate, se despediram, foram embora. E eu ainda olhei mais uma vez à formiga, que permanecia lá, dando jeito de carregar a sua ‘carga’. Eu sabia que ela conseguiria. Ela não saberia jamais, mesmo carregando todas as ‘cargas’. A formiga não é isso, nem aquilo – ela mesma não se sabe. A formiga é. Simplesmente. E nós nem sabemos a existencia de cada uma delas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1121917587575157997?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1121917587575157997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/uma-formiga.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1121917587575157997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1121917587575157997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/uma-formiga.html' title='Uma formiga'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MHUjLfC-X54/TVvz1sxLeJI/AAAAAAAABt0/XhsdgdwKJc0/s72-c/uma%2Bformiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6405330552476543755</id><published>2011-02-14T17:27:00.004-02:00</published><updated>2011-02-14T17:32:45.229-02:00</updated><title type='text'>Substituídos insubstituíveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vUjD7MF7Kew/TVmCCa7govI/AAAAAAAABtk/4zj0dHK9G44/s1600/Substitu%25C3%25ADdos%2Binsubstitu%25C3%25ADveis.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573628991947973362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-vUjD7MF7Kew/TVmCCa7govI/AAAAAAAABtk/4zj0dHK9G44/s320/Substitu%25C3%25ADdos%2Binsubstitu%25C3%25ADveis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Somos todos – todos mesmo – substituídos insubstituíveis, a vida inteira. E também nós queremos substituir, mesmo reconhecendo quem nos é insubstituível. Eu sei que tem gente que discorda. Maravilha! Sinal de que tem gente que pensa...&lt;br /&gt;Durante toda a vida – por que da morte não sei -, somos substituídos – senão na escola, no trabalho, ou nas turmas, em todo e qualquer lugar, ou tempo. Sempre substituídos – todos, todos. Mas, também, permanecemos insubstituíveis – em tudo, em todos. Por quê?... Oras carambolas, simplesmente por que ainda não conseguiram fazer replicas de ser humano – intrinsecamente unico, e, também por isso, solitario. Só mesmo se houvesse clones nossos, expostos em prateleiras de liquidação da vida – aí, sim, seríamos substituíveis.&lt;br /&gt;Arrisque pensar comigo: Se somos substituídos, já não somos, por que o ‘objeto’ (seja lá, ou aqui, o que ou quem for) não é a gente. A gente ficou pra trás, esquecida no banco, perto daquela latinha vazia.&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, teimamos em querer substituir. Não substituímos. Todas as criaturas nos são insubstituíveis – seja bem ou mal que nos representem. Isso é fato. Não há mal igual, nem bem identico. Isso pode acontecer em todos os ambientes – na familia, entre amigos, na escola, no ambiente de trabalho. Por que, indiferente à vontade, cada um é mesmo cada um – um diferente, um unico, do jeito que é.&lt;br /&gt;Quando paro pra pensar nessas ‘coisas’ tão humanas, tão nossas, fico vendo o tempo que passa, enquanto a gente se perde, se acha, pra se perder novamente. Como se houvesse a necessidade de nos alimentarmos, regurgitarmos, e comermos o mesmo alimento já mastigado – enquanto os intestinos se retorcem e contorcem com o que ainda lhes resta expelir...&lt;br /&gt;Alguém pode justificar que o tempo continua o mesmo – a vida também. Reflexão objetiva – logicamente. Nada além disso. Quando imaginamos estar substituindo alguém, acho que pretendemos, com isso, “tapar buraco” – já não importa com o quê, ou quem. Aparentemente, podemos até conseguir (vitoria!) – aparentemente mesmo, e só. Mas o ‘objeto humano’ (que era pra ser) substituído continua lá - no fundo do fundo do mais fundo –, insubstituível.&lt;br /&gt;Depois de pensar sobre isso, parei de teimar: Não quero o que poderia ser ‘objeto’ de substituição. Se quero – é pelo proprio valor que o ‘objeto’ representa pra mim, independente do que, ou de quem, sinto falta. Acredito mesmo que também eu não me coloco como ‘objeto’ de substituição. Sou quem sou – alma torta -, e não há outra alma torta como eu. E assim carrego meus ‘objetos’ insubstituíveis, que, por nada, são substituídos, por que não há ‘objeto’ igualzinho, pra encaixar no vazio que permanece, e prevalece, à revelia da minha vontade momentanea.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante da fatalidade, acho que o que temos de verossimil, dentro de nós (na alma? talvez!), é justamente quem nos é insubstituível. Se nem lembramos de muitos fatos e/ou pessoas – não foram substituídos, foram esquecidos mesmo. Se esquecidos, deixaram de ser importantes. Se deixaram de ser, foram por algum tempo. Nada além disso. Mas há o insubstituível permanente – jamais esquecido, nem sem importancia. É nisso que estamos. É isso que carregamos na alma: o que é verdadeiramente insubstituível. Não há vida que substitua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6405330552476543755?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6405330552476543755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/substituidos-insubstituiveis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6405330552476543755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6405330552476543755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/substituidos-insubstituiveis.html' title='Substituídos insubstituíveis'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vUjD7MF7Kew/TVmCCa7govI/AAAAAAAABtk/4zj0dHK9G44/s72-c/Substitu%25C3%25ADdos%2Binsubstitu%25C3%25ADveis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-8681828998872967228</id><published>2011-02-11T13:58:00.000-02:00</published><updated>2011-02-11T13:59:52.440-02:00</updated><title type='text'>Pague e confesse seus pecados</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-biAH4UYvPhw/TVQ_1k5oFZI/AAAAAAAABtE/gPDKU6AYCDw/s1600/Pague%2Be%2Bconfesse%2Bseus%2Bpecados.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572148828635141522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-biAH4UYvPhw/TVQ_1k5oFZI/AAAAAAAABtE/gPDKU6AYCDw/s320/Pague%2Be%2Bconfesse%2Bseus%2Bpecados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Há pouco tempo, pra rezar, tinha de ajoelhar – mais ainda, se era pra confessar os pecados. Mas isso é passado. Se já havia gente deslumbrada com celulares, iPhones, iPads, agora, todo mundo está entusiasmado demais, com as novidades tecnologicas.&lt;br /&gt;Recentemente, foi lançado aplicativo para iPhone e iPad que permite que você confesse seus pecados. É isso mesmo. Se você é um cara ocupado demais – mas não deixa de pecar -, sem tempo pra ir à igreja, pode acionar o aplicativo iPrayer, e desabafar. Nem precisa ajoelhar, e pode continuar (pecando) fazendo o que ‘tá’ fazendo, sem alterar a rotina.&lt;br /&gt;Você deve estar pensando que o ‘servicinho’ é de graça, né?... Que nada!... Pra quem ‘tá’ habituado a pagar dizimo, pague e confesse seus pecados. Até agora, ninguém reclamou o valor do aplicativo de confissão: 1,99 em dólar (pouco mais que o nosso 1,99 brasileiro).&lt;br /&gt;Ouvi dizer que o confessionario menor do mundo oferece diversos blocos de pecados – ‘tá’ certo que, todo dia, surgem novos, mas os desenvolvedores do ‘objeto de absolvição’ devem adicioná-los, aos poucos, imagino. O negócio é o seguinte: você paga, acessa o aplicativo, e pode deleitar-se na escolha dos pecados (os que você pratica regularmente, e, na falta de, até os que você sonha cometer um dia – por que não?). Desembolsa 1,99 (em torno de 3,33 reaizinhos reais), nem precisa se encher de tanta coragem, e relata ao aplicativo os inimagináveis pecados.&lt;br /&gt;Como acontece sempre na vida, tem o ‘time do contra’, nessa historinha toda. Até o Papa já confessou ser contra o aplicativo. Aqui, no Brasil, as autoridades da igreja catolica têm esclarecido que o ‘confessionario portatil’ não retira a função do padre, que penitencia e perdoa os fiéis que cometem e confessam pecados. A orientação aos confessores da informatica é para que selecionem os pecados cometidos, no dito aparelhinho, e aguardem o recebimento de um texto, enviado pelo iPrayer, para que seja lido a um padre real. Sei lá, gente, mas acho isso muito ‘enrolado’: o pobre pecador paga pelo aplicativo, ainda precisa ficar selecionando os pecados cometidos, depois tem de ler para o padre, na igreja?... Não entendi tudo isso.&lt;br /&gt;Claro, ainda tem a questão da penitencia – pecou, tem de pagar (nada de dólar, ou realzinho, não). Pelo visto, o aplicativo não é tão aplicativo assim, pois não aplica penitencia aos confessores, ou, talvez, os isente dos pecados – sem penitencia alguma (Quem dera!). Mas tudo isso ainda está sendo motivo de interpretação. Os católicos dizem que o ‘inofensivo’ aplicativo serve para lembrar da confissão (real) que deve ser sempre feita (haja pecado!). Os pecadores brasileiros mais afoitos já estão desembolsando três reaizinhos, e descobrindo pecados que nunca imaginaram cometer... hehehehehehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E eu, que já estranhava ouvir aqueles papos de: “as fotos que faço do meu celular”, “o vídeo foi feito com o meu celular”, “jogo sempre no meu celular”, “abro meus emails do meu celular”, “estou sempre atualizando twitter e facebook do celular mesmo”... Diante de tantas utilidades do celular, eu sempre ficava pensando: Será que só eu utilizo o celular como telefone móvel?... Agora, depois dessa do ‘confessionario ambulante’, só me resta mesmo – pecadora inconfessável que sou - o silencio ‘dinossaurico’.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-8681828998872967228?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/8681828998872967228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/pague-e-confesse-seus-pecados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8681828998872967228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/8681828998872967228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/pague-e-confesse-seus-pecados.html' title='Pague e confesse seus pecados'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-biAH4UYvPhw/TVQ_1k5oFZI/AAAAAAAABtE/gPDKU6AYCDw/s72-c/Pague%2Be%2Bconfesse%2Bseus%2Bpecados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-726523049530854793</id><published>2011-02-07T15:02:00.002-02:00</published><updated>2011-02-07T15:14:05.952-02:00</updated><title type='text'>Respeitemo-nos – todos nós, retardados!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TU2bQuFXPKI/AAAAAAAABs0/4giLIavJAQQ/s1600/Respeitemo-nos%2Btodos%2Bn%25C3%25B3s%2Bretardados.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570279025677909154" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TU2bQuFXPKI/AAAAAAAABs0/4giLIavJAQQ/s320/Respeitemo-nos%2Btodos%2Bn%25C3%25B3s%2Bretardados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Dia desses, numa das tantas filas (da vida) que não andam, ouvi comentarios de pessoas que aguardavam, irritadas, atendimento:&lt;br /&gt;- E essa fila que não anda?...&lt;br /&gt;- O pior é que nem adianta reclamar!...&lt;br /&gt;- Os encarregados dos caixas nem se importam com a gente...&lt;br /&gt;- Não nos respeitam, nos tratam como retardados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, parei pra pensar (já que estava numa fila enorme, à toa): Se nos tratam como retardados, não deveriam ter mais respeito ainda por nós?... Será que retardamento mudou o significado?... Voltei pra casa, fui procurar, no “amansa-burro”, o significado (atual) de retardamento:&lt;br /&gt;“s.m. Ato ou efeito de retardar; retardança, atraso, demora, adiamento, procrastinação. / Estado do indivíduo mentalmente retardado. // Psicologia. Retardamento afetivo, ausência ou retardamento no desenvolvimento dos afetos, dos sentimentos, sem prejuízo do desenvolvimento da inteligência (como entre os psicopatas). // Retardamento mental, insuficiência do desenvolvimento das faculdades intelectuais. (Distinguem-se três graus: debilidade, imbecilidade e idiotia profunda, dos quais apenas o primeiro apresenta possibilidades de recuperação.) // Eletricidade. Linha de retardamento, dispositivo elétrico no qual a ação de um sinal é exercida com certo atraso em relação ao momento de sua aplicação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que eu precisava: retardamento continua sendo o retardamento que eu havia aprendido e sabido. De um jeito ou de outro, penso eu, somos todos retardados – apesar disso, e por isso também, merecemos respeito, mais que isso, temos de nos respeitar mutuamente.&lt;br /&gt;Por que somos todos retardados?... Oras carambolas, pelo simples fato de que cada ser humano é unico, e tem suas (dele) particularidades de retardamento, como também temos em nós, os mil e um sentimentos que nos contradizem, fazendo tornarmo-nos tantos, numa vida só.&lt;br /&gt;Cada qual tem o proprio tempo de aprendizagem – não só de ‘coisas’ didaticas, que permanecem nos livros (à espera de uma espiadela). Tem gente que aprende rapidinho o que o outro, na lentidão que lhe é caracteristica, demora, numa agonia sem fim. Somos – mais ou menos - retardados mesmo. Todos. Respeitemo-nos – todos nós, retardados!&lt;br /&gt;Já diz o poeta Caetano que “de perto, ninguém é normal”. Se assim é – sabemos disso -, por que ainda alimentamos estigmas, discriminações e dedo em riste sempre em direção ao outro?... Será que precisamos catalogar nossas ‘falhas tecnicas’, para nos reconhecermos – “na rua, na chuva, na fazenda”, nas filas?...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, que, a cada dia, retardo em tantas coisas – paro, olho, escuto. Na minha lentidão, não compreendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-726523049530854793?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/726523049530854793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/respeitemo-nos-todos-nos-retardados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/726523049530854793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/726523049530854793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/respeitemo-nos-todos-nos-retardados.html' title='Respeitemo-nos – todos nós, retardados!'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TU2bQuFXPKI/AAAAAAAABs0/4giLIavJAQQ/s72-c/Respeitemo-nos%2Btodos%2Bn%25C3%25B3s%2Bretardados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-362934837566924747</id><published>2011-02-03T16:33:00.001-02:00</published><updated>2011-02-03T16:36:56.665-02:00</updated><title type='text'>Vale a pena saber da existencia</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:8e49945f-d9ba-49a2-82ae-2b860f364f13" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="33eeeac7-61ed-4193-863b-aa4907ce8825" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BR5nJZGhyAE" target="_new"&gt;&lt;img src="https://lh4.googleusercontent.com/_fCUf3N0TFY0/TUr07yYSSTI/AAAAAAAABsg/K1L6Gd-439Y/videoacb82e3bee56%5B6%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('33eeeac7-61ed-4193-863b-aa4907ce8825'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/BR5nJZGhyAE&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/BR5nJZGhyAE&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568781048999137570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUhI3AGFUSI/AAAAAAAABsI/k6P_VQV8MU4/s320/vidas%2Bpor%2Bum%2Bfio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;- Alô?...&lt;br /&gt;- Por favor, a Brigitte!...&lt;br /&gt;- Não tem ninguém que se chame Brigitte, aqui, senhora...&lt;br /&gt;- Ela não está?...&lt;br /&gt;- Acho que nunca esteve...&lt;br /&gt;- Como assim?...&lt;br /&gt;- A senhora deve ter ligado o numero do telefone errado...&lt;br /&gt;- Não!... Impossivel!... Esse telefone é da Brigitte, há muito tempo!...&lt;br /&gt;- Quanto tempo, senhora?...&lt;br /&gt;- Não lembro, mas sei que faz tempo...&lt;br /&gt;- A senhora já conversou com Brigitte, por este numero?...&lt;br /&gt;- Sim, varias vezes...&lt;br /&gt;- Lembra quanto tempo faz que a senhora falou com Brigitte, por este telefone?...&lt;br /&gt;- Não faz muito tempo, não...&lt;br /&gt;- Desculpe, senhora, mas faz algum tempo que tenho esse linha telefonica, e, por aqui, Brigitte não passou, asseguro...&lt;br /&gt;- Isso é impossivel!... Você deve estar brincando, como faz Brigitte... Por favor, chame ela, quero contar-lhe um sonho que tive – Brigitte gosta de saber...&lt;br /&gt;- A senhora costuma conversar com Brigitte pessoalmente?...&lt;br /&gt;- Sim, sempre, mas não posso sair agora...&lt;br /&gt;- Desculpe, mais uma vez, realmente, aqui não mora Brigitte...&lt;br /&gt;- Você só pode estar mentindo...&lt;br /&gt;- Não há necessidade de mentir, senhora, por que a vida, por si só, já é uma grande ilusão...&lt;br /&gt;- Isso que está acontecendo é impossivel, por que Elisabeth sempre atende esse telefone aí...&lt;br /&gt;- A senhora citou outro nome agora: Elisabeth... Não é Brigitte o nome da pessoa que a senhora procura?...&lt;br /&gt;- Às vezes, eu confundo as duas...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- Alô?...&lt;br /&gt;- Alô!... Eu estava falando com uma senhora que ligou por engano para minha casa...&lt;br /&gt;- Sim, ela é minha mãe... Ela está sempre tentando falar com Brigitte, minha irmã gemea, por telefone, vai ligando qualquer numero... desculpe...&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas me preocupou a insistencia dela...&lt;br /&gt;- É que Brigitte, minha irmã gemea, morreu em acidente, há algum tempo, e mamãe ainda me confunde com ela, apesar de ter ido ao funeral...&lt;br /&gt;- Sinto muito...&lt;br /&gt;- Obrigada, e obrigada também por não desligar o telefone, por que a maioria faz isso... fico sabendo, quando volto para casa, e encontro mamãe chorando, por que mais gente desligou o telefone, enquanto ela falava...&lt;br /&gt;- Deve ser uma situação terrivel mesmo...&lt;br /&gt;- Sim. Obrigada, mais uma vez...&lt;br /&gt;(Voz distante do telefone: “Brigitte, venha cá, quero te contar um sonho que tive contigo!”)&lt;br /&gt;- Preciso desligar... Obrigada!... Já vou, mamãe!...&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-231465120472484615?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/231465120472484615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/vidas-por-um-fio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/231465120472484615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/231465120472484615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/02/vidas-por-um-fio.html' title='Vidas por um fio'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUhI3AGFUSI/AAAAAAAABsI/k6P_VQV8MU4/s72-c/vidas%2Bpor%2Bum%2Bfio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-2561141484484968862</id><published>2011-01-28T16:01:00.000-02:00</published><updated>2011-01-28T16:02:12.837-02:00</updated><title type='text'>Tira-gosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUMEiZ1zSXI/AAAAAAAABsA/muMUDyWfa0s/s1600/tira-gosto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567298553458674034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUMEiZ1zSXI/AAAAAAAABsA/muMUDyWfa0s/s320/tira-gosto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Eu sei que todo mundo sabe o que acha que sabe. E sei também que, para algumas pessoas, a vida é dificil, e, para outras, a vida pode ser complicada, ou pode ser um desafio, ou até uma grande farra, ou palhaçada, ou qualquer coisa parecida com isso, ou diferente disso tudo. Mas o que mais sei é que a vida, pra mim, é tudo isso e mais o que não lembro agora, por que estou vivendo. Eu sei também que uma dor – de barriga, de dente, ou existencial – dói, dói muito. E eu sei mais ainda. Eu sei que cometemos o mal, intencionalmente, ou até quando não medimos as consequencias. Mas eu sei que, depois, nos ajoelhamos, diante do altar de alguma igreja, e voltamos perdoados pra casa. Eu sei que o gelo, de tão gelado que é, chega queimar. As queimadas, nas florestas, é pra devastarem o verde, e plantarem outro verde, ou não. O que sei mesmo é que as queimadas queimam tudo. E o que queima vira cinza. E cinza não se refaz. Cinza é soprada e desfeita pelo vento. As nuvens também são sopradas pelo vento – eu sei disso. Mas o que importa mesmo é o que interessa. E o que importa, para alguns, não interessa a outros – e assim vamos vivendo. Ou nem vamos. Ficamos vivendo. E eu sei que choramos, quando somos feridos. Mas eu sei, também, que nem por isso deixamos de ferir o outro. Enquanto isso, eu fico sabendo tanta coisa. Eu sei, por exemplo, que, quando faz frio aqui, faz calor, lá não sei onde. Mas eu sei que é assim. Eu sei que, agora, já, tem gente agradecendo – sei lá a quem – a dor, a doença, a miseria humana. Eu sei que, quando anoitece, o dia vai para outro lugar – ser dia, mais uma vez. Eu sei que, daí, a madrugada toma conta de tudo, até que o dia volte. E eu sei que, no escuro, a gente pode bater a ‘canela’, na mesa de centro da sala. No escuro, eu sei que as pupilas se dilatam – e eu sem enxergar coisa alguma. Eu sei ainda que, neste exato momento, alguém nasce, alguém morre, alguém se sente ninguém, e ninguém se sente alguém, e alguém pensa que eu nada sei. O que sei é que tem alguém fazendo alguma coisa – por todo lugar. Eu sei que posso nem conhecer esse alguém, mas eu sei que esse alguém existe, sem me conhecer também. Eu sei que eu poderia estar fazendo tanta outra coisa. Eu sei que eu poderia ter nascido no Alasca, e amar um beijinho de nariz gelado. Eu sei que eu poderia viver na África, e arrastar a historia humana, descalça, no meu vestido solto e sujo de poeira seca de tanto calor. Eu sei que eu poderia estar meditando no Tibet, ou poderia estar tocando Ektara – ou Doktara -, pelas ruas de Bengala. Mas eu sei que não estou lá – nem aqui. Eu sei mais quem não sou, por que quem sou não é. Ah, mas eu sei também que a chuva molha - às vezes, molha tanto, que chega inundar tudo. As casas ficam alagadas, e as ruas viram rios sem direção ... e pronto. Eu sei também que o banho molha, e que há gente que lava a alma. Eu sei que as relações pessoais – quaisquer que sejam – são alimentadas e movidas por pessoalismos, os quais, muitas vezes, eu desconheço. Mas eu sei que são assim. Eu sei que, uma vez que a gente aprende andar de bicicleta, jamais esquece – equilibrio. E eu sei que não sei equilibrar-me na vida – alma torta que sou. Mas eu sei andar de bicicleta. Eu sei que não carrego certezas, nem verdades absolutas, na minha mochila cheia de nada. Até isso eu sei. E eu sei também que a vida pode parecer, às vezes, bonita, ou feia. Mas eu sei que continua sendo vida – por que (ainda) vivo. E eu sei que você nem precisa pensar sobre tudo isso, por que o que você sabe, você não precisa pensar. E eu sei também que, se você sabe, é por que você já pensou - ou não. E isso é tudo o que eu (acho) sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-2561141484484968862?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/2561141484484968862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/tira-gosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2561141484484968862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/2561141484484968862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/tira-gosto.html' title='Tira-gosto'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUMEiZ1zSXI/AAAAAAAABsA/muMUDyWfa0s/s72-c/tira-gosto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-223281401271786133</id><published>2011-01-26T13:58:00.001-02:00</published><updated>2011-01-26T14:00:24.406-02:00</updated><title type='text'>Entre o pedido e a entrega</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUBFDEQ4gZI/AAAAAAAABr4/aj9XZitnY4g/s1600/entre%2Bo%2Bpedido%2Be%2Ba%2Bentrega.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566525058416411026" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUBFDEQ4gZI/AAAAAAAABr4/aj9XZitnY4g/s320/entre%2Bo%2Bpedido%2Be%2Ba%2Bentrega.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUA7Bm5LUdI/AAAAAAAABrw/rReVFNBaf3o/s1600/entre%2Bo%2Bpedido%2Be%2Ba%2Bentrega.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem muita gente comprando e pagando caro “gato por lebre”. O Procon tem registrado cada vez mais ocorrências de reclamações, neste sentido. As conhecidas “lojas virtuais” disparam neste “ranking”.&lt;br /&gt;Mas isso também acontece na “vida real”. Nem sempre envolve o caso de uma compra. Já tem gente considerando o casamento, “investimento de vida”. É justamente aí que surgem (gritantes) diferenças entre o pedido e a entrega. Em vez de “o produto” não funcionar corretamente, a convivência é que acaba não ‘funcionando’ de acordo com o pedido (expectativa) de cada um. E não há troca, nem direito de devolução intacta. Simplesmente, não há como dizer ‘ops’, e desligar o telefone, ou o computador, e procurar, depois, outra “loja virtual”.&lt;br /&gt;O que me parece é que a maioria ‘tá’ querendo atendimento imediato – a realização dos sonhos, num único instante. Tudo é rápido demais, e não há quem queira esperar construir o que sonha, ponderando junto com outro alguém, que também tem sonhos de vida. Por isso é que quem tem condições recorre à internet, e deixa de investir nas convivências ‘reais’. Se o papo teclado com alguém ‘tá’ chato, basta desconectar, bloquear, deletar – isso não acontece no cotidiano pessoal. Atritos existem, e não há como fugir deles sempre.&lt;br /&gt;Entre o pedido e a entrega, o olhar ansioso pode confundir gato por lebre – ou, então, a lebre fugir, e o gato assumir o lugar de prestígio. Brincadeiras à parte, nem sempre o pedido é entregue. Eu faço o pedido, mas esqueço do “pequeno detalhe” que ‘tava’ no pé da página, em letras microscópicas: “o kit completo contém”...&lt;br /&gt;Oras carambolas, a gente não corresponde às expectativas do outro, seja o outro quem for. Até por que nem correspondemos às nossas proprias expectativas. Isso é fato. Ninguém é perfeito (que novidade!) – nem nossos pedidos, tão humanos quanto nós. O pedido é feito, de um jeito, ou de outro, por que, mesmo quando não pedimos, a entrega chega. E não há devolução. Não mesmo. Você pode berrar, espernear, não adianta. Se o pedido é desfeito, outra ‘coisinha’ fica no lugar: consequência. Sabemos disso.&lt;br /&gt;Confesso que tenho cautela, ao fazer um pedido. E só faço mesmo, quando percebo que, se eu não fizer o pedido, alguém o faz, e ainda manda entregar pra mim. Se o pedido é inseguro, incerto, a entrega também (surpresa!). Há duas expectativas em questão: de quem pediu, de quem entregou. (E ainda tem gente, nos tempos atuais, que sonha ter uma mão amiga, no momento da morte!)&lt;br /&gt;Tudo isso é sempre muito complicado, pra mim. Não sei lidar com convivências humanas. Transito por elas – vivencio o que todo mundo vivencia -, sem parar pra pensar se aprendo alguma coisa com isso. Entre o pedido e a entrega, eu fico com a entrega – a minha entrega, que é torta, mas é o melhor de mim. Melhor mesmo é nem pedir pra aprender – pode ser que a lição contenha alguma coisa que já te foi entregue. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-223281401271786133?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/223281401271786133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/entre-o-pedido-e-entrega.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/223281401271786133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/223281401271786133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/entre-o-pedido-e-entrega.html' title='Entre o pedido e a entrega'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TUBFDEQ4gZI/AAAAAAAABr4/aj9XZitnY4g/s72-c/entre%2Bo%2Bpedido%2Be%2Ba%2Bentrega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6781224659784523313</id><published>2011-01-20T14:03:00.002-02:00</published><updated>2011-01-20T15:05:02.019-02:00</updated><title type='text'>Por agua abaixo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTcr_vC56mI/AAAAAAAABro/NUHKpG41KE0/s1600/Por%2Bagua%2Babaixo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563964238599940706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTcr_vC56mI/AAAAAAAABro/NUHKpG41KE0/s320/Por%2Bagua%2Babaixo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;“Quando ele me agrediu, ele mostrou quem verdadeiramente era”. Essa daí é uma frase comum da frustração personificada. Aí, eu fico pensando: Só se mostra quem a gente verdadeiramente é, quando a gente agride?... Por que não mostramos, também, quem somos, de outra maneira, ou de todas as maneiras?... Eu, pessima aprendiz de ser humano, não consigo entender (mais) isso.&lt;br /&gt;O que vejo é que tudo o que foi construído, na relação (seja de casal, ou entre amigos), vai mesmo por “agua abaixo”, depois que o outro agride, violenta – seja o corpo, ou a alma. Por outro lado, por que a gente não está mostrando quem é, quando manifesta amor, carinho, zelo, afeto?... Não compreendo.&lt;br /&gt;Vou adiante, no pensamento que é meu. Acho que vivemos o apice de um momento “divisor de águas”, na historia humana. Aliás, vou além, achando também que, mais que dividir as aguas, o momento em que (sobre)vivemos está mesmo indo, e levando tudo por agua abaixo.&lt;br /&gt;Tudo é descartável – sem filosofias. A todo instante, descartamos e somos descartados, em todas as conjugações. Do ralo e do esgoto, somente as baratas se salvam, e (ainda) vivem. Mas, também, descartamos as baratas, tantas quantas vezes sejam necessarias. Quando o ralo entope, descartamos a possibilidade de não mais sobrecarregarmos a via de esgoto. Contratamos logo um tecnico desentupidor, e continuamos descartando tudo e todos. E aproveitamos – o “ensejo” – para descartar a unica microscopica hipotese de pensarmos sobre essas coisas tão chatas – descartaveis.&lt;br /&gt;O marido, a esposa, os ‘namorantes’ são descartaveis: “Casamento é instituição falida, e tem muita gente no mundo, pra eu investir tudo num unico relacionamento”.&lt;br /&gt;Os amigos são descartaveis: “Amizade, pra mim, é concordar comigo. Discordou, ou falou coisas que não concordo, eu descarto”.&lt;br /&gt;As musicas são descartaveis: “Pego tudo na internet, ouço, e deleto”.&lt;br /&gt;Os livros são descartaveis: “Livro é coisa chata, mas eu leio emails”.&lt;br /&gt;Os sonhos são descartaveis: “Sonhos não existem – eu descarto logo”.&lt;br /&gt;Os filhos são descartaveis: “Não me prendo a crianças – não gosto -, e, por isso, pago pessoas pra criarem meus filhos”.&lt;br /&gt;A profissão é descartavel: “Vou procurar, pela milionesima vez, uma outra carreira profissional”.&lt;br /&gt;Os funcionarios são descartaveis: “Demito quem não me obedece, por que a fila da ‘boiada’ silenciosa aumenta lá fora”.&lt;br /&gt;As igrejas são descartaveis: “Deixei de ir naquela igreja, por que tudo era pecado, e agora estou em outra mais adequada”.&lt;br /&gt;A gente mesma é descartavel: “Já não quero mais nem saber de mim, e até acho que estou me descartando”.&lt;br /&gt;O desafio é descartavel: “Pra que eu vou insistir, se desistir é que vai me manter na minha zona de conforto?”...&lt;br /&gt;Os eletros são descartaveis: “Pararam de funcionar, joguei fora, comprei outros”.&lt;br /&gt;A vida é descartavel: “Se a vida não é do jeito que eu quero, eu descarto”.&lt;br /&gt;Ah, eu já ia quase esquecendo: junto com tudo isso – papel higienico também é descartavel.&lt;br /&gt;Nessa vida descartavel e descartada, numa verossimilidade sutil, parecemos baratas tontas – as mesmas que sobrevivem no esgoto -, tentando, às vezes, resguardar alguma coisa, que nem sabemos mais o que é. Descartamos tanto, que o exercício de reter verdadeiramente qualquer coisa que seja nos é cansativo, por que demanda esforço, tolerancia, compreensão, e - acima de tudo isso e de mais alguma coisa – vontade, desejo, querer mesmo. Descartamos, por que podemos, mas (sabemos) alguma coisa permanece e prevalece, no fundo de nós, por mais que nos retorçamos e nos contorçamos, na tentativa de descartá-la também: a alma...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6781224659784523313?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6781224659784523313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/por-agua-abaixo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6781224659784523313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6781224659784523313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/por-agua-abaixo.html' title='Por agua abaixo'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTcr_vC56mI/AAAAAAAABro/NUHKpG41KE0/s72-c/Por%2Bagua%2Babaixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4173375674049160488</id><published>2011-01-18T14:12:00.001-02:00</published><updated>2011-01-18T14:13:11.648-02:00</updated><title type='text'>O “sexo dos anjos”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTRzYJm1y_I/AAAAAAAABrg/XDLmu3zD-ZM/s1600/o%2Bsexo%2Bdos%2Banjos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563198298442288114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTRzYJm1y_I/AAAAAAAABrg/XDLmu3zD-ZM/s320/o%2Bsexo%2Bdos%2Banjos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Quem nunca participou de uma daquelas reuniões para analisarem, avaliarem e concluirem sobre o “sexo dos anjos”?... Por trás da extensa (e inocua) pauta, não acontecem mais que chatas reuniões, pra marcarem novas chatas reuniões.&lt;br /&gt;Essas reuniões – agendadas, programadas, ou chamadas em “carater urgente urgentissimo” – são feitas, quase sempre, da mesma estrutura. Comumente, a reunião é convocada por um chefe, ou diretor, da empresa. Depois, não faltam os personagens, cada qual ajeitando-se nas cadeiras da grande mesa de reuniões. Além do patrão, no foco principal, participam os diretores de departamentos (sempre há), e aqueles que, além de fazerem numero, representam os coadjuvantes.&lt;br /&gt;Não há reunião que não conte com o puxa-saco de plantão do chefe – concorda com tudo, e até aplaude, entusiasticamente, qualquer citação feita pelo patrão. Também, tem sempre aquele que, mesmo sem ter o que dizer, por ignorar o que deveria estar sendo exposto e debatido, manifesta a frase classica: “Eu acho que temos de fazer um estudo mais aprofundado a respeito”.&lt;br /&gt;Ah, mas reunião mesmo não pode deixar de contar com aquele personagem classico que chama (ou pelo menos tenta chamar) a atenção de todos. Dependendo do humor do dito cujo participante da reunião, ele pode sair com uma dessas: “Nossa empresa merece mais do que está sendo falado aqui”. “Vocês assistiram o jogo de decisão, no final de semana?”&lt;br /&gt;Além do puxa-saco, do metido e do “nada-a-ver”, reunião que se preze conta, ainda, com aquele personagem tipico de filme norte-americano. Ele permanece distraído, enquanto ‘rola’ a reunião, e, quase no final, fala, em tom dramatico: “Devemos marcar outra reunião, pra decidirmos alguma coisa mais concreta”. E ainda tem lugar para quem chamo ‘muralista’ (sempre em cima do muro), afirmando: “Eu não sei. Não sei mesmo. Esta é a minha mais sincera opinião”.&lt;br /&gt;Não podemos esquecer do otimista e do pessimista de plantão, participantes marcantes, em toda reunião. O otimista, quando falta-lhe inspiração, na mesa de debate, aponta à janela, e quase canta: “Olhem, que natureza exuberante da nossa selva de pedra”. O pessimista, por sua vez, na tentativa de mostrar-se interessado, num muxoxo, olhando para baixo, interrompe: “Se querem saber minha opinião, acho que essa empresa pode falir”.&lt;br /&gt;Cá muito entre nós, a maioria dessas reuniões já foi tão programada e ensaiada, que, por isso, já tem até o veredicto. Se for para reduzir salarios, ou aumentar horas de trabalho, ou reduzir/aumentar produtividade – tudo isso será feito, independente até de alguma opinião inedita, lançada durante a dita reunião. Já está tudo pronto. Não há mais o que fazer. Concordar, ou discordar, é o papel de cada participante, que assinará embaixo do que foi dito, ou não dito. Se a reunião tiver ata – aí, danou de vez. Todo mundo – um por um – quer “fazer constar em ata”: blá blá blá blá blá&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempo: Alguns livros espiritas (kardecistas) explicam que anjo, dentro do que chamam “hierarquia espiritual”, já não tem mais sexo, pois, segundo os livros, o anjo atingiu a “segunda morte”, rompendo o vinculo com o perispirito (que seria a ligação com a condição humana). Sem mais reencarnações. Nem homem. Nem mulher. Anjo somente. Longe de reuniões. (Acho melhor mesmo, por que já não dá mais para imaginar que os pobres anjos fiquem só tocando harpa – devem ter mais o que fazer -, para todo sempre da vida angelical eterna...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4173375674049160488?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4173375674049160488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/o-sexo-dos-anjos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4173375674049160488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4173375674049160488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/o-sexo-dos-anjos.html' title='O “sexo dos anjos”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTRzYJm1y_I/AAAAAAAABrg/XDLmu3zD-ZM/s72-c/o%2Bsexo%2Bdos%2Banjos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-4730560288152855395</id><published>2011-01-14T08:00:00.003-02:00</published><updated>2011-01-14T08:08:17.028-02:00</updated><title type='text'>À margem de</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTAgdun1naI/AAAAAAAABrQ/lXcC0EkZwS4/s1600/%25C3%25A0%2Bmargem%2Bde.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561981234905980322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTAgdun1naI/AAAAAAAABrQ/lXcC0EkZwS4/s320/%25C3%25A0%2Bmargem%2Bde.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSvOmRfsy1I/AAAAAAAABrA/QE0c1LYYfyE/s1600/%25C3%25A0%2Bmargem%2Bde.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo o que não é, por que o que é – não é também. Não ser é mais que ser. Não ser é tudo – ser é alguma coisa, ou coisa alguma. Se um dia pensei ser, no outro, deixei de pensar, e já não o era mais. Os que querem e julgam-se ser grandes – não o são, simplesmente por que não sabem ser o mais infimo atomo, ou a mais poderosa bacteria. Não ser é a dimensão exata de tudo – o grande nada estilhaçado em diversos seres que não são. Escravo acorrentado pelo ser – inseguro e impreciso -, tudo o que é deixa de ser, por que não é – está, e, diante do proprio espelho, já não está mais. Sem saber ser, já não é. Pensais que sois quem, quando pensais? Não sois mais do que pensais – nem menos. Sois o que pensais, e que já não pensas mais. Também eu já pensei ser, e também eu tornei-me menor que o nada que sou, por pensar menos, quando ainda pensava que pensava o que pensava – e já não penso, por que já não mais me sou. Nem tampouco serei o que não fui. Somos seres pensantes não pensando que somos seres pensantes não pensando o que não pensamos, por não pensarmos o que poderiamos pensar. Pensar – pra quê? Se o pensamento, volatil e disforme, foge, abandona o pensador, que não quer mais pensar que pensa o que finge ignorar pensar? O pensamento, sim, é inteiro, e não precisa pensar que pensa. É. O pensamento, irreverente, não pensa, nem faz pensar que pensa. O pensamento – inteiro – simplesmente é. Enquanto vós, eu, nós, pensamos que pensamos pensar um unico pensamento. Não é. A inteireza do pensamento – não o sabemos, por que pensamos demais que estamos pensando em pensar o que nem está – não é. E, por isso, não sois vós, não é ele, não sou eu, nem somos nós. Não existe ser a pensar. Enquanto pensamos que pensamos pensar que somos quem pensamos que somos ao pensarmos – não somos, nem pensamos, por que não sabemos pensar quem somos, por que não pensamos quem somos pensando quem somos. Pensar quem somos nos impede de sermos sem pensarmos que pensamos quem somos. Sermos quem pensamos ser nos impede de pensarmos sem sermos quem somos quando pensamos que pensamos quem somos pensando. Por isso, vivo o que não é, por que o que é – não é também. Mesmo quando pensamos sobre o que pensamos que somos quem pensamos ser.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-4730560288152855395?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/4730560288152855395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/margem-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4730560288152855395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/4730560288152855395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/margem-de.html' title='À margem de'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TTAgdun1naI/AAAAAAAABrQ/lXcC0EkZwS4/s72-c/%25C3%25A0%2Bmargem%2Bde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-3737090494212453858</id><published>2011-01-10T13:58:00.000-02:00</published><updated>2011-01-10T14:01:18.236-02:00</updated><title type='text'>“Little Fish”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSjTRS1EnII/AAAAAAAABq4/I0M6oBy4e6c/s1600/Little%2BFish.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559926034054552706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSjTRS1EnII/AAAAAAAABq4/I0M6oBy4e6c/s320/Little%2BFish.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Quem já assistiu o filme “Big Fish” vai compreender melhor o que vou tentar escrever aqui – ou não. Só não me auto-denomino “Big Fish”, por que sou pequena (de corpo, e alma também) – melhor mesmo “Little Fish”.&lt;br /&gt;Constantemente, me apercebo falando de pessoas e fatos, os quais, se eu não tivesse presenciado e vivido, até eu duvidaria que existiram – alguns ainda existem, resistindo os solavancos do tempo. Há tantos personagens que, na minha visão estrabica, escapuliram de livros inacabados, e resolveram (quem sabe?) divertir-se num universo mais amplo.&lt;br /&gt;Talvez, como falou aquele homem, na praça, empostando a voz: “Somos todos personagens de um livro, cujo autor desconhecemos”. Se assim for, acho que o autor da historia humana, há muitos seculos, milenios até, perdeu a meada do fio – não sabe mais aonde foram parar todos os personagens do grande livro da vida. Melhor eu parar por aqui, nas conjecturas, por que minha imaginação pode ir além da imaginação – e surpreender (será?), mais ainda, quem pode intitular-se “autor” dessa historinha toda.&lt;br /&gt;Semelhante a você, também eu conheci e conheço “tanta diferente gente”. Alguns, em especial, ficam guardados, em minha alma torta, como personagens de livros que ainda não li – talvez, livros inacabados, esquecidos no fundo de gavetas esquecidas. A verdade é que todos nós temos peculiaridades que chamam alguma atenção. “De perto, ninguém é normal” – já cantou o poeta Caetano Veloso. Nem questiono “normalidade”, por não dispor (muito menos ser) parametro disso.&lt;br /&gt;Por diversas vezes, já me vi sendo observada como “bicho do mato” – bicho estranho mesmo. Talvez, eu seja isso mesmo – ou nem isso -, mas não estou sozinha, nesta floresta de sombras. Há muitos personagens – mais interessantes, inclusive – cada qual, com jeito unico de conduzir a propria vida, mesmo quando afirma que se deixa conduzir pela vida.&lt;br /&gt;É justamente aí que lembro de “Big Fish” – o “the end” do filme, quando os personagens todos se reúnem, no grande ritual de despedida da vida do protagonista. A “Little Fish” aqui também sonha reencontrar os tantos personagens que a vida fez emergirem de livros inacabados, no “the end” da minha vida também inacabada. E aprender ainda mais com todos eles.&lt;br /&gt;São tantos personagens que surgem, sem qualquer resquicio de memoria do livro que lhes deu vida, diante da minha visão estrabica!... Cenas inusitadas permeiam a memoria da minha alma, e, volta e meia, saltam do passado, fazendo-se, mais uma vez, presentes. Alguém, ao ouvir sobre dor de cabeça, interrompe, dizendo: “Eu sabia que você estava com dor de cabeça, por que acordei com dor de cabeça, hoje, e lembrei de você” (e, assim também, com dor de barriga, vomito, diarreia, etc). Outro personagem, bastante conhecido por todos, analfabeto, sempre dá um jeitinho de acrescentar a tudo o que diz: “Li, no meu livro de ciencias, que um dia descobririam solução para esse mal” (seja o mal que for falado).&lt;br /&gt;Fofoqueiros são os personagens mais comuns – previsiveis até. Em qualquer lugar, a qualquer hora, tem um lá, de plantão: “Você conhece fulano?” (interrompo no ato, e saio da página do livro que não gosto de ler). Mas ainda há aqueles fofoqueiros “experts”, que chegam com outra conversa: “Você foi na casa dos fulanos?... Como é a casa deles?... (antes do “conte-me tudo”, eu já estou olhando outros livros...)&lt;br /&gt;São tantas historias, tantos personagens!... Cada um de nós tem o diferencial e o amalgama humanos. Até que o conteudo das historias pode assemelhar-se, mas sempre há alguma coisa dissonante: o cenario, os personagens em cena, a fala de cada um, o começo, o meio, e até o final da historia. Na visão de cada um, representamos um outro personagem, às vezes, distante até do que nós mesmos nos sabemos.&lt;br /&gt;Ainda que pareça estorias de “Big Fish”, a “Little Fish” aqui acredita: Podemos ser “personagens de um livro, cujo autor desconhecemos” – ainda assim, continuamos existindo, e, à revelia do “andar da carruagem”, escrevemos e reescrevemos nossa propria historia.&lt;br /&gt;“The end”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-3737090494212453858?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/3737090494212453858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/little-fish.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3737090494212453858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/3737090494212453858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/little-fish.html' title='“Little Fish”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSjTRS1EnII/AAAAAAAABq4/I0M6oBy4e6c/s72-c/Little%2BFish.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-6629406886324105653</id><published>2011-01-04T00:44:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T00:45:11.261-02:00</updated><title type='text'>“A vida é tão rara”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSKIm8y_uSI/AAAAAAAABqw/NP6S7fkZmb0/s1600/A%2Bvida%2B%25C3%25A9%2Bt%25C3%25A3o%2Brara.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558155092865038626" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSKIm8y_uSI/AAAAAAAABqw/NP6S7fkZmb0/s320/A%2Bvida%2B%25C3%25A9%2Bt%25C3%25A3o%2Brara.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;É do compositor e cantor Lenine, a frase aí de cima. E a vida é mesmo tão rara – unica, especial. Mais ainda, se paramos pra nos debruçar na soleira da janela da vida do outro, quando enxergamos o que nunca vimos, nem chegamos imaginar: uma vida que jamais se repete.&lt;br /&gt;Alerta: Você pode (ainda) escolher interromper essa leitura. Se prosseguir – por sua conta e risco -, boa viagem a lugar algum...&lt;br /&gt;Há quem acredite e divulgue a ideia de reencarnação. Ainda assim, penso eu que esta vida – esta, que a gente vive agora – continua sendo unica, e por isso rara, pois jamais se repetirá, mesmo que haja mil e uma encarnações. Até por que as outras (supostas) vidas seriam vividas com outras pessoas, não com quem convivemos hoje, na condição em que estamos, todos nós.&lt;br /&gt;A vida é dinamica, e não há como interromper o fluxo. Saber que estamos de passagem nos dá (vaga) ideia do quanto “a vida é tão rara”. Cada momento é unico – o desperdiçado pode ser, no final das contas, o mais bem aproveitado, e aquele instante que queremos aproveitar o maximo pode ter sido desperdicio. Nunca saberemos.&lt;br /&gt;Sem qualquer intenção de verdade absoluta, penso, como tanta gente, que a vida é feita de escolhas – mesmo quando resolvemos não escolher. Se não escolho, não é a vida que escolhe por mim – alguém escolhe. Às vezes, dependemos do outro, nas nossas escolhas. Ainda assim, participamos, ou temos esse direito (participar), da escolha que nos envolve. Se não nos manifestamos, estamos escolhendo que o outro escolha por nós – talvez até com a intenção de responsabilizarmos o outro, no final da historia (se for catastrofica). Mas jamais, quando fazemos nossa propria escolha, estaremos escolhendo pelo outro – o outro tem a escolha dele, que pode ser gritante, ou silenciosa. É escolha também. Direito inalienavel de cada ser humano: escolher (inclusive, não escolher).&lt;br /&gt;Já ouvi tantas pessoas dizerem: “E a vida continua, com, ou sem, minha presença, minha participação”. Nunca repeti isso, por discordar da isenção. Na minha visão estrabica, cada um de nós, justamente por seguir um caminho unico (marcado por todas as escolhas particulares, feitas por nós), faz parte dessa mesma humanidade que vive em contradição, querendo o que não faz, esperando o que não sabe doar ao outro.&lt;br /&gt;Acredito – isso sim – nas historinhas de “causa e efeito”. Acredito nos efeitos que qualquer atitude humana pode causar. Acredito nas consequencias inimaginaveis da perda de uma simples moeda de um real, na calçada. Acredito que isso tudo, sim, representa as maiores revoluções humanas, cotidianamente causadas, testemunhadas e sofridas por toda gente.&lt;br /&gt;Hoje, eu posso até “me dar ao luxo” de nem querer pensar que estou fazendo escolhas, o tempo todo, a vida inteira. Independente disso, até quando escolho não escolher, minha vida – “tão rara” – continua sendo unica, e sendo vivida (por mim), com todos os efeitos causados pelas minhas proprias escolhas, sem que eu possa responsabilizar mais ninguém por isso. Fatalidade.&lt;br /&gt;A minha escolha foi escrever, e postar, isso. A sua escolha foi ler. Estamos quites.&lt;br /&gt;... Lenine ainda canta:&lt;br /&gt;“Será que é tempo&lt;br /&gt;Que lhe falta pra perceber?&lt;br /&gt;Será que temos esse tempo&lt;br /&gt;Pra perder?&lt;br /&gt;E quem quer saber?&lt;br /&gt;A vida é tão rara,&lt;br /&gt;Tão rara…”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E eu repito às paredes: A vida é só isso – e ainda acaba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-6629406886324105653?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/6629406886324105653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/vida-e-tao-rara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6629406886324105653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/6629406886324105653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/vida-e-tao-rara.html' title='“A vida é tão rara”'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TSKIm8y_uSI/AAAAAAAABqw/NP6S7fkZmb0/s72-c/A%2Bvida%2B%25C3%25A9%2Bt%25C3%25A3o%2Brara.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-1835947070385777716</id><published>2011-01-01T03:05:00.001-02:00</published><updated>2011-01-01T03:06:04.436-02:00</updated><title type='text'>Acreditar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TR6sD-lJuuI/AAAAAAAABqg/btvN5xIcusE/s1600/Acreditar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557068174560180962" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TR6sD-lJuuI/AAAAAAAABqg/btvN5xIcusE/s320/Acreditar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Como diz um amigo: “Uma fé não basta; é preciso ter muitas fezes”. Acreditar – acreditar sempre. Quando não houver mais no que acreditar, acreditar em Papai Noel, Chuck Norris, Bicho Papão, Forrest Gump, ou sei lá mais o quê, ou quem. Mas acreditar – sempre.&lt;br /&gt;Tem gente que defende o ideal de “até morrer” pelo que acredita. Não vou tão longe – acho que dá pra viver pelo que se acredita. Acho também que “mais vale um covarde vivo, que um herói morto”. Até por que tudo – bom, ou ruim – acaba, de um jeito ou de outro, acaba do mesmo jeito... O que, pra gente, é eterno é simplesmente eternizado pela gente, e a gente pode ser eternizada por outras gentes – ou não. Acreditar nisso também.&lt;br /&gt;Mas não quero ir tão longe nas filosofias de bolso. Quero estacionar meu pensamento bem aqui mesmo: É preciso acreditar. Só quem sonha, acredita. Não se preocupe, se você, como eu também, não lembra dos sonhos que teve, na noite passada. Não é desses sonhos que me refiro. Nem dos sonhos da padaria – na maioria das vezes, acabam sendo vendidos e devorados, antes de a gente chegar.&lt;br /&gt;Sonhar e acreditar são verbos, na minha insignificante opinião, que vivem juntos, por que se atraem, se distraem, se contraem, e até se esvaem juntos. Sonhar, sem acreditar, acho que seria delirar. Sonhar e acreditar já é – no sentido que entendo mais amplo - realizar. Afinal, alguém precisa acreditar nos proprios sonhos. Cá entre nós, às vezes, é mais simples acreditar no sonho que na mais verossímil realidade, tão distante de todos os sonhos, a exigir esforço maximo (e até reserva) dos sonhadores que (ainda e sempre) acreditam.&lt;br /&gt;Estamos pisando no ano de 2011 – chãozinho limpo e fresco, cheiro de terra molhada, futura árvore em broto. Como vai ser nosso ano?... Ninguém sabe. O que sabemos é que depende de nós, de cada um. Se a gente começa a pensar e agir (sonhar e acreditar), desde o primeiro passo neste novo ano, o ano pode ser novo mesmo. Até o proximo dezembro – é muito tempo, gente, dá pra fazer alguma coisa, ou fazer coisa alguma.&lt;br /&gt;Fico observando algumas pessoas que esperam milagres – levantam as mãos aos céus, e acabam levando mesmo é coco de passarinho na cabeça. Outras aceitam a vida do jeito que vier – sem questionar, sem assumir qualquer atitude de mudança. No meio de todas essas pessoas, ainda há aquelas que sonham, batalham pra caramba, nem sempre realizam os sonhos – mas continuam sonhando, e trabalhando. Cada qual, do seu jeitinho, está vivendo, e tendo a vida que lhe é unica, e por isso tão especial.&lt;br /&gt;O mais importante mesmo é acreditar – acreditar sempre. Não importa em que, em quem. Necessario se faz acreditar, cada vez mais, em alguma coisa que represente o trampolim, o porto seguro, a rede, o colo – a vida, simplesmente. Acreditar nos proprios sonhos – acreditar, por isso também, na vida.&lt;br /&gt;Que a gente receba 2011, de braços e olhos abertos – com toda força de acreditar, com toda fragilidade de ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-1835947070385777716?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/1835947070385777716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/acreditar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1835947070385777716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068056394068962942/posts/default/1835947070385777716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2011/01/acreditar.html' title='Acreditar'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04943040814253064084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Yno9sp2VOG8/TlfrvqRhxYI/AAAAAAAAB2k/ppbcNXd_4Pc/s220/eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fCUf3N0TFY0/TR6sD-lJuuI/AAAAAAAABqg/btvN5xIcusE/s72-c/Acreditar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068056394068962942.post-5744805199762408014</id><published>2010-12-25T03:05:00.002-02:00</published><updated>2010-12-25T14:26:24.090-02:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa(s) – Unicidade multipla</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c6f5fc4a5f7d13f0" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v6.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc6f5fc4a5f7d13f0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331383622%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2DE3A8E9F3E47B9F0B2DE8C215CC41D448CBF22E.7DB57F888231DE743AE29E843B0B4BF89D48EAC3%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc6f5fc4a5f7d13f0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dn80F10kzZF6jyrBOSfY-mNu0esM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v6.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc6f5fc4a5f7d13f0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331383622%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2DE3A8E9F3E47B9F0B2DE8C215CC41D448CBF22E.7DB57F888231DE743AE29E843B0B4BF89D48EAC3%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc6f5fc4a5f7d13f0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dn80F10kzZF6jyrBOSfY-mNu0esM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O guardador de rebanhos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;- Fernando Pessoa -&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Voz: Helena Antoun&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quem diga que Fernando Pessoa(s) despersonalizou-se, quando embrenhou-se na compreensão da humanidade – deixa de ser um só: é todos, é ninguém. E não havia tamanha vida (fora) que pudesse abrigar as multiplas e facetadas vidas (dentro) de Pessoa(s). Na minha mais vulgar opinião, Pessoa(s) representa, ainda hoje, a unicidade multipla do ser humano.&lt;br /&gt;O que ainda não compreendo é como uma criatura, que esfacelou-se em tantos cacos de espelho unico, Pessoa(s) ainda continua sendo razão de despedaçadas criticas – as mais variadas, e inimaginaveis. Talvez, por falta de mais elementos (será?), alguns criticos questionam até a opção sexual de Fernando Pessoa(s). A propria sobrinha-neta de Pessoa(s) Manuela Nogueira, em entrevista publicada, opinou que, nos escritos de Álvaro de Campos, Fernando Pessoa apresentou “a homossexualidade de maneira explicita”. A sobrinha-neta (Maria da Graça Queiroz) de Ophélia Queiroz, conhecida, até hoje, como a “unica namorada” de Pessoa(s), afirmou, em entrevista divulgada, não acreditar que Fernando Pessoa(s) tenha morrido virgem. Ela vai além nas conjecturas: “Naquela epoca, o escritor era considerado homossexual. Só depois da morte dele, em 1937, meu pai – Carlos Queiroz – lançou o livro com as cartas apaixonadas de Fernando Pessoa para minha tia-avó Ophélia”. O filho do barbeiro que aparava o bigode de Pessoa(s), diariamente, saiu em defesa publica da heterossexualidade do escritor de unicidade multipla. Conforme Antônio Seixas, que era criança, nos tempos de Pessoa(s), “havia uma moradora do primeiro andar, onde morava o escritor, que dizia ser namorada dele”.&lt;br /&gt;Se Fernando Pessoa(s) morreu virgem, se era homossexual, se, de fato, teve envolvimento amoroso com Ophélia Queiroz – isso tudo eu não sei. O que sei já me basta, para lamentar o que as pessoas continuam fazendo com Pessoa(s). Na falta do que mais dizer, comentar, escrever, conjecturam imaginações cada vez mais férteis, que em nada assemelham-se aos delirios de Pessoa(s), homem lucido, que, para suportar “um tanto mais” a vida, bebia e fumava, todos os dias e noites, sem conseguir atenuar a dor do existir.&lt;br /&gt;Vou adiante, na contramão dessa gente que ainda busca saber “quem surgiu primeiro: o ovo ou a galinha”. E se Pessoa(s) fosse homossexual, ou tivesse morrido virgem?... E se Pessoa(s) nem tivesse existido, humanamente, e fosse criatura de um criador louco, desvairado, com personalidades multiplas de Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Alberto Caeiro, Maria José, Charles Robert Anon, ou qualquer outro nome de identificação que o valha?... E se?... O que mudaria os escritos dessa alma inquieta e febril, que, na ansia de abraçar todas as almas, multiplicou-se e refletiu-se em tantos cacos, até hoje ignorados?...&lt;br /&gt;Por outro lado, o escritor português José Blanco reconhece que, no Brasil, há maior interesse por Fernando Pessoa(s) que em Portugal. A propria “directora” da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, Inês Pedrosa, reconheceu, em visita ao Brasil, que os brasileiros valorizam muito mais a obra de Pessoa(s), se comparado aos portugueses. Isso, sim, para mim, é fator relevante, pois trata dos meus contemporaneos – da alma brasileira.&lt;br /&gt;Socialmente, Pessoa(s) teve vida bastante comum. Traduzia cartas, trabalhando em casas do comercio português. Sofria privações, pois o que ganhava pelas traduções não garantia-lhe sequer refeição diaria. Por isso, tinha sempre de “comprar fiado” seus cigarros, fosforos e a cotidiana aguardente que carregava na pasta, depois de tomar um copo no bar. Inclusive, numa dessas ocasiões, um amigo dele fotografou-o “em flagrante delitro”, como escreveu Pessoa(s) à Ophélia, enviando-lhe copia da fotografia tomando mais um copo. Todas as noites, como deixou registrado em seus diarios, Pessoa(s) reunia-se, em bares e restaurantes, com amigos da literatura e da boemia, a quem também pedia dinheiro emprestado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Blanco, escritor português também revelou que Fernando Pessoa(s) tinha muitas outras qualidades, desconhecidas da maioria. Foi Pessoa(s), segundo Blanco, quem criou a carta subscrita – “o aerograma do Brasil” -, tendo, inclusive, registrado a patente. Alma inquieta, por diversas vezes, Fernando Pessoa(s) escreveu ter urgencia de ajudar a humanidade, reconhecendo: “Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade”.&lt;br /&gt;Em 1912, Fernando Pessoa(s) começa trabalhar com o poeta e prosador português Mário de Sá-Carneiro, a partir do lançamento da Revista “Orpheu”, onde ambos escreviam. A amizade tornou-se solida e importante, como pode-se ler, na troca de cartas entre Pessoa(s) e Sá-Carneiro, que mudou-se para Paris.&lt;br /&gt;Eis uma das tantas cartas de Pessoa(s) ao grande amigo:&lt;br /&gt;“Carta a Mário de Sá-Carneiro&lt;br /&gt;em 14 de Março de 1916&lt;br /&gt;Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.&lt;br /&gt;Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueça. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.&lt;br /&gt;Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.&lt;br /&gt;No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.&lt;br /&gt;Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do “Marinheiro” ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.&lt;br /&gt;Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.&lt;br /&gt;Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.&lt;br /&gt;Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no “Livro do Desassossego”. Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.&lt;br /&gt;As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.&lt;br /&gt;Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.&lt;br /&gt;De que cor será sentir?&lt;br /&gt;Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características…&lt;br /&gt;Você acha-me razão, não é verdade?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 26 de abril de 1916, Mário de Sá-Carneiro, com 26 anos, suicida-se, ingerindo cinco frascos de arseniato de estricnina. Fernando Pessoa(s) – alma dolorida e sozinha – escreve, então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sá Carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse número do Orpheu que há-de ser feito&lt;br /&gt;Com rosas e estrelas em um mundo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca supus que isto que chamam morte&lt;br /&gt;Tivesse qualquer espécie de sentido...&lt;br /&gt;Cada um de nós, aqui aparecido,&lt;br /&gt;Onde manda a lei e a falsa sorte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem só uma demora de passagem&lt;br /&gt;Entre um comboio e outro, entroncamento&lt;br /&gt;Chamado o mundo, ou a vida, ou o momento;&lt;br /&gt;Mas, seja como for, segue a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei, embora num comboio expresso&lt;br /&gt;Seguisses, e adiante do em que vou;&lt;br /&gt;No términus de tudo, ao fim lá estou&lt;br /&gt;Nessa ida que afinal é um regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque na enorme gare onde Deus manda&lt;br /&gt;Grandes acolhimentos se darão&lt;br /&gt;Para cada prolixo coração&lt;br /&gt;Que com seu próprio ser vive em demanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, falho de ti, sou dois a sós.&lt;br /&gt;Há almas pares, as que conheceram&lt;br /&gt;Onde os seres são almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como éramos só um, falando! Nós&lt;br /&gt;Éramos como um diálogo numa alma.&lt;br /&gt;Não sei se dormes [...] calma,&lt;br /&gt;Sei que, falho de ti, estou um a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se esperasse eternamente&lt;br /&gt;A tua vida certa e conhecida&lt;br /&gt;Aí em baixo, no café Arcada —&lt;br /&gt;Quase no extremo deste [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí onde escreveste aqueles versos&lt;br /&gt;Do trapézio, doriu-nos [...]&lt;br /&gt;Aquilo tudo que dizes no «Orpheu».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu maior amigo, nunca mais&lt;br /&gt;Na paisagem sepulta desta vida&lt;br /&gt;Encontrarei uma alma tão querida&lt;br /&gt;Às coisas que em meu ser são as reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais, não mais, e desde que saíste&lt;br /&gt;Desta prisão fechada que é o mundo,&lt;br /&gt;Meu coração é inerte e infecundo&lt;br /&gt;E o que sou é um sonho que está triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque há em nós, por mais que consigamos&lt;br /&gt;Ser nós mesmos a sós sem nostalgia,&lt;br /&gt;Um desejo de termos companhia —&lt;br /&gt;O amigo como esse que a falar amamos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos, Fernando Pessoa(s) – em tudo, em todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passei entre eles estrangeiro porém nenhum viu que eu o era. Vivi entre eles espião, e ninguém, nem eu, suspeitou que eu o fosse. Todos me tinham por parente: nenhum sabia que me haviam trocado à nascença. Assim fui igual aos outros sem semelhança, irmão de todos sem ser da família.&lt;br /&gt;Vinha de prodigiosas terras, de paisagens melhores que a vida, mas das terras nunca falei, senão comigo, e das paisagens, vistas se sonhava, nunca lhes dei notícia. Meus passos eram como os deles nos soalhos e nas lajes, mas o meu coração estava longe, ainda que batesse perto, senhor falso de um corpo desterrado e estranho.&lt;br /&gt;Ninguém me conheceu sob a máscara da igualha, nem soube nunca que era máscara, porque ninguém sabia que neste mundo há mascarados. Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim.&lt;br /&gt;Abrigaram-me as suas casas, as suas mãos apertaram a minha, viram-me passar na rua como se eu lá estivesse; mas quem sou não esteve nunca naquelas salas, quem vivo não tem mãos que outros apertem, quem me conheço não tem ruas por onde passe, a não ser que sejam todas as ruas, nem que nelas o veja, a não ser que ele mesmo seja todos os outros.&lt;br /&gt;Vivemos todos longínquos e anónimos; disfarçados, sofremos desconhecidos. A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela; para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites; mas para outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida.&lt;br /&gt;Saber bem quem somos não é connosco, que o que pensamos ou sentimos é sempre uma tradução, que o que queremos o não quisemos, nem porventura alguém o quis - saber tudo isto a cada minuto, sentir tudo isto em cada sentimento, não será isto ser estrangeiro na própria alma, exilado nas próprias sensações?&lt;br /&gt;Mas a máscara, que estive fitando inerte, que falava à esquina com um homem sem máscara nesta noite de fim de Carnaval, por fim estendeu a mão e se despediu rindo. O homem natural seguiu à esquerda, pela travessa a cuja esquina estava. A máscara - dominó sem graça - caminhou em frente, afastando-se entre sombras e acasos de luzes, numa despedida definitiva e alheia ao que eu estava pensando. Só então reparei que havia mais na rua que os candeeiros acesos, e, a turvar onde eles não estavam, um lugar vago, oculto, mudo, cheio de nada como a vida...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto o tempo com uma dor enorme. É sempre com uma comoção exagerada que abandono qualquer coisa. O pobre quarto alugado onde passei uns meses, a mesa do hotel de província onde passei seis dias, a própria triste sala de espera da estação de caminho de ferro onde gastei duas horas à espera do comboio - sim, mas as coisas boas da vida, quando as abandono e penso, com toda a sensibilidade dos meus nervos, que nunca mais as verei e as terei, pelo menos naquele preciso e exacto momento, doem-me metafisicamente. Abre-se-me um abismo na alma e um sopro frio da hora de Deus roça-me pela face lívida.&lt;br /&gt;O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco, toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Apontamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha alma partiu-se como um vaso vazio.&lt;br /&gt;Caiu pela escada excessivamente abaixo.&lt;br /&gt;Caiu das mãos da criada descuidada.&lt;br /&gt;Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.&lt;br /&gt;Asneira? Impossível? Sei lá!&lt;br /&gt;Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.&lt;br /&gt;Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.&lt;br /&gt;Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.&lt;br /&gt;E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se zanguem com ela.&lt;br /&gt;São tolerantes com ela.&lt;br /&gt;O que era eu um vaso vazio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olham os cacos absurdamente conscientes,&lt;br /&gt;Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olham e sorriem.&lt;br /&gt;Sorriem tolerantes à criada involuntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.&lt;br /&gt;Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.&lt;br /&gt;A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?&lt;br /&gt;Um caco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amontoado de papéis escritos, rabiscados e guardados, Fernando Pessoa(s) deixou definitivamente desenhado o mapa astral dele, predestinando a propria morte para o mês de maio de 1935. A morte chegou-lhe com atraso, em final de novembro de 1935. Talvez, precisou (a morte) de mais tempo, para fazer calar Bernardo Soares, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, e tantos outros cacos de um só espelho humano, que ainda corta e tem cortada a alma - sempre em pedaços.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068056394068962942-5744805199762408014?l=ironia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/feeds/5744805199762408014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ironia-cronica.blogspot.com/2010/12/fernando-pessoas-unicidade-multipla.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='
