quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Na “festa do estica e puxa”


Na “festa do estica e puxa”, como ainda 'xanta' a Xuxa, tudo é válido, mesmo quando a criatura fica parecendo “nikkei”, com a cara tão esticada, que até os olhos se alargam, e quase fecham, e a boca vive aberta, aparentando sorriso gratuito, mesmo em velório.
Acho que já escrevi aqui que não gosto de excessos – mesmo se for de coca-cola, ou chocolate (hummmmmmm delícia!!!). Sei lá. Acho que tudo que excede, excede em tudo... Entende?...
Dia desses, encontrei uma amiga que eu não via há algum tempo. Acredite. A última vez que tinha visto ela, parecia mesmo ter seus quarenta e uns. Agora, quando a vi novamente, parecia mais nova, de cara, do que a filha dela, de quinze anos. Ela olhou pra mim, e disse: “Você não muda nada, Narinha”. E eu respondi: “E você, cada vez mais nova, hein?” Rimos juntas. “Temos de nos encontrar mais” - acrescentou minha amiga. E eu só pude pensar: Temos, sim, antes que você volte a ser feto, e desaprenda de falar. hehehehehehehehe

Brincadeirinhas à parte, considero exagero o que tenho visto, no que diz respeito, ou desrespeito, à utilização das cirurgias plásticas, junto com muito botox, e mais silicone. Claro que não sou parâmetro pra coisa alguma. Quanto à vaidade, acho mesmo que sou “zero à esquerda”. Por isso, não leve a sério o que tô escrevendo aqui. Só pra você ter uma idéia (ou duas), ainda sonho ter cabelos grisalhos (os cabelos de Adélia Prado são tão brancos, tão lindos), mas, pelo visto, na minha cabeça (não é imaginação!), vai demorar, ou nem vai dar tempo, por que os branquinhos que surgem vão caindo, distraídos. Por aí, tente imaginar – ou não...
Há alguns dias, a atriz Fernanda Montenegro completou oitenta anos. Linda, Maravilhosa. Plena. Numa das tantas entrevistas que assisti com ela, Fernanda Montenegro disse que não pretende fazer plástica, remoçar “na marra”. Ela falou algo parecido com “prefiro que a minha imagem seja coerente à minha alma, resultado das experiências que vivi e vivo”. E, pra arrematar, chamou a atenção sobre o “perigo de todo processo cirúrgico, a partir da anestesia”. Foi fundo na avaliação.
Como nunca tenho certeza de 'porra' alguma, acho que vou despencar ao lugar-comum, afirmando que, se a criatura busca a cirurgia plástica, pra correção de alguma deformidade, ou então pra 'consertar' o que ela imagina estar “fora de ordem”, ainda tem um motivo, a meu ver, considerável. Afora isso, pelo simples hábito de “festa do estica e puxa”, acho que a criatura tá precisando mesmo é de algum “conserto” na alma. Nem exemplifico, por que quem pode saber de alguém, é só esse alguém mesmo. Ah, mas tem muita gente indo pro bisturi, como quem vai ao cabeleireiro – aí, já é demais!... Acaba ficando com a pele mais lisa do que quando nasceu (acredite, meu comentário não é deliberado, ou “criativo”).

Fiquei sabendo, dia desses, que “quem gosta de beleza interior é decorador, ou arquiteto”. Como não sou “nem isso, nem aquilo” (e nada disso), não vou encarar a possibilidade de debate sobre. Mesmo assim, e apesar disso, e por isso também, fico pensando que já são tantas as 'máscaras' que a gente usa – será que precisamos ainda mais?...

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