quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O direito de exigir os direitos


Juro que não entendo essa ‘porra louca’ do dito direito de exigir direitos. Existem leis (até demais, eu acho), as quais deveriam ser cumpridas, mas não são. Aí, o cidadão tem de exigir que sejam cumpridas. Pra isso, dispende tempo e paciência, enfrentando uma fila de outras leis, pra que uma (única) seja cumprida, beneficiando-lhe com o direito há muito adquirido (previsto em lei). Em tempo: a maioria nem chega reclamar, não por falta de tempo e/ou paciência, mas sim, por que é analfabeta, ou ignora as leis e suas (surpreendentes) interpretações. Será que os direitos são exclusividade dos seres humanos “letrados”, com tempo para perderem em filas de reclamações?...
‘Baralho’! Essa é mais uma ‘merda’ que não entendo. Se é direito, por que o cidadão precisa exigir esse direito?... Isso me faz pensar que, de fato, vivemos uma atualidade cada vez mais descartável e descartada (todo mundo sem tempo, sem se importar com os próprios direitos). Se for isso mesmo, tem muita gente espertinha (sempre tem), num outro lado qualquer, aproveitando-se da situação.
Só pra corroborar o que digo: você já percebeu que há (grandes) lojas que oferecem “seguro de compra”, com tempo esticado de garantia, desde que o (incauto) cliente pague uma “pequena (alta) quantia a mais”?... Pois é, o que era direito adquirido (o seguro de compra), agora tem preço. O pior é que tem gente ‘entrando nessa’. E ainda rimos, quando sabemos que há pessoas (idosas, principalmente) que continuam acreditando no “conto do vigário”, sempre revestido de uma bela, atualizada e convincente estorinha: bilhete premiado, cadeirinha no céu, etc e tal...
Não nos vejo – eu e toda gente – “vítimas dessa sociedade de consumo”, tampouco nos considero “burros”. Sinto, às vezes, até pena da gente, por que, além de termos de nos preocupar com tantas coisas reais e urgentes (sobreviver, por exemplo), ainda precisamos nos manter atentos, nos predispondo a perder tempo e ganhar stress, pra exigirmos direitos de todos os cidadãos.
Essa ‘porra louca’ persegue a gente de tal forma, que temos de “bater o pé” por direitos básicos até. Quer exemplo?... Váááários exemplos – todos resultando na mesma ‘merda’:
- Uma empresa deixa de fornecer o serviço, para o qual é (muito bem) paga. Quem reclama tem o direito até de desconto, na próxima fatura. Que ‘porra’ de direito é esse, que só desconta da conta de quem reclamou?
- Numa loja qualquer, o cliente mostra um produto quebrado, rasgado, sei lá. De imediato, o atendente oferece outro (produto), recolocando o ‘esmigalhado’ na prateleira, à espera de algum cliente sonolento, ou apressado.
- As agências bancárias têm de seguir a lei, respeitando o prazo mínimo dos clientes na fila. Se a lei for desrespeitada, e os clientes ficarem mais tempo que o permitido nas (enormes) filas, é preciso dispor de mais tempo, pra enfrentar uma fila maior ainda de denúncias: Procon.
- Uma outra cena comum, nas delegaciais policiais: o cidadão, todo ‘arrebentado’, fica horas na frente de escrivão, policiais, contando e recontando a mesma tragédia, pra depois ser encaminhado ao dito “corpo de delito” (ele precisa comprovar mesmo que levou ‘porrada’). Lá fora, o agressor toma uma cervejinha com o advogado “de porta de cadeia”, que, com meia dúzia de palavrinhas que constam na ‘senhora lei’, convenceu os policiais que o “cliente” é correto, réu primário, o escambau, e jamais fez mal a um mosquitinho ‘Aedes Aegypti’.


‘Baralho’!!!! Com tanta gente falando “em nome da lei”, será que não existe uma “viva alma” que se predisponha a recolocar a palavrinha “cidadania” no dicionário da prática cotidiana?... Dever é dever!!! Direito é direito!!!! ‘Porra’!!!!! (Ou não?...)

Um comentário:

  1. vc.está completamente certo.Mas infelizmente as leis não são respeitadas.Eno final ainda corremos sérios riscos,até de morte,dependendo do caso.

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